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sexta-feira, 8 de março de 2013

MusicBox: David Bowie - The Next Day

Depois de ter protagonizado alguns dos lançamentos discográficos mais importantes da história da música e após uma ausência de quase dez anos, o britânico David Bowie está de regresso com The Next Day, o vigésimo quarto álbum da sua carreira, lançado recentemente por intermédio da Iso Records/ Columbia. Este novo trabalho faz parte de uma triologia que teve como último capítulo Heathen em 2002 e comprova que o camaleão está de regresso e em boa forma.


The Next Day resulta de uma parceria com Tony Visconti, um músico de Nova Iorque que tem trabalhado com o camaleão em vários discos, nomeadamente no início da sua carreira, na chamada era Berlim, quando Bowie, na década de setenta, se refugiou naquela cidade e produziu alguma da matéria sonora fundamental da cultura pop.

No entanto, que ninguém espere por personagens fantásticas e andrógenas vindas do espaço ou por maquilhagem ousada. O Bowie de 2013 não renega que o tempo passou por si, é sóbrio, mas não deixa de ser convincente e linear, ou seja, mantém-se fiel ao seu som original e numa época em que já se ouviu quase tudo, não deixa de se mostrar algo revolucionário, mais não seja devido a esta fidelidade que só lhe fica bem.

Dez anos é muito tempo e a expetativa acumulada naqueles que seguem a carreira do músico com particular devoção certamente imensa e intensa. Penso que The Next Day não deixará essas expetativas defraudadas já que, mesmo que aqui não haja nada que o músico não tenha experimentado ainda, é justamente nesse feliz reviver do seu passado sonoro que Bowie cai novamente no goto de quem o venera.

Há vários temas em The Next Day que me merecem particular destaque; How Does The Grass Grow? condensa guitarras, teclados e vozes num mesmo ambiente melódico e comercial. São quase cinco minutos de versos prontos para serem decorados e que se espalham deliciosamente ao na canção. Alegre, a música surge como uma espécie de contraponto a outro material mais obscuro e também digno de destaque que se movimenta no decorrer do álbum, nomeadamente em The Stars (Are Out Tonight) , Love Is Lost e no brilho pop visível no romantismo exacerbado de Valentine’s Day.

A melancolia é um sentimento transversal em The Next Day e, de mãos dadas com ela, Bowie alcança momentos bastante assertivos; Where Are We Now? amarga os pensamentos mais existenciais do músico numa sonoridade que poderia pertencer aos R.E.M. da década de noventa e a bela You Feel So Lonely You Could Die ainda consegue ir um pouco mais além, já que, sendo nitidamente influenciada pelos Arcade Fire, revela expressividade e quando a canção se encontra com a música gospel numa explosão de vozes e arranjos volumosos de forte temática emocional, dá-se o cruzamento perfeito entre a melancolia da escrita e o épico instrumental.

The Next Day poderia muito bem servir de base para uma nova digressão de Bowie, sem haver necessidade de a sustentar em demasia nos velhos clássicos do músico. Há aqui suficiente matéria prima para uma compilação de canções consistente e que poderia servir para agradar às novas gerações que desconhecem a sua obra. Espero que ele aprecie esta sugestão...


01. The Next Day
02. Dirty Boys
03. The Stars (Are Out Tonight)
04. Love Is Lost
05. Where Are We Now?
06. Valentine’s Day
07. If You Can See Me
08. I’d Rather Be High
09. Boss of Me
10. Dancing Out In Space
11. How Does the Grass Grow?
12. (You Will) Set the World On Fire
13. You Feel So Lonely You Could Die
14. Heat


sexta-feira, 1 de março de 2013

Trailers: Oblivion


Está online um novo trailer do filme protagonizado pela dupla de peso Tom Cruise e Morgan Freeman. Oblivion. O argumento centra-se num soldado veterano (Tom Cruise), que é enviado para um planeta distante, onde é incumbido de destruir o que resta de uma raça extraterrestre. Ao chegar ao planeta descobre várias informações que o fazem questionar tudo o que ele pensava que sabia sobre o planeta, a sua missão e a sua própria personalidade. Realizado por Joseph Kosinski, conta ainda no elenco com a presença de Andrea Riseborough, Melissa Leo e Olga Kurylenko.

Tem estreia marcada para Abril.


Fonte: TVCineNews

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Trailers: Velocidade Furiosa 6


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

MusicBox: The Weatherman - Weatherman


The Weatherman é o pseudónimo artístico criado em 2006 pelo multi-instrumentalista portuense Alexandre Monteiro e um projecto pop rock versátil e multifacetado, que se estreou em 2006 com Cruisin’ Alaska, ao qual se sucedeu Jamboree Park at the Milky Way (2009). Agora, no início de 2013, mais concretamente no passado dia vinte e oito de janeiro, chegou Weatherman, a terceira rodela deste cantautor cujo universo pop e pisicadélico sonoros nos remetem para um mundo sonoro diversificado e versátil, onde reina a nostalgia dos anos sessenta e onde nomes como The Beatles ou Beach Boys são referências incontornáveis, além de algumas marcas identitárias da eletrónica atual.

A primeira ideia implícita em Weatherman e que o autor não rejeita totalmente, apesar de considerar que não escreveu canções como se fossem propriamente um diário, ou com a intenção de se expor, nomeadamente na entrevista que me concedeu e transcrita abaixo, tem a ver com, em Weatherman, ter havido uma maior ousadia lírica, já que estas canções sabem ao próprio autor e poderão contar histórias da sua própria existência, através de letras pessoais e intimistas, em contraste aos registos anteriores.

Masterizado por Tim Debney (Thom York, Lilly Allen, Kasabian, Gorillazz, Super Furry Animals, entre outros) noFluid Mastering em Londres e com uma produção impecável a cargo de João André, sonoramente o disco é homogéneo, tem canções muito alegres e que tanto dão para abanar a anca, como para apelar aos nossos sentimentos mais profundos. As mesmas estão cheias de sintetizadores, teclados e arranjos orquestrais que alternam entre a tal pop, o rock e a própria folk. Delas destaque o fantástico single Proper Goodbye, a belíssimaFab, a delicada I’ve Come Home e a divertida We All Jumped In.

Weatherman é uma sólida e consistente colecção de canções pop, onde o amor nas suas múltiplas vertentes e a procura de lugares reconfortantes como processo de auto conhecimento são a principal força motriz e confirma Alexandre Monteiro como um dos nomes mais promissores do panorama musical nacional. Espero que aprecies a sugestão...



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Trailers: Olympus Has Fallen

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

MusicBox: Indians – Somewhere Else

Indians é o projeto a solo do dinamarquês Søren Løkke Juul, um novo nome do cenário musical indie que nos chega das frias terras escandinavas, mas disposto a dar um pouco mais de cor e alegria sonora aos nossos dias. Somewhere Else é o disco de estreia deste projeto, lançado a vinte e oito de janeiro, pela conceituada 4AD.


Em Somehwere Else o músico oferece-nos uma mistura harmoniosa e branda que irá agradar os ouvidos de fãs de sons mais delicados e carregados de sentimentos, nomeadamente aqueles que apreciam nomes tão conceituados como Bon Iver ou mesmo os The Shins.

O músico manuseia detalhes sonoros típicos da folk e também de sonoridades mais clássicas, usando como principais instrumentos a viola acústica e o piano, sempre adornados, como não podia deixar de ser por estas paragens, pela eletrónica. Apesar das várias referências musicais que o influenciam, Indians consegue fazer transições suaves entre elas, o que faz de Somewhere Else um disco fluído, harmonioso e bem construído e organizado.

Um dos singles do álbum já apresentado é Cakelakers, um tema que mostra o lado mais enérgico e folk, sendo um dos pontos mais altos e animados de todo o álbum. Na vertente mais intimista, destaco Bird e o seu belo piano, New, a canção que abre o disco e Reality Sublime devido à sobreposição de ecos e reverbs, algo que confere a tal tónica etérea e eletrónica à obra. Para fechar, a canção homónima que dá nome ao disco, destaca-se pela subtileza com que varia de ritmo e tonalidade, sendo sublime a forma como varia de ritmos e a execução da explosão sonora.

A dar os primeiros passos com Somewhere Else, Indians mostra que está no caminho correto, e, mesmo ainda distante de grandes nomes, apresenta um som interessante, principalmente ao mostrar um trabalho bem feito ao lidar com diferentes referências musicais. Espero que aprecies a sugestão...


01. New
02. Bird
03. I Am Haunted
04. Magic Kids
05. Lips, Lips, Lips
06. Reality Sublime
07. Cakelakers
08. La Femme
09. Melt
10. Somewhere Else

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

MusicBox: Nightlands - Oak Island

Nightlands é um projeto musical de Dave Hartley, baixista dos The War On Drugs, tendo-se estreado nesta aventura a solo em 2010 com Forget The Mantra. No passado dia vinte e dois de janeiro chegou aos escaparates Oak Island, o sucessor.


Oak Island começa com um convite de Dave... I'd like to invite you, For just for a little while, To a place I used to go, When I was only 17. Time And Place, o tema de abertura, serve para isso mesmo, introduzir a sonoridade nostalgica e intimista deste álbum, idealizado por um baixista e multi-instrumentista que se sente muito confortável a transmitir emoções pessoais e as qualidades e fraquezas intrínsecas à natureza humana.

Apesar de já ter cinquenta e dois anos, Dave transborda de juventude e de inocência, plasmados na forma divertida e amorosa como nos apresenta, em trinta e cinco minutos, dez temas que abarcam algum do melhor soft rock que ouvi ultimamente.

Esta sonoridade é intencionalmente algo andrógena, já que, se por um lado a tal inocência também se revê em alguns detalhes acústicos e na crueza de determinados arranjos, por outro, são inúmeros os detalhes sintéticos que não deixam de estar muito presentes. Tudo se resume à arte de conseguir uma perfeita simbiose entre estes dois mundos, certamente o maior desafio em que assenta o leme de Nightlands. So Far So Long e Other Peoples Pockets são dois temas que utilizam sons de guitarra processados digitalmente, mas também outros arranjos de cordas acústicos, asim como uma percussão eletrónica, que ganha uma cadência claramente afrobeat em Rolling Down The Hill.

Hartley é um dos executantes mais consistentes e ativos do cenário alternativo de Filadélfia e quem esperava que o baixista dos The War On Drugs fosse algo simplista nesta sua abordagem a solo, irá certamente ficar surpreendido com a extraordinária visão, alcance e ousadia musical que demonstra no segundo capítulo da saga Nightlands.


Alinhamento:

01. Time And Peace
02. So Far So Long
03. You’re My Baby
04. Nico
05. So It Goes
06. Born To Love
07. I Fell In Love With A Feeling
08. Rolling Down the Hill
09. Other Peoples Pockets
10. Looking For Rain


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