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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Uma troika pouco unida

A diretora do FMI, Christine Lagarde, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o presidente do BCE, Mario Draghi. "Concordamos que estamos em desacordo sobre a austeridade?"

Criado no início da crise grega, o grupo formado pelo FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia foi o principal protagonista dos planos de resgate dos países europeus em crise. Mas entre as três instituições começa a crescer o desacordo.

Em primeiro lugar é curioso o nome “troika” para designar este trio. Uma palavra russa que, segundo Emmanuel Todd, ensaísta e eurocético, apenas traduz o mal-estar europeu.

Após um início difícil, a troika, que nasceu no início de 2010 para orquestrar o plano de resgate da Grécia, luta para se entender. Longe de se aligeirarem, as tensões vão crescendo. Bem como as críticas vindas dos países europeus ou emergentes, de cidadãos e de dirigentes.

Quinta-feira, 16 de maio, durante um fórum europeu em Berlim, Wolfgang Schäuble, ministro alemão das Finanças – próximo de Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional -, criticou fortemente o trabalho da Comissão Europeia. A fragmentação das responsabilidades em Bruxelas teria, segundo ele, estado na origem dos bloqueios do dossiê grego.

Talvez seja uma forma de este responsável político tentar contrariar a escalada do sentimento anti-alemão. Mas também é uma tentativa de encontrar os culpados da falha de um resgate que, três anos depois, está a deixar Atenas de rastos e cada vez mais atolada em dívidas.

Qualquer que fosse o objetivo, as afirmações de Schäuble fizeram eco da exasperação cada vez maior do FMI em relação a Bruxelas. “O FMI está farto e acha que na Europa é sempre tudo “too little, too late” (muito pouco, tarde demais)”, resumiu uma fonte próxima da liderança das conversações acerca do resgate de Chipre, em março.

De facto, entre a organização de Washington, habituada a correr para salvar países em dificuldades, e a Comissão que tem de equilibrar a gestão dos interesses económicos e políticos, os métodos são diferentes.
Menor colaboração ao nível político

“Os mecanismos europeus são muito pesados: é necessário mais unanimidade, o envolvimento dos parlamentos nacionais, e todo um jogo político complexo que atrasa os trabalhos da Comissão e atrapalha a cooperação com o FMI”, explica André Sapir, economista no laboratório de ideias europeu Bruegel, e coautor de um relatório publicado em maio sobre a ação da troika.

Sapir sublinha que, no terreno, as equipas técnicas sabem colmatar as diferenças e trabalhar em harmonia. Ao nível político é que a colaboração é menos evidente.

Em Bruxelas ninguém se atreve a criticar abertamente o FMI, cuja presença é reconhecida como uma garantia de credibilidade. A participação do Fundo, desejada pela Alemanha e apoiada pelo BCE, tranquiliza os mercados. Mas sob anonimato há quem fale. Com os planos de resgate da Irlanda, de Portugal, de Espanha ou de Chipre, “o FMI tornou-se cada vez mais dogmático”, denuncia uma fonte em Bruxelas.

Na gestão do resgate de Chipre, para o qual organização de Washington desembolsou “apenas” mil milhões de euros, dos dez mil milhões concedidos, o facto de querer decidir tudo tem provocado muitas irritações: “O FMI tomou um poder desproporcionado”, afirma outra fonte.

A Comissão encara por vezes o Fundo como um mal necessário: é intransigente face às tentações de aligeirar os números do crescimento ou o défice dos países sob resgate para aliviar a situação destes.
Aiatolas da austeridade

Antigamente apelidados de “cowboys”, os peritos do FMI são agora conhecidos como “Aiatolas”. Uma classificação surpreendente tanto mais que o Fundo se revela muitas vezes mais preocupado do que Bruxelas em não sufocar os países com curas de austeridade insustentáveis.

O FMI gosta pouco destas críticas já que enfrenta a exasperação de alguns dos seus Estados-membros, entre os países emergentes. Estes dificilmente compreendem que depois de ter gerido os casos dos países da América Latina, da África e da Ásia com pouca convicção, o Fundo consagre tanto tempo e dinheiro ao Estados da zona euro.

“Para estes países, isto é tão escandaloso como imaginar que os Estados Unidos pediam o auxílio do FMI para salvar a Califórnia”, afirma Simon Tilford do laboratório de ideias europeu “Center for European Reform (CER), com sede em Londres.

A presença do BCE neste grupo também levanta algumas reservas. Nomeadamente internas: os mais ortodoxos defendem que a autoridade monetária deve render-se ao jogo do regateio político, sob pena de comprometer a sua independência. Portanto, o banco central apenas deveria ter um papel de “conselheiro técnico” no seio da troika. Mas a fronteira nem sempre é clara e isso alimenta acusações de conflito de interesses, sublinha Sapir. Na Irlanda, a opinião pública criticou o BCE por agir na sombra, privilegiando o seu próprio interesse.

É sobretudo no caso grego que, desde o início, se cristalizaram tensões. E é ainda em Atenas que podem surgir novas querelas. Convencido de que o país não conseguirá sair da crise sem uma nova ajuda, o FMI apela aos credores públicos – os Estados da zona euro – que aceitem apagar uma parte da sua dívida. Uma opção que os países europeus não querem aceitar. Pelo menos para já.

Para quê alimentar a imagem de uma união monetária mal armada face às desgraças dos seus próprios Estados-membros. “É triste. E só faz aumentar o euroceticismo”, conclui Simon Tilford.

Fonte: PressEurop

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Será hoje o Fim do Mundo?

Segundo o Calendário Maya, hoje é o dia em que acaba o Mundo!

Já foram várias as vezes que se disse que o Mundo ia acabar. Decerto todos (com mais de 12 anos) se recordam da passagem para o ano 2000, onde todos falavam do Fim do Mundo.
Nada aconteceu nessa altura, assim como nenhuma alteração significativa existiu nas demais profecias, que se originaram ao longo dos anos.
A mais recente está relacionada com o Calendário Maya que indica que o Fim do Mundo será já hoje, dia 21 de Dezembro de 2012.
Mas será mesmo? Vamos conhecer algumas situações e revelações associadas a este evento.


Ao longo dos anos, mais propriamente partir dos anos 90, várias teorias e profecias sobre o “Fim do Mundo” têm sido abordadas. Nalgumas delas, várias religiões indicavam que o mundo acabava em 1996 e no ano 2000, afirmando que o fim da humanidade e do planeta como conhecemos era no 2º milénio. Mas tudo passou, e actualmente podemos verificar que as teorias e profecias referidas eram simplesmente mitos.
Contudo, durante estes últimos anos, têm-se vindo a desvendar mais uma vez certas profecias de algumas civilizações antigas, como o caso da Civilização Maia, e teorias de certos estudiosos de diversas áreas científicas que indicam que 2012 é o ano do grande evento.

Profecia Maia


A profecia Maia (entre outras civilizações), indica que no dia 21 de Dezembro de 2012, portanto hoje!, é fim do calendário Maia, onde grandes eventos, como catástrofes naturais irão surgir e que será o fim da humanidade, como mostra o filme “2012”.

Teorias Científicas – Ufologia

Outras teorias, mais científicas, como de certos ufologistas acreditam que nos nossos antepassados tenham sido dominados por seres alienígenas, e que no dia 21 de Dezembro de 2012, vão regressar ao nosso planeta.


Sublinhando que não irá ser o “fim do Mundo” mas sim uma nova era para a humanidade.

Astrologia

Também a nível da ciência mais na área da astrologia, acreditam que nesse mesmo dia os astros vão estar alinhados, e como esse alinhamento irá provocar impactos sobre o nosso planeta, que por consequência irá provocar desastres naturais.


Além destas teorias referidas, também foi posta a hipótese de um meteorito poderá colidir com a terra e por consequência acontecerá o mesmo que aconteceu há milhões de anos, na época glaciar, que deu a extinção dos Dinossauros.
Com estas teorias geradas por volta desta data, dia 21, surge também, a possibilidade de um apocalipse Zombie. Esta ideia ou teoria, é falada e espalhada por os blogs que retratam o “fim do Mundo”. Talvez uma teoria um pouco absurda e cinematográfica, mas mesmo assim é bem discutida.

Mas será mesmo verdade?

Apesar de incrivelmete assuatadoras, todas estas teorias científicas, tirando as da área da ufologia, foram desmentidas pela NASA, com a justificação que algo do género como a queda de um meteorito ou algo a ver com a astrologia, não acontece num dia para o outro, e que é possível ser detectado antecipadamente, e até a data, nada de extraordinário que possa provocar tais acontecimentos foi detectado.

Que consequências este evento já teve?

Todo este alarido à volta do evento do Fim do Mundo, já trouxe algumas consequências, todas elas onde se verifica a preocupação das pessoas:
  • Na China, cerca de 1000 pessoas foram presas por lançarem campanha contra seitas/cultos que anunciassem o fim do Mundo.
  • Na pequena vila de Bugarach (França) bloquearam o acesso à montanha local, uma vez que se acredita que irá abrir-se, e surgirão aliens que irão recolher os humanos que estiverem por perto.
  • Ainda em Bugarach, cerca de 200 habitantes e centenas de polícias foram enviados para reforçar a segurança.
  • Na Rússia criaram um abrigo de 56 metros de profundidade – Bunker 42, onde se irá realizar uma festa de 2 dias. Cada pessoa pagará US $1.000.
  • Na vila de Sirinche (Turquia), os habitantes criaram um novo vinho com 2012 no rótulo, especialmente para hoje.
  • Na Índia, Austrália e China as pessoas já prepararam alimentos e abrigos.
  • Um agricultor de Hebei, Liu Qiyan, construiu sete esferas de fibra de vidro, com capacidade para receber 14 pessoas cada.
  • Empresas de turismo do México, Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador, vendem pacotes e promoções com o lema ‘O Fim do Mundo Como o Conhecemos’.
  • Nalguns locais do Brasil, perparam-se grandes cerimónias para o evento.

Se o Mundo não acabar, o que o pode fazer acabar?

Não sabemos se vai ou não acabar o Mundo hoje, mas existe um fenómeno bem preocupante e que já começa a afectar o nosso planeta: a grande libertação de energia do Sol.
O Sol sempre esteve e estará em actividade, como é normal, mas ultimamente essa sua actividade tem sido mais intensa. Esse evento do Sol, poderá afectar-nos de uma maneira muito significativa, como ficarmos sem eletricidade no nosso Planeta. Apesar de não causar um desastre natural, este evento iria provocar uma crise global, que poderia ser o início de uma nova era, uma era sem eletricidade, começando tudo do zero.

Fonte: Pplware

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Para acabar com o mito

O Benfica foi melhor no dérbi e ganhou. Aliás, é esta época (muito) mais equipa do que o Sporting – como comprova facilmente a classificação –, e quando assim é torna-se mais fácil vencer.

É bom para acabar com o mito de que ganha muitas vezes a equipa mais fraca. O que sucede nestes jogos é que a diferença se sente menos, pois um dérbi é especial e atua na mente dos jogadores. Mas a motivação, por si só, não ganha. Os leões foram mais fortes na 1.ª parte porque correram muito, secaram as peças principais do Benfica e mereceram a vantagem ao intervalo. Já na segunda perderam por falta de comparência. Ou quase, o resultado foi o mesmo.

Saltou à vista que o leão fraquejou fisicamente, mas é difícil ligá-lo ao Videoton. Será mais o caso de que quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga. Ficaram sem ideias, sem fio de jogo e disparataram no processo defensivo. Não será melhor fazer como Vercauteren? Enfrentar o problema e assumir responsabilidades, em vez de procurar desculpas constantes? Confesso não ter percebido o porquê de o belga ter demorado tanto a mexer. Capel estava morto e havia soluções no banco.

Estranha a entrada do Benfica no jogo. Respeito demasiado pelo adversário e total ausência de ideias e processos. Na segunda parte tudo mudou e Cardozo voltou a fazer miséria na defesa leonina. Não é difícil. Aos leões falta uma dupla de centrais digna desse nome. Tacuara devia ter agradecido.

Não precisaram os encarnados de fazer muito. Bolas nas alas, meio-campo mais rápido, pressão na defesa contrária e os golos surgiram naturalmente. O talento do paraguaio para marcar ao Sporting faz lembrar Liedson, que exibia a característica contrária. São heróis assim o sal do futebol, são eles que merecem todas as nossas loas.

Pena a nova troca de galhardetes entre presidentes. Mas a avaliar pelo comportamento que vão mantendo, é disto que o povo gosta. Seja.

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