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segunda-feira, 18 de março de 2013

O Fim da Europa tal como a conhecemos...


A sociedade Europeia tal como a conhecemos acabou, embora a maioria da população, e dos políticos em particular, insista em agir como se nada se passasse; o pouco que resta da sociedade Europeia está a entrar em rápida destruição. A violência generalizada nas ruas da Europa pode acontecer em qualquer lugar, e será cada vez com maior frequência. Londres, Paris, Atenas, Setúbal... Qualquer faísca poderá a qualquer momento despoletar um incêndio de proporções bíblicas. Ninguém está a salvo. Quem pensa que os distúrbios só acontecem em zonas problemáticas, em zonas pobres, não tem em conta a velocidade com que a pobreza alastra. E a pobreza cresce como uma epidemia sem controlo. Aos estados e população endividada, à desindustrialização e descapitalização, junta-se o desnorte total dos políticos (na melhor das hipóteses; quero acreditar que não o fazem intencionalmente). Atropelam-se todos o contrato social sem apelo nem agravo; o roubo já nem é disfarçado, por meio de aumento de impostos e diminuição de salários: agora vai-se directamente ao bolso da população. Não são apenas os dirigentes que pisam os valores que foram os pilares da Europa nos últimos 60; sem esperança, sem futuro, sem rumo, as pessoas - e logo a sociedade - libertam o que há de anti-social em si: como animais acossados, atacam em todas as direcções, sem olharem para quem atingem.

Numa Europa em que Portugal e Grécia estão à beira da bancarrota, como peças de dominó cairão os países uns após outros, em fila indiana para o precipício. O Euro foi um erro tremendo, mas apenas apressou a queda da Europa. A Europa é um continente dependente de recursos naturais, desindustrializado, que não soube defender os seus interesses no processo de globalização, com acordos comerciais danosos. Precisamos de encontrar novas formas de viver em sociedade, de políticos que defendam os interesses de quem governam. Só numa sociedade em que nos sentimos protegidos podemos dar o melhor de nós, só numa sociedade em que sentimos que pertencemos temos a segurança necessária para arriscar, inovar, inventar.... E a Europa precisa urgentemente de se reinventar...

Esta Europa que exclui cada vez mais pessoas não tem futuro, nem com austeridade nem sem austeridade, nem com crescimento nem sem crescimento. A Europa ou é de todos ou não será de ninguém. É uma escolha entre a justiça e o caos. Ou escolhemos viver em sociedade - ou a vida será pior que na selva...

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