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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O Compliquês

Encontrei este texto no grupo "Professores" do Facebook, publicado pelo Carlos Santos, que achei deveras interessante e que espelha realmente os burocratas que, por força das circunstâncias, nos tornámos e que, com o aparecimento das novas tecnologias, de certa forma, se agudizou.


“Burocracia” – essa palavra que nos atemoriza os dias… e as noites.
Dizia-se que a informatização iria acabar com os papéis e simplificar tudo, mas o certo é que acabámos por nos ver perdidos num interminável e bolorento arquivo digital de documentos e pastas que vamos somando.
Juntar professores a computadores deu nisto! Do seu cruzamento, como se de um milagre da multiplicação se tratasse, começaram a nascer papéis e mais papéis, grelhas, tabelas, formulários e fichas, planos, parâmetros e subparâmetros, e um universo interminável de papelada que nos esmagou.

Soldámos alegremente cada elo da corrente que nos aprisionou a uma excessiva burocracia que nos rouba o tempo na escola e em casa daquilo que é mais importante e que cada vez fica mais secundarizado – lecionar e estar com os alunos; aproveitar o tempo livre e estar connosco, com a família e amigos (VIVER).

A utilização informática facilitou muitas coisas na vida dos professores, mas não soubemos aproveitá-la da melhor forma. Deslumbrámo-nos e acabámos por criar esse monstro devorador de horas a que carinhosamente chamo de “comliquês”, tornando-nos nós próprios os carcereiros da nossa liberdade.

Somámos a criatividade de muitas vezes acabar por ter muita documentação em duplicado, em digital e depois outra vez em papel (como “no antigamente”).
Às vezes um simples documento, recado ou anotação que noutros tempos seria feito manualmente no imediato, leva-nos a ficar tempos intermináveis à volta de um computador para o fazermos de forma mais pomposa, apenas porque não se quer que seja manuscrito.
As pessoas acabaram por se deslumbrar pela forma (que um documento com letra certinha apresenta) secundarizando o conteúdo e a funcionalidade. Afinal, cabe-nos a nós ter a capacidade de discernir quando o digital não é o mais rápido e funcional.

E a culpa deste “papelório” é das escolas e de todos nós.
O medo que nos assola já não é tanto daquilo que o ministério manda cá para fora, mas daquilo que os professores com isso irão fazer e no qual alguns são especialistas em pôr em prática – o milagre da multiplicação dos papéis.

Um conselho – tenham medo do colega sorridente que está mesmo ali ao vosso lado, porque pode ter essa capacidade rara de transformar pouco em muito… trabalho. Colegas que mal veem um novo documento emanado pelo ME, dizem logo que é preciso fazer 10 equipas, 100 reuniões e 1000 documentos.
O ministério é especialista em dizer “mata” e nós, em vez de dourarmos a pílula, dizemos logo “esfola”.
Desenganem-se os que acreditam que a origem de todos os nossos males vem só “lá de fora”, porque também temos sido vítimas dos nós cegos que nós próprios damos.
Já que tanto se fala da maldita Lurdinhas que foi o nosso maior pesadelo, não há quem se lembre na avaliação do desempenho do número de reuniões, de grelhas e parâmetros intermináveis que equipas de colegas nas escolas foram logo inventar?

Será que tornar tudo mais FÁCIL é assim tão DIFÍCIL?

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Quero cumprir as 35 horas na escola e não faço mais nada em casa. Nada, zero, rien, nadica de nada!!!

A propósito da profissão docente e tendo em conta a realidade vivida no dia-a-dia, reproduzo aqui um artigo do Alexandre Henriques do ComRegras, com o qual concordo inteiramente. Espero que sirva para esclarecer a realidade da profissão docente e não continuem a ser tidos como uns "malandros" que trabalham pouco e têm muitas férias.


Compreendo que os critérios editoriais são o que são, compreendo que um bom título é meio caminho andado para boas audiências, mas de 3 páginas de índice da Análise Sectorial do Docente – 2014/2015, tinha logo que estar escarrapachado na 1ª página do público que mais de metade dos professores tem horário reduzido…

Como dizia o outro… não havia necessidade…

E é pena porque:

100% dos jornalistas não passam o tempo todo a escrever notícias ou a fazer reportagens;

100% dos médicos não passam o tempo todo a fazer cirurgias ou a atender pacientes;

100% dos juízes não passam o tempo todo em julgamentos;

100% dos bancários não passam o tempo todo a atender clientes;

100% dos polícias não passam o tempo todo a fazer rondas;

Já perceberam onde quero chegar, certo?

Tal como os professores, todas as profissões têm um tempo “letivo” e outro “não letivo”, e não quer com isto dizer que o tempo não letivo seja menos importante que o tempo letivo. Aliás, o “letivo” só pode existir com o mínimo de sucesso graças a toda uma preparação feita nos bastidores. Estando os professores envelhecidos, é natural que haja mais professores com menos aulas, é uma consequência legal mas isto não significa que trabalhem menos. Além disso, a notícia esquece-se dos milhares de professores do 1º ciclo e pré-escolar que não têm nenhuma redução da componente letiva e esses que eu saiba também são professores.

E pelos vistos a DGEEC considerou o desporto escolar como tempo não letivo, mas no horário dos professores de Educação Física este encontra-se na sua componente letiva (afinal como ficamos?) e só quem nunca deu desporto escolar é que pode achar que dar um treino é diferente de dar uma aula. Se calhar no desporto escolar não estão lá alunos, tenho que lhes perguntar o que são…

Esta ideia peregrina que de lés a lés é deitada cá para fora que os professores trabalham pouco e têm muitas férias é uma mentira que teima em ser repetida. Recomendo a leitura do meu artigo “A Verdade Sobre as Férias dos Professores“

Pois bem, vamos acabar com as insinuações, as suposições, as bocas e as maledicências…

Os professores passam a cumprir o seu horário integral na escola. Isso mesmo, as 35 horas ali, dentro dos portões das escolas. Acham que havia muitos professores a recusar? Era já o primeiro a aceitar e sabem por quê?

Não mexia uma palha em casa, nada, zero, rien, nadica de nada, fazia as minhas 7 horinhas diárias na escola, até picava o ponto se fosse preciso e parava tudo. Tinha mais tempo para a mulher, para a criança, tinha fins de semana a 100%, tinha mais tempo para escrever, para ler, para ir passear o cão etc…

E mais, também aceito o fim da burocracia e transformamos a componente de estabelecimento em horário letivo. Onde é que posso assinar?

Porque é que o Ministério de Educação não incentiva esta ideia? Porque eles sabem tão bem como nós que as escolas não têm condições para agregar dezenas de professores em horário não letivo/individual e também sabem que a grande maioria dos professores ultrapassa as suas 35 horas semanais, e já agora também sabem que muito professor utiliza material do seu bolso (portáteis, folhas, impressoras, eletricidade, canetas, etc…) que multiplicado por mais de 100 mil era capaz de fazer mossa no orçamento de estado…

Já estou mesmo a ver os testes a serem entregues passado 3 meses, chegarmos às aulas sem nada preparado, não recebermos pais depois das horas de expediente e dizermos aos alunos “olha, eu sei que estás com problemas mas já piquei o ponto, fica para amanhã pode ser?”.

Vá, vamos… querem os professores ao minuto? Vamos então ser professores ao minuto!!!

As escolas só funcionam por muito amor à camisola, por muita carolice e por muita responsabilidade dos seus docentes e já agora não docentes. Esta é a realidade e a sociedade em geral, onde a comunicação social está também incluída devia ter um pouco mais de consideração e respeito para com os seus professores. Quando se fala na desvalorização da classe, o que se passou ontem foi apenas mais um exemplo…

sábado, 7 de outubro de 2017

Quando não estou em aula...


Olho para os dossiers de Direção de Turma dos meus colegas. Estão todos direitinhos, organizadinhos, bonitinhos, arrumadinhos… O meu está em branco, só com os separadores… Tenho uma data de papéis soltos dentro de uma capa à espera de serem arquivados… Atrevo-me a comentar a minha situação e as colegas, porreirinhas, tranquilizam-me: - “Com tempo, Dalila, isto é aos poucos!” -, enquanto arquivam mais uns documentos nos já volumosos dossiers que são os delas…

Vou dar uma espreitadela aos meus mails. Já recebi 97 na minha caixa de correio institucional iniciada a 8 de setembro… Foram rápidos a criá-la. A escola é até bastante eficaz com essas coisas. Não me posso queixar. Disponibilizam tudo. Têm tudo organizado, esquematizado, prontinho para ser usado. E não deixam dúvidas. É assim e pronto. Gosto que seja assim. O que não falta por aí são coordenadores ou diretores que são ambíguos, não esclarecem, contradizem-se, e na hora em que as coisas correm mal, somos nós que não soubemos “interpretar” ou então fomos mesmo incompetentes…

Os meus colegas são prestáveis e parecem-me todos muito cumpridores e profissionais. Isso é bom, é ótimo, mas deixa-me ainda mais nervosa. Era tão bom poder culpar alguém por andar à nora! Não… Já todos me enviaram vários documentos… regimentos (tudo tem um regimento), papéis relacionados com as tutorias, com as necessidades educativas especiais, com a equipa para a prevenção da indisciplina, testes diagnósticos, plano anual de atividades… Ontem, andaram em trocas de mails sobre o PAA. Será que também queriam a minha opinião? Não consegui arranjar tempo para me debruçar sobre aquilo…
Ai, as siglas! Na nossa profissão, gostam todos muito de siglas e de acrónimos… Consegui perceber alguns: aqueles que também se usam nas outras escolas. Tenho apontado os outros para pesquisar depois… Já repararam que quase todos têm um P? Depois… Faço isso depois… Há coisas mais urgentes para já!

Ao meu lado, uma colega que está nas duas escolas do agrupamento. Agora tem de ir para a terceira escola que ela conseguiu para completar o horário. Tem tudo calculado, esquematizado, programado. Não pode falhar nem distrair-se um pouco. “Tem de ser!”, diz ela.

Tenho que me encontrar com a professora de Educação Especial para falar dos vários casos da minha Direção de Turma. Apontar as alíneas. Tenho que apontar as alíneas e enviar isso aos meus colegas do Conselho de Turma.

Logo, tenho reunião para perceber o funcionamento da Equipa para a Prevenção da Indisciplina. Não me posso esquecer!

Deixa-me ver se não tenho mais alunos para as tutorias. Pediram-me para confirmar isso, já me esquecia…

Deixa-me ir ao cacifo buscar o meu bloco de notas para ver o que me falta. Deram-me a chave ontem. Tenho um cacifo! Há anos que não tinha! Espera, qual é a chave? É esta! Sim, é esta! E agora, qual é o cacifo? Não me lembro do número… Apontei-o mas está lá no bloco de notas dentro do cacifo… Bolas… Vejo depois…

Tenho que pedir os manuais às editoras. Faço isso por mail mais logo. Até é rápido… Mas tantas coisas rápidas juntas e passa-se o dia… Ainda bem que as minhas colegas me emprestaram os delas enquanto chegam e não…

Deixa-me ver se está muita gente na secretaria. Não. Boa! Vou aproveitar e ver o que se passa com as horas de Direção de Turma que ainda não tenho no sistema para sumariar. Ah! Chegou o cartão da escola. Aproveita também para o levantar, Dalila…

“A tua Gabriela voltou a dar-me uma resposta torta!”, diz-me uma colega quando saio da secretaria. A “minha” Gabriela… Pois, são meus… Vão ser os meus João, António, Manel, Francisco… As minhas Ana, Sofia, Teresa… A “minha” Gabriela… Caramba, não me recordo de nenhuma Gabriela! Qual delas é? Sorrio. “Eu vou falar com ela!”, acabo eu por dizer. “Não, não vale a pena! Era só pra saberes!”…

Falando em maus comportamentos, tenho que redigir as participações dos miúdos do CEF. Aquelas aulas com eles dão cabo de mim! Ainda tenho que fazer fichas para eles para a aula de amanhã… Não me posso esquecer que a reprografia está fechada na hora do almoço. Tenho que arranjar maneira de as fotocopiar de manhã no intervalo. Pode ser que não haja muita gente ou estou tramada…

“Dalila, já conheceste a colega Maria? Ela andava à tua procura. É a DT dos miúdos a quem dás TT (Olha, este acrónimo não tem “P”!) e como costuma ser uma disciplina dada pelo DT, ela queria falar contigo para se organizarem em conjunto!”. O colega que me aborda é super prestável. Já me ajudou com pequenas coisas várias vezes. Quero dizer o nome dele, mas não me lembro… Bolas… Ele sabe o meu nome e eu não sei ainda o dele… Bolas… Limito-me a sorrir “Não, não conheci ainda…”. E ele continua “Eu já lhe disse quem tu eras, quando ela chegar à sala dos professores, apresento-vos!” E eu quero dizer “Obrigada, João ou Manel ou Pedro ou Alziro”, mas fico-me pelo “Obrigada!” sem me conseguir lembrar do nome…

Está na hora da minha aula. Corro os vários cacifos com a chave até encontrar o meu. Retiro de lá os testes diagnósticos e corro para a sala. Separo os alunos e começo a distribuir as folhas. Ai, não é este! É o outro! Recolho as folhas e distribuo o teste adequado. Que figurinha a minha! Foca-te, Dalila! Concentra-te!

Já na sala dos professores, conheço a Maria e falamos do tal TT da sua DT. Uma outra colega vem ter comigo. Quero tomar um cafezinho, mas acho que não vou conseguir. “Tu é que és a Dalila? Eu sou a mãe da Rita da tua Direção de Turma!” Quem é a Rita? Oh, valha-me Deus! Sorri! Sorri, Dalila… Ai, não, o assunto é sério. Pára de sorrir! Foca-te! Concentra-te! Ouve! Esquece o café!

De volta aos meus mails, leio os assuntos antes de abrir. Tanta oferta formativa. Devia ler isto com atenção, mas não tenho tempo. Tantas ofertas de atividades para os alunos. Também devia ler isto com calma, já que tenho Direção de Turma… Mas… Prioridades, Dalila! Abro tudo aquilo que está relacionado com a DT. É tanta coisa que até me assusta, mas acabo por me sentir amparada. Está aqui tudo… Abro um documento “Calendário para realização de embelezamento da escola”. Fico perplexa. A medo, pergunto à minha colega no computador ao lado “Desculpa, que documento é este? Sabes?”. Muito simpática, responde-me “Temos que marcar uma vez por mês, acho eu, no Tempo Turma uma hora para cuidar da escola. Pode ser apanhar lixo, decorar uma sala, coisas assim…”. Fecho a boca para a abrir de novo, desta vez com um sorriso “É uma iniciativa muito louvável!”, acabo eu por dizer, antes de voltar a fixar o meu ecrã… Por instantes, apetece-me bater com a cabeça na parede, mas há mais pessoal na sala e acabo por conseguir conter-me…

Tenho que agendar a minha primeira reunião com os Encarregados de Educação… Ainda não tenho dossier, mas tenho que tratar disso… Não posso deixar arrastar. Mais uma vez, tenho ordem de trabalhos já pronta para essa reunião. Boa! Vou ver para redigir a convocatória. Com tantas coisas para fazer, é bom que esteja tudo assim: mecanizado. É só fazer e pronto! Há um ponto que é "Tomada de conhecimento dos documentos referidos na alínea q) do artº 7º da Lei nº 51/2012 de 5 de setembro"… Que é isto? Ah! Regulamento Interno, Estatuto do Aluno… Claro, claro…

Na hora de TT, trato da eleição do delegado e do subdelegado de turma. “Professora, estávamos a pensar fazer a nossa viagem de finalistas em Espanha. A escola dá-nos autorização para sairmos do país?” Respondo que vou perguntar, e só penso “Mas a viagem de finalistas também tem a ver com a escola?” e tremo só com a pergunta…

Quando chegar a casa, tenho que enviar os conteúdos dados na minha disciplina à DT daquele miúdo que tem faltado… E tenho que fazer a ata da eleição do delegado… E as fichas de CEF…. Se sobrar tempo, preparo a aula para o 9.º e a do 8.º… Se não sobrar tempo, abro os livros e sigo as instruções dadas pelas editoras sobre os passos da aula… As editoras também são super organizadas hoje em dia…Está tudo mecanizado! Felizmente… Sim, felizmente… É mecanizar tudo para se ser eficaz… Assim, consigo fazer as coisas… 

Consigo, sim… Mecanizar! Mecanizar!... Alguém me explica este sabor a ferro que me incomoda apesar de tudo?

Texto de Dalila Ribeiro publicado em Professores Lusos

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Curtas... Com humor!...

Marinho Pinto quer participar no programa Splash...

...a empurrar gays que não sabem nadar para dentro de uma piscina

Para além do Prós e Contras, Marinho Pinto já manifestou publicamente a disponibilidade para participar em outros programas de trash tv.

“Vou usar uma sunga com desenhos de óvulos. Vou empurrar vários gays em cima da plataforma de 10 m. Os gays deverão fazer a saída de frente para a água e execução para trás, que é o mesmo movimento que eu fiz no parto, que eu lembro-me muito bem. Cá em baixo vão estar 50 piranhas em jejum há 5 dias”, revelou Marinho Pinto.


Pinto da Costa indignado com benfiquismo de Gaspar...

...vai procurar outro país para o FC Porto

“Estou danado, amargurado, enxovalhado e até um bocado chateado e apetece-me dar pontapés nos lancis de passeio.”

É deste modo que o presidente do FC Porto reagiu, ao anúncio público de Vítor Gaspar de que anda deprimido por causa do final de época do seu clube, o Benfica.

Tal como aconteceu com a EDP, que deixará de ser fornecedora dos portistas depois de António Mexia ter desejado a vitória do Benfica no campeonato, Pinto da Costa ameaça agora deixar Portugal e procurar outro país para sediar o FCP “onde não esteja rodeado de benfiquismo por todos os lados”.


Guião para a reforma do Estado elaborado por Paulo Portas será aberto...
...a chantagens

Um documento “aberto e não muito grande”, susceptível de ser alterado em concertação social, será o guião para a reforma do Estado elaborado por Paulo Portas.

Mais importante ainda, segundo Mário Soares o documento será aberto a toda a espécie de pressão ilegal, chantagens e "bullying" do PSD sobre o líder do CDS-PP, que escreverá no guião tudo o que Passos Coelho quiser ou então o João Almeida "dorme com os peixes". "

A inclusão no guião de uma medida que despede todos os funcionários públicos não está minimamente relacionada com o desaparecimento do Nuno Melo", confirmou Paulo Portas.


Jesus renova mas passa a ir de férias um mês antes do final da época...

Jorge Jesus, diz quem sabe, chegou a acordo para continuar no Benfica por mais duas épocas.

No entanto, Luís Filipe Vieira impôs uma cláusula que obriga o Mister a entregar a gestão da equipa a outro treinador da casa, na recta final de cada época, e a entrar de férias logo no dia 1 de Maio.

Fora isso, Gaspar continua deprimido.

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