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segunda-feira, 4 de março de 2013

Biografias: António Vivaldi

António Vivaldi
Compositor e músico italiano


Data do Nascimento: 04/03/1678
Data da Morte: 28/07/1741 (com 63 anos)

Antonio Vivaldi (1678-1741) foi um compositor e músico italiano. A sua obra "As Quatro Estações", para violino e orquestra, é a mais popular de suas composições. Além de importante compositor de óperas, também atuou como regente, cenógrafo e empresário. Vivaldi faz parte da galeria dos mestre da música universal.

Antonio Vivaldi (1678-1741) nasceu em Veneza, Itália, no dia 4 de março. Filho de Giovanni Battista Vivaldi e Camilha Calicchio, ainda criança começou a estudar violino com seu pai, violinista da Capela de São Marcos, em Veneza. Com dez anos já era exímio violonista.

Em 1693 Vivaldi entra para o convento, ordenando-se sacerdote em março de 1703. Recebeu o apelido de "Il Prete Rosso", o padre vermelho, por ter uma vasta cabeleira ruiva. Em agosto desse mesmo ano, por recomendação dos nobres venezianos que mantinham a instituição, ingressa no "Ospedale della Pietà", orfanato famoso por seu conservatório musical, que mantinha um coral de vozes femininas, de cantoras que viviam na instituição.

Ao ingressar no Ospedale, inovou as formas musicais do concerto, originado na Itália, em meados do século XVII e chamado de concerto grosso, Vivaldi transformou em concerto para solista e orquestra e modificou os movimentos, dando maior vivacidade ao concerto, quebrando a monotonia de seus antecessores. O conjunto de "As Quatro Estações", para violino e orquestra é o mais popular de seus concertos. Através da música, descreve o verão, inverno, outono e primavera, explorando os instrumentos, em especial o violino, onde consegue imitar o canto dos pássaros, o trote dos cavalos e a tempestade.

Impedido de celebrar missa na sequência de uma doença crónica, provavelmente asma, Vivaldi compôs a maior parte de suas obras para os grupos musicais da instituição e assim consolidou a sua reputação como compositor e maestro do coral e da orquestra e por fim foi nomeado diretor do orfanato.

A partir de 1713, o diretor do coro do Ospedale deixou seu posto e a Vivaldi foi encomendada música vocal sacra. O compositor criou mais de trinta cantatas, oito motetes e um Stabat Mater. No mesmo ano, estando em Vicenza, produziu sua primeira ópera, "Ottone in villa". De 1718 a 1720, Vivaldi trabalhou na província de Mântua como diretor musical e compôs várias óperas. A música instrumental do barroco tardio deve a Vivaldi muitos de seus elementos característicos.

Novamente em Veneza, forneceu obras instrumentais para toda a Europa. Sua fama espalhava-se não só pela Itália, mas também pela França, Países-Baixos, Alemanha e Inglaterra. Nos teatros e nos salões, as suas obras eram executadas com grande êxito. Em 1740, um ano antes de sua morte, Vivaldi saiu de Veneza e seu nome caiu no esquecimento. Dois séculos depois saiu do anonimato e passou a ser objeto de estudos e pesquisas e ao lado de outros compositores. Passou a fazer parte da galeria dos mestre da música universal.

António Vivaldi compôs 454 concertos, 23 sinfonias, 75 sonatas e quase quarenta operetas. Dentre suas operetas destacam-se "Nero Fatto Cesare" (1715), "L'Arsilda Regina di Ponto" (1716), "La Constanza Trionfante delle'Amore" (1716) e "Orlando Finto Pazzo e Montezuma" (1733). A partir de 1729, parou de publicar suas obras, por perceber que era mais lucrativo vender os manuscritos a compradores particulares.

Antonio Lucio Vivaldi morreu em Viena no dia 28 de julho de 1741. Os seus concertos foram considerados como modelos formais por vários compositores do barroco tardio, inclusive Bach, que transcreveu dez deles para os teclados.

Fonte: e-Biografias

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ainda… Steve Jobs!…

A noticia da morte de Steve Jobs atingiu toda a Internet como uma onda que nos derrubou. A lutar contra a sua doença de forma corajosa e com uma força quase sobre humana, nada fazia esperar que fosse tão cedo a sua partida.




Nos comentários que apareceram por todo o lado, ouvi alguém que o comparou a Einstein… Penso que a comparação é pertinente, pois Jobs  foi um revolucionário das ideias e dos conceitos. O seu contributo fez com que tenhamos ferramentas que contribuem para uma vida bem mais facilitada.
Deixo aqui a reprodução integral do discurso mais famoso de Jobs: Stanford:

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs (RIP)

“A morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida”, afirmou Steve Jobs, em 2005, frente a uma plateia de estudantes da Universidade de Stanford, nos EUA. “Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida”.
O icónico fundador da Apple morreu ontem, 5 de Outubro, com 56 anos, um dia depois de ter sido apresentado o novo iPhone 4S, depois de anos com vários problemas de saúde relacionados com um tipo raro de cancro do pâncreas.



 

A Apple perdeu um génio visionário e criativo e o mundo perdeu um líder e mestre, ser humano fantástico!
Todos perdemos...

A importância da caligrafia

Frequentemente descrito como um empresário brilhante e um inventor visionário (tem o nome em mais de 300 patentes), é um exemplo do conceito americano de self made man.
Steven Paul Jobs nasceu a 24 de Fevereiro de 1955, em São Francisco, na Califórnia. Tanto o pai (um sírio a estudar ciência política) como a mãe (uma universitária americana) acharam que eram muito novos para o criar. Foi adoptado por um casal de classe média que morava em Mountain View, também na Califórnia – a zona que anos mais tarde viria a ser Silicon Valley, a meca da tecnologia a nível mundial.
Durante a adolescência de Jobs, várias empresas de tecnologia tinham instalações naquela área e ele cresceu num ambiente que acompanhava o despontar da electrónica pessoal.
Quando andava no liceu, em Cupertino (onde hoje é a sede da Apple), frequentava conferências nocturnas na Hewllet-Packard e chegou a trabalhar lá durante um Verão. Foi onde conheceu o funcionário da HP Steve Wozniak, um geek com talento para montar placas de circuitos e com quem viria a fundar a Apple.
Entrou para a Universidade de Reed, mas só esteve inscrito um semestre. O curso era demasiado caro para a bolsa dos pais. E Jobs “não tinha ideia do que fazer com a vida”, lembrou no discurso em Stanford.
Apesar de ter desistido do curso, continuou pelo campus. Dormia no chão no quarto de amigos e recolhia garrafas de cola para receber o dinheiro do depósito e comprar comida. Uma vez por semana, tinha “uma refeição decente” num templo hindu. E resolveu frequentar aulas de caligrafia, porque achava que os cartazes da faculdade (feitos à mão) eram bonitos. Nestas aulas, aprendeu princípios estéticos que marcaram não só a história dos produtos da Apple, mas também de todos os computadores pessoais.

O princípio da Apple

O primeiro computador Apple era basicamente uma placa de circuitos que tinha de ser montada pelos compradores. Foi lançado em 1976, custava 666,66 dólares e tinha sido desenvolvido por Jobs e Wozniak, na garagem dos pais de Jobs.
A empresa foi oficialmente fundada no ano ano seguinte. Em finais de 1980, avançou para uma triunfal entrada em bolsa. Jobs (então com 25 anos), Wozniak (cinco anos mais velho) e largas dezenas de outros investidores iniciais tornaram-se milionários instantâneos.
Com a empresa a crescer, o jovem empresário aliciou o então presidente da Pepsi, John Sculley (um executivo experiente) para o cargo de CEO. Segundo o mito, Jobs terá perguntado a Sculley se este queria passar o resto da vida a fazer água com açúcar ou se queria ajudar a mudar o mundo.
A Jobs coube então a tarefa de chefiar a divisão dos Macintosh, uma das gamas de computadores que a marca desenvolvia. Mas a relação entre Sculley e Jobs deteriorou-se e, na sequência de uma luta interna de poder, acabou por ser afastado da empresa que criara. Tinha 30 anos, era multi-milionário, solteiro, sentia (admitiu mais tarde) que falhara e não sabia o que fazer a seguir.

Fora da Apple

Após meses de reflexão, decidiu fundar uma nova empresa de computadores, chamada NeXT, que desenvolveu computadores topo de gama destinados aos mercados universitário e empresarial.
Um ano depois, em 1986, comprou o The Graphics Group à produtora Lucasfilm, de George Lucas. A empresa desenvolveu um computador destinado a sectores que precisassem de trabalhar com gráficos exigentes, como o cinema e a medicina. Mas o produto não foi bem sucedido e o The Graphics Group acabou por evoluir para a Pixar, o estúdio de animação que criou Toy Story, lançado em 1995 e que é o primeiro filme de animação com gráficos gerados por computador. Jobs surge na ficha técnica do filme como produtor executivo.
Mais tarde, em 2006, a Disney acabou por comprar a Pixar, tornando Steve Jobs no maior accionista individual daquela empresa, com cerca de sete por cento das acções.
Foi também durante o período fora da Apple que Jobs conheceu a mulher, Laurene Powell. Casaram-se em 1991, numa cerimónia dirigida por um monge budista (a religião de Jobs). Ele tinha 36 anos, ela era sete ou oito anos mais nova.
O casal tem um filho e duas filhas. Ele já fora pai em 1978. Na altura, começou por negar a paternidade da criança (alegando que era estéril), mas acabou por reconhecê-la e um dos primeiros computadores da Apple chamava-se Lisa, o nome desta primeira filha. Na versão oficial, porém, o nome do computador é a sigla de Local Integrated Software Architecture.

O segundo acto

Steve Jobs, foi o protagonista de um dos maiores segundos actos da indústria tecnológica dos EUA.
Em 1996, a Apple decidiu comprar a NeXT, que tinha pouco sucesso comercial, mas desenvolvera tecnologia importante, a qual acabou por ser responsável por um grande salto evolutivo nos computadores da Apple.
A aquisição fez Jobs regressar à empresa que fundara. Primeiro como conselheiro e, logo em 1997, como CEO interino, cargo que acabou por assumir definitivamente três anos depois.
Na altura, a Apple estava em dificuldades financeiras. Jobs decidiu acabar com uma série de projectos falhados e lançou uma nova linha de computadores Mac. Eram computadores, disse então, cuja parte de trás tinha melhor aspecto do que a parte da frente dos concorrentes. Sob a sua liderança, a empresa regressou aos lucros.Já neste século, resolve dar um novo novo rumo à Apple.
Rodeado da equipa de executivos que agora lidera a empresa, faz uma incursão no mundo da música: em 2001, a Apple lança o primeiro iPod, que praticamente se veio a tornar sinónimo de leitor de música. Dois anos mais tarde, volta a abalar o sector musical, ao lançar a loja online iTunes: em vez de ser preciso comprar álbuns inteiros, as pessoas podiam agora comprar apenas as canções que quisessem.
Em 2007, já visivelmente debilitado (apesar de o cancro pancreático que aparecera três anos antes ter sido descrito como curado) volta a levar a Apple por um novo caminho, com o lançamento do iPhone. Há anos que a indústria dos telemóveis procurava um modelo com um ecrã sensível ao toque que apelasse aos consumidores. Mas foi preciso o toque de Jobs para que surgisse a fórmula certa.
Com o iPhone, Jobs virou o sector ao contrário. Vários fabricantes apressaram-se a tentar seguir as pisadas da Apple. A Nokia, na altura um portento dos telemóveis, está em declínio, em grande parte porque ainda não conseguiu encontrar forma de competir neste novo mercado.
Dois anos mais tarde, recebeu um transplante de fígado, altura em que teve uma ausência prolongada da liderança da empresa. Em Janeiro de 2011, voltou a uma baixa médica, por motivos de saúde não especificados. Já não regressou. Em finais de Agosto, demitiu-se.
“Sempre disse que no dia em que não conseguisse cumprir com os meus deveres e responder às expectativas como CEO da Apple, seria o primeiro a dar-vos conhecimento disso. Infelizmente esse dia chegou”, escreveu na carta de demissão, dirigida ao conselho de administração e à “comunidade Apple”.
Contrariamente a muitos gestores de topo, Steve Jobs tem uma legião de fãs, o que o aproxima mais de uma estrela musical do que de um homem de negócios. A seguir à demissão, surgiram em catadupa mensagens na Internet com desejos de melhoras e declarações de admiração, mesmo da parte de alguns críticos. Nos últimos anos, quando subia a um palco para apresentar um produto, era sempre recebido com uma ovação. Fê-lo pela última vez em Junho deste ano.

Adaptado de: Público

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