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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Muddy Waters


Não se assinalou, como devia, o centenário do nascimento de Muddy Waters (1913-1983). A data não pode passar sem comoção – Muddy Waters não foi apenas «um cantor de blues»; foi um génio dos blues, do jazz e do rock’n roll, uma voz tremenda, um trovão dos blues, uma torrente devastadora que nunca se esquece. Quem possui essa raridade, At Newport 1960, os três paradoxais discos de 1969 (After the Rain, Fathers and Sons e Sail On) e o disco que assinala o seu regresso em 1977 (Hard Again), não compreende como Muddy Waters pode ser esquecido. As suas influências alastraram a todo o rock posterior à longínqua chegada a Chicago, vindo do Mississípi e das plantações. Por vezes, a sua voz transporta esse tormento que ecoa como uma ameaça de apocalipse sobre todas as almas; de outras vezes, a sua guitarra sobrepõe-se à respiração e transforma-se numa arma letal. Ele era os blues.


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