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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Limpar armas!...

“Em tempo de guerra não se limpam armas”. É isto que se costuma dizer. E eu tenho sempre dúvidas sobre o que se costuma dizer. Porque se a guerra dura muito, se ela acontece todas as semanas, e se cada batalha se vai perdendo, então talvez seja mesmo limpar as armas. Porque sem elas limpas será fraco o seu desempenho.

Não tenho memória de ver o Sporting no estado em que hoje se encontra. Abaixo do meio da tabela, sem vitórias na Liga Europa e com uma situação financeira que nos leva a ter de escolher entre uma paz podre e o colapso imediato...

O jogo de hoje era muito importante para o Sporting. Assumir que tudo está mal não invalida um apoio incondicional à equipa!

Infelizmente a vitória não sorriu!

Os próximos meses são, para as finanças do clube, fundamentais. A exigência de que as coisas mudem radicalmente não pode fazer ignorar isto. Só há um responsável pela situação do clube: aqueles que a dirigem. Na figura do seu presidente. Não sendo aconselhável que se inicie um processo eleitoral a meio de um campeonato tão desastroso e quando o clube está em num momento fundamental para o seu futuro financeiro, também não me parece que seja possível manter por mais dois anos o atual estado de coisas. Godinho Lopes deveria, caso as coisas se mantenham neste estado, fazer um acordo com os sócios: levar o campeonato até ao fim, garantir algumas decisões importantes que não levem o clube para um buraco sem fundo e começar a preparar uma transição pacifica para o fim do campeonato, evitando o caos e o sucesso de aventureiros. Para que outros protagonistas se apresentem aos sócios com alternativas. É isto que faz quem falha tão redondamente. Pedindo responsabilidade a todos. Mas agindo com responsabilidade. Até lá, o Sporting está como o jogo de ontem: adiado.

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