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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Regiões em Números 2015/2016 (DGEEC)

Nos últimos dez anos vimos diminuir o número de alunos, o número de docentes, o número de estabelecimentos de ensino, as taxas de retenção e desistência, o rácio alunos com computador e o rácio aluno com computado com internet.

Vimos aumentar a taxa de escolarização em quase todos os domínios.


A DGEEC disponibilizou a publicação “Regiões em Números 2015/2016”, composta por 5 volumes – Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo e Algarve. Poderá encontrar informação estatística oficial, desagregada por NUTS e municípios, referente às diferentes ofertas de educação e formação, compreendendo a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário:

  • Regiões em Números 2015/2016 – Retrato Geral [XLSX] [ODS]
  • Regiões em Números 2015/2016 – Região Norte [PDF] [XLSX] [ODS]
  • Regiões em Números 2015/2016 – Região Centro [PDF] [XLSX] [ODS]
  • Regiões em Números 2015/2016 – Região Área Metropolitana de Lisboa [PDF] [XLSX] [ODS]
  • Regiões em Números 2015/2016 – Região Alentejo [PDF] [XLSX] [ODS]
  • Regiões em Números 2015/2016 – Região Algarve [PDF] [XLSX] [ODS

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Lágrimas Nacionais


Meu querido senhor, não o conheço mas atrevo-me a escrever-lhe estas palavras tão sentidas quanto esse olhar que a todos nos abraça! Choro ao escrever-lhe, sabia? Porque vejo nesse olhar um vazio total de esperança, a esperança que um dia, com o vosso suor, todos vocês, que trabalharam desde que começaram a andar, ofereceram às gerações vindouras, as mesmas gerações que hoje vos tratam como lixo! Choro, choro muito, porque sei quão isolados e abandonados vocês vivem, como se fossem lixo que envergonha os engravatados que nunca trabalharam seriamente na vida! Choro, porque sei que muitos de vós morrem entre suspiros de lamentos e gritos de socorro, sem que nenhum de nós vos tente sequer ouvir! Choro, porque o que hoje ficou queimado não foi apenas os lares simples que vos protegiam da chuva, o que hoje ficou a descoberto foi o horror social em que milhões de vocês, no Interior, vivem diariamente! Choro, porque sei que muitos de vós jamais tiveram um dia de férias, cultivando solos debaixo de sol, chuva e até granizo, tratando de animais que nos alimentavam no dia a dia, tratando da Terra como quem trata de um filho, a mesma Terra que hoje vos utiliza para gritar ao mundo que está com pena do que vos aconteceu! Como é possível não chorar perante a ternura de um olhar vazio de vida!? Como é possível não chorar perante a simplicidade de uma camisa suja que deveria cobrir de vergonha quem se apresenta de gravata e em viaturas que custam mais do que a construção de uma casa? Como português que nasceu nos tempos "modernos", que usa e abusa dos luxos construídos com o dinheiro do vosso suor, não posso deixar de, a chorar, vos pedir perdão! Desculpem! Perdoem-nos por todo o mal que vos estamos a fazer! Desculpem a nossa apatia perante tudo isto! Perdão! Mil vezes vezes perdão! Um país justo e de pessoas de bem jamais vos abandonaria à vossa sorte! Poderia aqui dizer que vossemecês deveriam ser mais pró-activos, mas isso seria não ter vergolha alguma perante quem trabalhou uma vida inteira e, de idade já avançada, merecia muito mais que respeito, merecia consideração, dedicação e paixão. Desculpe-me meu rico senhor, em meu nome, em nome de um país que amo porque vocês mo fizeram amar, mas não este país que nos querem impingir, um país sem valores, sem respeito e sem amor por quem tanto deu à pátria de todos nós. Perdão meu rico senhor! Como eu gostaria de o conhecer, abraçar e ouvir, e dar um pouco de mim para o confortar. Que a vida nos junte, é o meu desejo.

Soube agora que o Sr. Francisco faz hoje 82 anos.
Do fundo do coração, em nome do meio milhão de pessoas que hoje segue a página Aldeias de Portugal:
PARABÉNS SR. FRANCISCO.

Texto: Paulo Costa (Retirado do Facebook - Aldeias de Portugal)
Foto: Adriano Miranda - Jornal Público

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Ainda os incêndios! Outra vez os incêndios...


Quando os responsáveis se preparavam para encerrar a época oficial dos fogos, eis que a conjugação da habitual mão criminosa ou negligente com os factores de risco máximo de incêndio – mais de 30º de temperatura, menos de 30% de humidade relativa, ventos a mais de 30km/h – varreu novamente o país de labaredas.

A crescente gravidade destes fenómenos, que não encontra paralelo em qualquer outro país europeu, deveria levar a repensar seriamente as estruturas e o modelo que ao longo destes anos foi criado para a prevenção e combate aos incêndios e a protecção das populações vítimas dos fogos.

Além dos terrenos florestais e agrícolas, das casas e dos automóveis ardidos, o último balanço, quando escrevo estas linhas, vai já em 41 mortos e cerca de 60 feridos. Isto é intolerável. Até quando terá de continuar a morrer gente, para que se perceba que não podemos deixar que estas tragédias, como parecia sugerir ontem o primeiro-ministro, passem a fazer parte do novo normal?

De facto, a protecção civil cresceu em cargos, responsabilidades e dinheiro para gastar. Houve jobs for the boys e também para gente experiente e competente. As câmaras viram as suas competências acrescidas a este nível, profissionalizaram-se bombeiros, investiu-se na formação, fizeram-se contratos milionários em torno de meios aéreos e outros equipamentos dispendiosos de combate ao fogo e num caprichoso sistema de comunicação de emergência que nas horas críticas deixa de funcionar. Mas o que se constata é que tudo isto falha clamorosamente de cada vez que temos um verão mais seco e prolongado.

Não se pede a quem coordena todas estas coisas que faça milagres, e sabemos que algumas situações extremas serão, pela sua natureza, incontroláveis. Contudo, o que se passou ontem nalgumas estradas portuguesas, por exemplo, parece demonstrar que se aprendeu muito pouco com o incêndio de Pedrógão.

Só por sorte não houve ontem à noite, no IP3, uma catástrofe ainda pior do que a de há quatro meses, quando vários automóveis e autocarros cheios de passageiros ficaram cercados pelas chamas.


A juntar a tudo isto, há declarações de governantes que são minimamente infelizes e que demonstram o desnorte completo e incompetência dos mesmos para lidar com estes tipo de situações.

É urgente que haja responsabilidades políticas! Depois deste ano, o combate aos incêndios e a proteção e ordenamento da floresta têm que tomar outro rumo, sob pena de voltar a suceder o esquecimento do assunto após a época de incêndios.

Impotentes perante o fogo, acabamos todos a pedir que chova!

Adaptado de: Escola Portuguesa