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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Criação de uma via de ensino vocacional de natureza dual

Portugal teve até 1976 um dos melhores sistemas de ensino técnico da Europa. O PREC destruiu o sistema. E com ele desapareceu todo o conhecimento curricular e didático criado ao longo de décadas por uma plêiade de excelentes profissionais que formaram dezenas de gerações de jovens bem sucedidos. O que agora está em causa é a reconstrução de um novo modelo de ensino vocacional, com forte ligação às empresas, que prepare os jovens simultaneamente para o exercício de um ofício e o prosseguimento de estudos. O exemplo da Alemanha é digno de nota por duas razões:
  • A Alemanha tem uma experiência de muitas décadas de ensino vocacional dual.
  • A Alemanha tem uma das mais baixas taxas de desemprego jovem da UE.
Países como a Suiça, a Alemanha, a Áustria e a Holanda nunca caíram no erro de pôr fim ao ensino básico vocacional sob o pretexto de que é discriminatório e promove a desigualdade. A realidade mostra o contrário.
Para que o ensino vocacional sirva os interesses dos alunos e do país é preciso:
  1. Começar cedo. Na Holanda é aos 13 anos. É a altura mais indicada: à saída do ensino elementar de 6 anos.
  2. De frequência recomendada para alunos com um perfil vocacional que os afasta da via de ensino de tipo liceal.
  3. Permitir a intercomunicabilidade entre as vias de ensino.
  4. Dar acesso preferencial ao ensino secundário vocacional e ao ensino superior politécnico.
  5. Não pode ser menos exigente do que a via regular (liceal).
  6. A dimensão técnica e prática (formação vocacional) deve ser assegurada por formadores com conhecimentos técnicos e forte ligação a empresas. Essa ligação deve passar por momentos de prática simulada e estágio em empresas.
  7. A componente de formação geral - Matemática, Português e Inglês - deve estar assegurada e cumprir os programas da via "regular" de modo a permitir a comunicação entre vias de ensino e o prosseguimento de estudos.

Fonte: ProfBlog

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