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terça-feira, 28 de maio de 2013

Playlist: As 10 melhores canções dos Doors

Na semana passada, o rock perdeu o teclista e fundador, Ray Manzarek, recordamos algumas das criações mais emblemáticas do grupo do Rei Lagarto.

"The End" (The Doors, 1967)

Escrita originalmente como despedida de uma antiga namorada, a canção "The End" cedo ganhou proporções épicas e controversas - por causa dos versos em que Jim diz querer por em prática o mito de Édipo, mas também por causa da própria estrutura da canção, influenciada pelas ragas indianas e longa em duração. A utilização do tema por Francis Ford Coppola em Apocalipse Now deu-lhe a moldura definitiva.


"People Are Strange" (Strange Days, 1967)

Reflexo da alienação que Jim Morrison conseguia por vezes sentir, "People Are Strange" era uma canção sobre os outsiders que a década de 60 produziu. Era igualmente um tema onde se sentiam as influências da velha Europa. Em 88, os Echo & The Bunnymen fizeram uma reverente versão que foi incluída no filme The Lost Boys.


"Love Me Two Times" (Strange Days, 1967)

A dose dupla de amor pedida por Jim Morrison sobre um tema que se inspira nos blues refere-se a um hipotético soldado ou marinheiro antes de embarcar para a guerra. Com o Vietname a decorrer nesta época, é fácil perceber a quem se destinava este tema. A rádio na altura achou a canção um pouco marota demais...


"Hello, I Love You" (Waiting For The Sun, 1968)

Este é o tema que motivou as acusações de plágio: as semelhanças com "All Day and All Of The Night" dos Kinks são evidentes, mas Robby Krieger afirmou que a principal inspiração para este tema veio de "Sunshine of Your Love" dos Cream. Seja como for é uma belíssima canção servida por um explosivo arranjo carregado de distorção.


"Love Street" (Waiting For The Sun, 1968)

Jim referia-se à rua em que vivia com a sua namorada, Pamela, como "Love Street". Laurel Canyon era, pelos vistos, local de passagem regular de jovens casais hippies e isso motivou o baptismo alternativo a Rothdell Trail, o verdadeiro nome da rua.


"Shaman's Blues" (The Soft Parade, 1969)

Mais uma exemplar produção de Paul Rothchild que enquadra na perfeição as tendências teatrais da interpretação de Jim Morrison com uma canção com uma propulsão quase jazzy (sobretudo na bateria). É um tema que fala de um xamã que perde a mulher que ama. Nem a magia o salva...


"Roadhouse Blues" (Morrison Hotel, 1970)

Este é um daqueles temas que, literalmente, cria guitarristas. Com um riff propulsor absolutamente fantástico, este é um dos mais altos momentos da carreira da banda de Los Angeles, Califórnia. Tornou-se, claro, um tema obrigatório nos concertos dos Doors e a versão ao vivo é mesmo apontada como uma das melhores interpretações musicais de sempre. O exagero é perfeitamente aceitável neste caso.


"Peace Frog" (Morrison Hotel, 1970)

"Peace Frog" é um dos momentos mais descarados de rendição ao "groove" r&b na discografia dos Doors. É igualmente um tema negro que fala de "sangue nas ruas". Talvez por ser tão sangrenta, esta canção era tocada insistentemente para as tropas deslocadas no Vietname.


"Love Her Madly" (L.A. Woman, 1971)

Para um grupo conotado com a abertura das portas da percepção e sintonizado com um certo misticismo alucinado, os Doors também conseguiam ser extremamente directos, transparentes e ligados à realidade factual: este single do último álbum da banda com Jim Morrison versava sobre a namorada de Robby Krieger e as inúmeras vezes que ela ameaçou bater com a (perdoem esta...) porta.


"Riders On The Storm" (L.A. Woman, 1971)

Talvez o melhor momento da discografia dos Doors, este tema tem uma aura sobrenatural obtida não apenas pelos sons de tempestade, mas também pelo facto de Jim ter sobreposto a sua voz a sussurrar as letras por cima do take de voz principal. E o piano eléctrico de Manzarek é absolutamente perfeito. Esta foi a última canção gravada pelos Doors. Se todas as despedidas fossem assim...



Fonte: Blitz

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