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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A peça!


Primeiro acto. O projeto do futebol para o Sporting passa por Domingos, Luis Duque e Carlos Freitas, livro de cheques e uma vassoura, para voltar a lutar pelo título. É preciso entregar o futebol a quem já mostrou como se chega ao sucesso.

Segundo acto. Apesar de ter chegado à final da Taça de Portugal e passado a fase de grupos da Liga Europa, Domingos não serve. Não está em condições de lutar pelo título. Domingos não encaixa no sucesso.

Terceiro acto. Ricardo Sá Pinto encarna o verdadeiro espírito do leão. Com ele há a garra que a equipa perdeu. Imparável até às meias-finais da Liga Europa, mas derrotado na única prova que Domingos deixou para o Sporting ganhar, a Taça de Portugal. E frente à Académica. Não importa, a garra justifica a renovação de contrato.

Quarto acto. Sá Pinto pode ser sportinguista 200 por cento, mas não é treinador para este patamar. A equipa não joga, não rende, não existe. Oceano fica interinamente o tempo que for preciso, porque isto vai mudar tudo. Luis Duque e Carlos Freitas também não fazem parte do sucesso. A solução é o presidente assumir o futebol.

Quinto acto. Vercauteren chega um mês depois de Sá Pinto sair. Foi preciso tempo para pensar e arrumar a casa. O belga é o homem certo para liderar a equipa, uma escolha muito ponderada. A estrutura da SAD, agora sim, está como o regime presidencialista quer. Um lugar na Champions é o objetivo.

Sexto acto. Jesualdo Ferreira é o novo manager do Sporting. Vercauteren, apesar de ter falhado em todas as frentes, é o treinador. É tudo compatível, porque este é um novo caminho. A prioridade é a aposta na formação. O objetivo é um lugar europeu e há uma Taça da Liga para ganhar.

Sétimo acto. Jesualdo Ferreira é o novo treinador. Vercauteren colocou o Sporting a um ponto da "linha de água" e a Taça da Liga acabou-se. Não era o homem certo. Jesualdo acumula o cargo de técnico com o de manager.

Claro que os actos seguintes desta peça ainda estão por escrever, mas vão continuar a ter o mesmo protagonista, Godinho Lopes.

E tudo em menos de dois anos.

É obra!

Fonte: Jogo Falado

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