Mostrar mensagens com a etiqueta Godinho Lopes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Godinho Lopes. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O futuro é, claramente, verde e branco!

Não é a inacreditável “entrevista”, concedida por Godinho Lopes a um programa que se diz de informação, que me faz ficar ainda mais preocupado. É a quantidade de gente que ainda defende que o homem precisa é que o deixem terminar o mandato.

Eu pensei que ver um presidente chegar à televisão e dizer que, ao olhar para cima, vê que a Europa está apenas a seis pontos, deixaria qualquer um sem pinga de sangue.
Eu pensei que ver um presidente voltar a contradizer uma das suas máximas de campanha, transformando a garantia de títulos por uma vontade de, para o ano, jogarmos para estar no pódio, fizesse os mais pacientes cansarem-se das constantes mentiras.
Eu pensei que assistir ao discurso de um homem sem a mínima noção do que está a fazer, experimentando tudo o que pode para se agarrar ao lugar (alguém ficou com dúvidas que Vercauteren volta à Bélgica no final da época, e Jesualdo assume o comando da equipa principal?), fizesse os mais crentes perceberem que estamos nas mãos de alguém para quem o conceito de projecto significa “atirar uma pedrada para onde der mais jeito”.
Eu pensei que ouvir o presidente assumir que se gastaram rios de dinheiro em jogadores, maioria deles com os resultados que todos nos lembramos (Alberto Rodriguez, Luís Aguiar, Bojinov, Elias ou Jeffren, por exemplo), a pensar dispensá-los (bem desvalorizados e com os bolsos cheios de ordenados chorudos) assim que os putos da B estivessem prontos para ir sendo aposta regular, é ter um perfeito exemplo da falta de noção das condições económicas do clube.
Eu pensei que ouvir um presidente assumir o seu papel de chantagista, ameaçando que a fonte de receitas que pagam os ordenados secará assim que ele for posto a andar do poleiro, fosse motivo para qualquer Sportinguista decidir que lhe cospe na tromba se se cruzar com ele na rua.

Mas, não. Tudo isto faz sentido. Tudo isto é estratégia.

O futuro é, claramente, verde e branco!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Sem balão não há oxigénio...

Basta ganhar ao Benfica, disse Rui Oliveira e Costa. Nós precisamos é de um balão de oxigénio, e uma vitória vitória contra o Benfica pode ser esse balão, disse Dias Ferreira. Ah, caraças, que desta eu safo-me com style, pensou Godinho Lopes, quando Ricky van Wolfswinkel marcou aquele golaço.

Foi um grande momento, pois foi. À ponta de lança de verdade. Recebe, aguenta, coloca com propósito no colega, acompanha rumo à área, simula a ida ao segundo poste e arranca para antecipar-se ao central. Foi o melhor que conseguimos, numa primeira parte tacticamente disciplinada, com os laterais e os alas a apoiarem-se de forma acertada e o meio campo a obrigar ao desacerto adversário, com uma defesa a evitar grandes sobressaltos e um ponta de lança a lutar pela vida como um Leão. O problema é que, para além dos problemas de personalidade e da fragilidade mental, esta equipa tem pouco fôlego. E, sem oxigénio, foi impossível continuar a soprar o balão (que maravilhosas deve ter sido a estadia no sul de Espanha…). Percebeu-se isso nos últimos dez minutos da primeira parte. Confirmou-se ao longo da segunda. Sem que o timoneiro tivesse a capacidade para ler os acontecimentos.

Aliás, a noite de ontem pouco abonou a favor de Vercauteren, tão preso à sua pose de vilão de bd que não se mexia… para mexer na equipa. Uma equipa rebentada, incapaz de sair para a frente à excepção daquela cavalgada de Insua que terminou num remate ao poste. Uma equipa que, a dada altura, tinha em Rinaudo o único homem capaz de pressionar e de tentar alguma coisa (ele jogou na quinta, não jogou, Elias?), honrado a braçadeira que é sua por direito. Depois, depois aquele problema chamado defesa. Com o meio campo rebentado, viu-se, uma vez mais, o que valem estes centrais, nomeadamente em bolas cruzadas por alto.

Creio que nem vale a pena contestar a derrota. Fiquemo-nos pelos factos: nós, à 11ª jornada, estamos a 18 pontos do primeiro e quatro à frente do último. O que vale é que, segundo Godinho, isto resolve-se com duas vitórias seguidas.

Partilha