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sábado, 3 de maio de 2014

Veiga Simão, o pai da reforma do ensino nos anos 70



Há uns anos atrás (talvez 5), durante um dos acompanhamentos que fazia ao meu filho, fui abordado por um senhor idoso muito simpático que sem me conhecer, entabulou uma conversa comigo, bem interessante, por sinal...
No final, apresentá-mo-nos e ao pronunciar o seu nome fez-se luz nas dúvidas que pairavam na minha cabeça (sou péssimo a fixar rostos e nomes) desde o início da nossa conversa.
A partir daí encontrá-mo-nos imensas vezes no mesmo local, conversámos imenso! Aprendi bastante com ele...
Depois de repente deixei de o ver e encontrar... até hoje..., quando assistia a uma conferência sobre "O futuro da educação".

ATÉ SEMPRE PROFESSOR VEIGA SIMÃO!

Autor da reforma do ensino na década de 70, José Veiga Simão, que morreu este sábado, aos 85 anos, vítima de doença prolongada, foi professor universitário e político, três vezes ministro e embaixador de Portugal nas Nações Unidas.

Nascido a 13 de fevereiro de 1929, na Guarda, José Veiga Simão licenciou-se em Ciências Físico-Químicas pela Universidade de Coimbra e tinha um doutoramento em Física Nuclear, pela Universidade de Cambridge, Cavendish Laboratory, e em Ciências Físico-químicas, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.

Veiga Simão foi reitor da Universidade de Lourenço Marques (atual Maputo) em 1963 e, depois de regressar a Portugal, em 1970, assume o cargo de ministro da Educação Nacional, que abandona com o 25 de Abril de 1974.

Foi o último ministro da Educação antes da Revolução dos Cravos, tendo lançado uma profunda reforma no ensino que ficou conhecida como a «reforma Veiga Simão», e foi responsável pela criação das universidades do Minho e Aveiro, em 1973.

Entre 1974 e 1975, foi embaixador de Portugal nas Nações Unidas, altura em que viveu nos Estados Unidos e foi visiting fellow da Universidade de Yale.

Três anos depois, José Veiga Simão assume a presidência do Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, cargo que exerce até 1983. Neste mesmo ano, volta à vida política pelas mãos do Partido Socialista (PS), ao ser eleito deputado pelo distrito da Guarda. É nomeado ministro da Indústria e Energia no Governo de Mário Soares, cargo que exerce até 1985.

Mais de dez anos depois, em 1997, António Guterres nomeia-o ministro da Defesa Nacional. Veiga Simão sai do cargo dois anos depois, após a polémica sobre o envio de um conjunto de documentos sobre os serviços secretos portugueses, em que constava uma lista completa de 69 elementos operacionais.

Entre as várias condecorações que recebeu, destaque para a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1986), Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública (1991) e Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1992).

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