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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Aprenda a comer flores (!) (?)


Se acha que as flores ficam bem no seu jardim, na varanda ou mesmo na jarra da sua casa, agora vai poder tê-las no... prato. Já muito conhecidas no nosso país, as flores comestíveis ganham cada vez mais adeptos e, garanto-vos, são deliciosas!

Flores comestíveis? Onde as posso usar?

As receitas proliferam pela Internet e pode facilmente inspirar-se em pratos exóticos ou mais simples. As saladas são sempre uma boa opção mas também as poderá utilizar em conjunto com outras verduras, em bolos e biscoitos, em sobremesas e gelados, e mesmo aventurar-se num "doce de flores" (os mais conhecidos são doce de lavanda, rosas e violetas e, comprovo, são uma delícia!). Numa forma mais simples, mas também fantástica, é apenas utilizá-las para decoração de pratos e sobremesas. Afinal, os olhos também comem, certo?

Quais as flores comestíveis mais comuns?

A panóplia de flores comestíveis é vasta e colorida. Deixo-lhe apenas alguns exemplos:

Lavanda - chá, biscoitos, cheesecakes, tortas ou como adição ao molho vinagrete para temperar saladas. Com alguns tons cítricos pode adicionar a muitos cozinhados.

Violetas - para além do óbvio poder decorativo, as violetas podem ser utilizadas numa ampla variedade de cozinhados (diria mesmo que será das mais utilizadas) tanto doces como salgados. Experimente a "viola adorata" em geleia de violeta ou na manteiga!

Amores-perfeitos - uma das minhas favoritas. Primeiro porque acho lindos e delicados, depois, porque com o seu sabor ligeiramente adocicado vão otimamente em sobremesas e saladas de frutas!

Rosas - falo obviamente apenas das pétalas, rejeite tudo o resto. Especialmente em sobremesas e para decoração de saladas. E a água de rosas que a nossa avó usava já tinha propriedades fantásticas! Use-a também para limpar o rosto à noite!

Malmequer - especialmente em saladas. Não utilize os malmequeres tingidos das floristas!

Dente de leão - com um sabor doce, parecido com o mel, as flores jovens são ótimas em saladas. Quando secares, use a folha para fazer chá.

Quais as que não posso comer de certeza?

Dentro das flores venenosas as que vai querer manter apenas na jarra contam-se os lírios do vale e os narcisos, mas há muito mais. Aprenda a reconhecê-las e, mais uma vez, na dúvida, não coma. Evite também flores de tomate, espargos, beringela e batata. São potencialmente prejudiciais (apesar de terem origem em vegetais).

Evite igualmente consumir flores que sejam adquiridas em floristas - normalmente têm pesticidas ou outros produtos químicos.

É seguro mantê-las no frigorífico até ao máximo de uma semana depois de as colher. Após esta data, rejeite-as.

Se ficou com a sensação de que aprendeu muito pouco com a explicação acima... é normal. Sendo um elemento novo na nossa alimentação e que aporta alguns riscos, é preferível saber um pouco mais sobre o assunto.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O que são bromélias?

O nome designa uma família botânica com cerca de 3000 espécies, todas oriundas das Américas Central e do Sul.
Caracterizam-se por terem as folhas dispostas em espiral, muitas delas acumulando água no seu interior (urna), estabelecendo uma interessante relação com essa “reserva” de vida.

Aechmea Blue rain

Ananas champaca

Têm também como característica diferenciadora, o facto de manterem com as raízes, uma relação de menor dependência do que as restantes plantas.

Existem algumas espécies que nem chegam a produzir raízes, cumprindo normalmente o seu ciclo vital. Nas nossas casas, podemos observar este ciclo, e caracterizá-lo em três fases, consecutivas e interdependentes: manutenção, floração, reprodução. Ou seja: se mantivermos uma bromélia nas condições de que ela gosta, ela irá crescer, de seguida irá florir e depois reproduzir-se, dando origem a sementes e rebentos.

Billbergia schimperiana

Canistropsis

Sendo fáceis de reproduzir por separação de rebentos, torna-se irrelevante, também pelo elevado grau de dificuldade, a reprodução por semente.

Criptanthus

Neoregelia medusa

Em termos do local onde vivem, podemos dividir as espécies de bromélias em 3 tipos (embora ocorram exceções): as que vivem no solo, como por exemplo as aechmea, billbergia, ananas, criptanthus, dyckia, puya, as epífitas, que habitam os estratos intermédios das florestas, falamos das neoregelia, vriesea, guzmania, canistropsis, e as aéreas, que são a maioria das espécies de tillandsia, que não necessitam, de todo, de substrato para viver.

Puya

Tillandsia kolbii

Todas têm sistemas alternativos de recolha/processamento de nutrientes, ao nível foliar, pelo que, como foi atrás referido, as raízes servem praticamente apenas para fixação da planta ao local onde vive.Em futuros artigos falaremos das espécies mais comuns no nosso mercado e de como cuidar delas.

Saiba mais sobre Bromélias em aqui!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Hortênsia (Hydrangea macrophilla)

Família: Hydrangeaceae (família Hydrangea)
Nomes Comuns: Hydrangea Francesa, Hydrangea de Folha Larga
Nome comum: Hortênsia

Descrição:

A Hortênsia ou Hydrangea é um arbusto arredondado com folhas caducas e serrilhadas de tons verde escuro ou claro, que se dispõem ao longo do ramo em posições alternadas. Em regra medem 0,9-1,8 m de altura e têm uma largura equivalente, mas as espécies mais antigas podem ultrapassar os 2,4 m. As flores das variedades mais comuns dispõem-se em cachos em forma de bolas. Há muitas variedades e também muitos híbridos.


Cores:

Na maior parte das espécies de Hydrangeas as flores são sensíveis ao PH, sendo as flores de cor roxa escura ou azul cobalto prevalecentes em solos mais ácidos, enquanto a cor branca ou verde clara indica que o solo é neutro e a cor de rosa resulta de terrenos alcalinos. Por esta razão, se preferir que a planta tenha flores de cor azul basta acidificar o solo com um preparado à base de ferro (por exemplo, há quem espete um prego ferrugento perto das raízes da Hortênsia, não garanto que resulte mas não custa tentar...). Existem à venda preparados destinados a influenciar a cor das hortênsias, que nos meses quentes possuem uma vegetação verde escura muito bonita. A floração torna-se mais fácil nas regiões com Invernos menos rigorosos, dado que as flores nascem nos ramos que cresceram no ano anterior, mais tenros e sensíveis ao frio e à geada. Esta informação é muito importante para orientar a forma de podar. A Hydrangea Francesa pode ser perene nas regiões com Invernos muito suaves.


Origem:

Embora vulgarmente seja conhecida por Hydrangea Francesa, a Hortênsia ou Hydrangea macrophylla é originária do Japão e da Coreia. Naturaliza-se em zonas de clima compatível como é o caso dos Açores.

Cultura: Gosta de solo rico, solto, húmido mas bem drenado. Nas regiões mais a norte prefere o sol directo. Nos Verões quentes, floresce bem em locais ao sol ou parcialmente à sombra. Com sol directo as folhas ficam com um aspecto murcho, mesmo que tenha sido regada há pouco tempo, por essa razão nestes locais o aspecto da planta é sempre melhor ao fim do dia. Retire as flores logo que comecem a secar, uma vez que começam a dar sementes imediatamente após iniciarem a floração.

 

Luz: Sombra parcial ou sol.
Humidade: Húmido, bem drenado.
Propagação: Por estacas, muito fáceis de propagar.

Aplicações:

Nos climas onde a Hortênsia dá flor, coloque-a no meio de uma sebe com espécies diversas ou por trás de uma zona de flores. A sua folhagem rica e o tamanho médio tornam-na um excelente cenário de fundo para flores brancas ou de cor suave, ou mesmo para plantas perenes altas e anuais. Nos climas quentes a Hydrangea Francesa é perfeita para dar um toque de Primavera nas áreas mais sombreadas ou nos jardins com árvores. Isolada pode ter um aspecto fantástico e quanto maior for melhor. Aconselham-se podas muito ligeiras, para evitar diminuir a quantidade de floração no ano seguinte. É fácil obter flores secas da Hortênsia, que duram muito tempo e podem ser coloridas com um spray de outra cor ou ficar na cor natural, apenas cobertas com um pouco de laca de cabelo para endurecer e preservá-las por mais tempo.

Características:

Estas plantas, que são de fácil cultura e muito vulgares no nosso país, encontram-se praticamente de norte a sul e são, sem margem para dúvidas, um excelente contributo para qualquer jardim.

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