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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Porque é que os adolescentes estão a deixar o Facebook?


Nos últimos tempos, vários relatórios indicaram uma tendência estranha, à primeira vista: os adolescentes estão a deixar o Facebook e a aderir a outras redes sociais, em especial Twitter e Instagram.

O mais recente é da Pew Research Center, que indica uma estagnação do número de utilizadores adolescentes do Facebook, ao mesmo tempo que partilham mais sobre si próprios nas redes sociais. A resposta é simples. O que é que leva os adolescentes a fugirem de algum lado? Demasiados adultos.

Talvez o mesmo motivo pelo qual a rede social Google+ ainda não levantou voo, demasiados adultos e uma grande percentagem de homens. Aliás, há mais adolescentes ainda no quase defunto MySpace (7%) que no Google+ (3%).

Basicamente, os adolescentes não querem ser amigos dos pais em lado nenhum, muito menos numa rede social onde correm o risco de ser apanhados bêbedos, em festas onde não deviam ter ido ou a queixarem-se exactamente deles – dos pais.

Estes adolescentes até podem manter as suas contas no Facebook, não porque adorem a rede mas "porque toda a gente tem."

Como a maioria dos adultos não acha muita piada ao Twitter, havendo grandes porções que nem sequer entende a mecânica da coisa, os adolescentes fogem para lá. O Pew Research Institute descobriu que duplicou o número de adolescentes no Twitter (de 16% em 2011 para 24% em 2012) e a tendência é de crescimento. O que também está relacionado com a quantidade de celebridades que usam o Twitter para contactarem com os fãs, promoverem os seus filmes/álbuns/sites e ainda ganharem dinheiro com tweets patrocinados (Jared Leto e Khloe Kardashian encaixam 13 mil dólares por tweets destes. Vai buscar.)

Os adolescentes também estão a fugir para o Instagram, que é o novo local da moda, onde todos podem ser hipsters e #publicarem #fotos #com #dez #hashtags.

Há ainda outro problema no Facebook: demasiados disparates, demasiado drama e demasiada bisbilhotice. Mexericos, disse-que-disse, lavagem de roupa suja nos murais. Tente lá ter uma discussão destas no Twitter: o limite de 140 caracteres é um travão efectivo de personalidades demasiado dramáticas ou com a mania da perseguição.

"Embora o Facebook ainda esteja muito integrado na vida dos adolescentes, é visto por vezes como uma utilidade e uma obrigação, em vez de uma nova e excitante plataforma que os adolescentes podem considerar sua", lê-se no relatório do PRI.

Curiosamente, quando o Twitter foi lançado os adultos "colonizaram" a rede social. Depois, vieram os Beliebers* e os Directioners** e ficou tudo estragado.

É verdade que o Facebook tem mil milhões de utilizadores e que uns quantos adolescentes a apagarem a sua conta pode não tirar o sono a Zuckerberg. Mas é um facto relevante, sobretudo se continuar a aumentar. Quanto mais difícil o Facebook tornar a protecção da privacidade e da individualidade, menos vontade haverá de partilhar.

Uma das adolescentes inquiridas no estudo dizia o seguinte, e parece-me que resume bem a coisa: "Sim, é por isso que vamos ao Twitter e ao Instagram em vez do Facebook. A minha mãe não tem lá conta."

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Todos batem nos professores!

As notícias sobre agressões a professores, designadamente cometidas por encarregados de educação, vão chegando com alguma frequência à comunicação social. Esta semana, o Público noticiou mais um caso ocorrido numa escola do Porto.

De novo, algumas notas. Esta questão, embora sempre objecto de rápidos discursos de natureza populista e securitária, parece-me complexa e de análise pouco compatível com um espaço desta natureza. No entanto, uma breve reflexão em torno de três eixos: a imagem social dos professores, a mudança na percepção social dos traços de autoridade e o sentimento de impunidade, que me parecem fortemente ligados a este fenómeno.

Já aqui tenho referido que os ataques, intencionais ou não, à imagem dos professores, incluindo parte do discurso de responsáveis da tutela, algum do discurso produzido pelos próprios representantes dos professores e também o discurso que muitos opinadores profissionais, mais ou menos ignorantes, produzem sobre os professores e a escola, contribuíram para uma desvalorização significativa da imagem social dos professores, fragilizando-a seriamente aos olhos da comunidade educativa, designadamente de alunos e pais. Veja-se boa parte dos discursos de muitos actores, incluindo os representantes dos professores, produzidos no presente contexto dos protestos desencadeados pelos docentes. 

Esta fragilização tem, do meu ponto de vista, graves e óbvias consequências, na relação dos professores com alunos e pais, sobretudo porque mina a atribuição de autoridade.

Em segundo lugar, tem vindo a mudar significativamente a percepção social do que poderemos chamar de traços de autoridade. Os professores, entre outras profissões, polícias ou médicos, por exemplo, eram percebidos, só pela sua condição de professores, como fontes de autoridade. Tal processo alterou-se, o facto de se ser professor, já não confere “autoridade” que iniba a utilização de comportamentos de agressão. O mesmo se passa, como referi, com outras profissões em que também, por razões deste tipo, aumentam as agressões a profissionais.

Finalmente, importa considerar, creio, o sentimento instalado em Portugal de que não acontece nada, faça-se o que se fizer. Este sentimento que atravessa toda a nossa sociedade e camadas sociais é devastador do ponto de vista de regulação dos comportamentos, ou seja, podemos fazer qualquer coisa porque não acontece nada, a “grandes” e a “pequenos”, mas sobretudo a grandes, o que aumenta a percepção de impunidade dos “pequenos”.

Considerando este quadro, creio que, independente de dispositivos de formação e apoio, com impacto quer preventivo quer na actuação em caso de conflito, obviamente úteis, o caminho essencial é a revalorização da função docente tarefa que exige o envolvimento de toda a comunidade e a retirada da educação da agenda da partidocracia para a recolocar como prioridade na agenda política. É ainda fundamental que se agilizem, ganhem eficácia e sejam divulgados os processos de punição e responsabilização séria dos casos verificados, o que contribuirá para combater, justamente, a ideia de impunidade.

domingo, 26 de maio de 2013

Google Top Charts

Uma novidade do universo Google!
Para já sé temos os EUA disponíveis, no entanto brevemente irão ser disponibilizados outros países. Ficamos a aguardar por Portugal.

Alimentos


Animais


Artistas de Música


Atores


Autores


Cidades


Equipas de Futebol


Filmes


Jogadores de Futebol


Livros


Músicas


Políticos


Tecnologias de software


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Irão os smartphones acabar com as máquinas fotográficas?

Vivemos atualmente num período tecnológico dominado essencialmente pelos dispositivos móveis (smartphones e tablets). No caso dos smartphones, estes pequenos equipamentos permitem-nos estar sempre contactáveis e oferecem-nos ainda um conjunto de funcionalidades que nos ajudam nas tarefas do dia a dia (ex. aceder ao e-mail, agenda, acesso às redes sociais, etc). Além das características referidas, os smartphones trazem hoje câmaras fotográficas que garantem uma excelente qualidade de fotografia, muita das vezes superior ao que muitas máquinas fotográficas conseguem. Tendo em conta este cenário, será que os smartphones estão a acabar com a indústria da máquinas fotográficas?


A arte da fotografia tem vindo a crescer como um hobby mas… o segmento das máquinas fotográficas tradicionais “básicas e limitadas” tem vindo a ser ultrapassado por um novo conceito, essencialmente ligado às redes sociais, onde os smartphones fazem o trabalho das máquinas fotográficas e de uma forma rápida e cómoda, permitindo partilhar de imediato os conteúdos online. Facebook, Instagram são alguns dos serviços onde os utilizadores partilham, quase em tempo real, momentos especiais e únicos através dos seus smartphones.

Recentemente, um estudo levado a cabo pela DxO Labs, mostrou que os smartphones mais recentes e sofisticados são hoje capazes de superar muitas das máquinas fotográficas top-of-the-line. Como podemos ver no gráfico seguinte, o Nokia 808 PureView consegue, por exemplo, melhor qualidade que a Canon PowerShot G5.


Outra curiosidade interessante é ao nível do vídeo (já que hoje grande parte das máquinas fotográficas também permitem gravação e reprodução de vídeo). De acordo com uma análise do DxO Mark, o Samsung Galaxy S oferece uma qualidade de video superior à Canon PowerShot S100.


Por outro lado, tem-se assistido a uma mudança de paradigma e existem hoje algumas máquinas fotográficas no mercado com acesso à Internet e integração com os mais diversos serviços.

Mas será tal medida suficiente para dar continuidade ao mercado das máquina fotográficas tradicionais?

Fonte: Pplware

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