Pub

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Os únicos professores que estão livres da mobilidade especial são os dirigentes sindicais

Chegámos a este paradoxo: os únicos professores que estão completamente livres de irem parar à mobilidade especial, leia-se desemprego, são os docentes que convocam as greves às avaliações internas e aos exames mas não as fazem porque são dirigentes sindicais.

Os professores que convocam as greves sem as fazerem não podem ser despedidos pelo MEC, embora seja o MEC a pagar-lhes o salário. Mais paradoxal ainda: esses professores são pagos pelo MEC para dizer mal do MEC, levá-lo a tribunal e ameaçar os alunos que muito justamente querem que os deixem fazer os exames em paz.

E têm todo o tempo do Mundo para dizer mal do MEC, levá-lo a tribunal e ameaçar os alunos que querem fazer exames porque eles não dão aulas nem precisam de meter os pés na escola a cujos quadros pertencem.

Os ministros mudam, quando muito aguentam quatro anos no cargo, os dirigentes sindicais estão há décadas à frente dos sindicatos. O Nogueira é dirigente sindical há quase 20 anos. Quantos anos é que o Nogueira deu aulas? O Nogueira é o homem mais poderoso na Educação em Portugal. Mais: é o homem que mais manda na Educação em Portugal e há mais tempo. O ministro da educação, ao pé dele, não tem poder nenhum!

Não é possível melhorar significativamente a qualidade e a eficácia do sistema educativo escolar português sem acabar primeiro com o poder que o Nogueira tem sobre a educação e as escolas. Quanto mais uniforme, centralizado e hiper-regulamentado o sistema for, maior o poder do Nogueira e menor o poder do MEC e das escolas.

Fonte: ProfBlog

Nenhum comentário:

Postar um comentário