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domingo, 25 de fevereiro de 2018
sábado, 10 de setembro de 2016
quinta-feira, 6 de junho de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
História da música: Pink Floyd
Não podia deixar de trazer aqui um dos grupos que mais me influenciou musicalmente, podendo-o até considerar como um grande marco de paragem na minha evolução pelo gosto musical…
Desde o seu início, enquanto pioneiros do psicadelismo nos anos 60, até se tornarem numa das maiores bandas de rock nas décadas de 70 e 80, os Pink Floyd disfrutaram sempre de enorme credibilidade. O seu ábum “The Dark Side Of The Moon”, de 1973, foi um dos discos mais vendidos de sempre (25 milhões de cópias em todo o mundo, até hoje, permanecendo um tempo recorde de 566 semanas no top 200 da revista Billboard). Mas este foi apenas um dos seus vários números um , tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos, graças à sua fusão bem sucedida de blues, ambient e rock futurista.
Formados em 1965, na Escola de Arquitectura de Londres, pelo baixista e compositor Roger Waters, pelo baterista Nick Manson e pelo teclista Richard Wright, os Pink Floyd só começaram a construir uma reputação considerável quando o guitarrista Sid Barret a eles se juntou, um pouco mais tarde, mas ainda nesse ano. Barret, em apenas quatro anos de Pink Floyd, torna-se uma figura lendária do pop e um dos verdadeiros iconoclastas do rock n’roll, compondo o material mais psicadélico e imprevisível do grupo.
Barret deixa os Pink Floyd em 1968, devido a problemas relacionados como o consumo de drogas, depois de ter escrito a maioria das canções do álbum de estreia, “Pipper At The Gates Of Dawn”. David Gilmour é o escolhido para ocupar o lugar deixado em aberto, desenvolvendo também ele um estilo muito próprio.
Os Pink Floyd editam então alguns álbuns considerados menores e bandas sonoras no final da década de 60. Até que, em 1971, lançam “Meddle”, um trabalho evocativo das suas jams sessions, já com aquela sonoridade etérea, que viria a ser a sua imagem de marca. Na ausência de Barret, Waters torna-se o
principal compositor e as sua perícia aumenta exponencialmente. Em dois curtos anos, da sonoridade intrigrante e desfocada de “Meddle”, floresce “Dark Side Of The Moon”, a obra-prima pop mais negra da década. Incluindo clássicos como “Money” e “Time”, o álbum é um sucesso tremendo, quer a nível de crítica quer a nível comercial (pese embora haja quem o considere o disco mais cáustico de todos os tempos).
O seu trabalho seguinte foi “Wish You Were Here”, em 1975, um álbum conceptual, tocante e complexo que prestava tributo a Barret, também ele líder das tabelas, quer no Reino Unido quer nos EUA. Segue-se-lhe “Animals”, em 1977, um álbum em que Waters nos oferece a sua perspectiva sobre a sociedade moderna. “The Wall” supera todas as expectativas e é considerada por muitos como a grande “obra-prima”. Na minha opinião é mesmo o “concept-album” melhor conseguido de toda a história do Rock. Na cabeça de Waters, “The Wall” era a barreira mental que este tinha de construir entre si e os seu público quando a
banda se apresentava ao vivo.
Os Pink Floyd levam este conceito à letra em quatro concertos, em 1980 e 1981, de produção sumptuosa, nos quais, enquanto tocam, uma gigantesca parede é erguida, pedra sobre pedra, entre o grupo e os espectadores. O álbum gera um surpreendente hit-single “Another Brick In The Wall” (com um refrão controverso que ficou célebre: “We Don’t Need No Education”) que viria a dar origem a um filme realizado por Alan Parker, e com Bob Geldof.
Em 1982, o grupo começa a desmembrar-se. Wright abandona e, no ano seguinte, depois de editarem “The Final Cut”, é a vez de Waters deixar os Pink Floyd, por conflitos com Gilmour.
Mason e Gilmour resolveram então continuar o projecto Pink Floyd, mas não sem enfrentarem problemas legais entrepostos por Waters, em 1986, que alegava deter direitos sobre o nome do grupo. A alegação provou-se infundada e, em 1987, Wright junta-se de novo à banda, editando “A Momentary Lapse Of Reason” (que entra directamente para o terceiro posto da Billboard), ao qual se seguiu uma digressão mundial gigantesca. Após a edição, em 1988, de um disco ao vivo, “Delicade Sound Of Thunder”, estão vários anos sem gravar. Até que, em 1994, lançam “The Division Bell”, composto maioritariamente por
Em 1982, o grupo começa a desmembrar-se. Wright abandona e, no ano seguinte, depois de editarem “The Final Cut”, é a vez de Waters deixar os Pink Floyd, por conflitos com Gilmour.
Mason e Gilmour resolveram então continuar o projecto Pink Floyd, mas não sem enfrentarem problemas legais entrepostos por Waters, em 1986, que alegava deter direitos sobre o nome do grupo. A alegação provou-se infundada e, em 1987, Wright junta-se de novo à banda, editando “A Momentary Lapse Of Reason” (que entra directamente para o terceiro posto da Billboard), ao qual se seguiu uma digressão mundial gigantesca. Após a edição, em 1988, de um disco ao vivo, “Delicade Sound Of Thunder”, estão vários anos sem gravar. Até que, em 1994, lançam “The Division Bell”, composto maioritariamente por
Gilmour e pela sua namorada Polly Samson. O álbum chega ao primeiro lugar nos EUA, apenas duas semanas depois do seu lançamento. Depois, a banda embarca em mais uma espectacular tournée, que seria depois documentada em mais um disco campeão de vendas, “Pulse”, de 1995, onde tocam o alinhamento completo de “Dark Side Of The Moon”.
No início de 1997, surgem rumores, que se revelariam infundados, de uma nova digressão dos Pink Floyd e, com ela, a já familiar especulação de que Waters se juntaria aos seus ex-colegas. Em 2000, surge mais uma edição desta banda histórica: “Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81″, uma antiga gravação ao vivo.
Foi feito um novo resumo da carreira da banda no ano seguinte, em “Echoes – The Very Best of Pink Floyd”, onde para além dos grandes êxitos do grupo foi incluído o tema “When the Tigers Broke Free”, editado pela primeira vez em formato CD.
No início de 1997, surgem rumores, que se revelariam infundados, de uma nova digressão dos Pink Floyd e, com ela, a já familiar especulação de que Waters se juntaria aos seus ex-colegas. Em 2000, surge mais uma edição desta banda histórica: “Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81″, uma antiga gravação ao vivo.
Foi feito um novo resumo da carreira da banda no ano seguinte, em “Echoes – The Very Best of Pink Floyd”, onde para além dos grandes êxitos do grupo foi incluído o tema “When the Tigers Broke Free”, editado pela primeira vez em formato CD.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Os melhores álbuns da história do Rock: Pink Floyd - The Wall
Muitos de nós, somos fãs de Pink Floyd, por causa da voz suave de Roger Waters, dos ótimos solos de guitarra de David Gilmour, do estilo "dó-ré-mi" de Nick Mason ou dos lindos acordes de Richard Wright. Admiramos os espetaculares concertos, as letras simbólicas e progressivas, a incrível capacidade de demonstrar sentimentos pela música, e muitas outras qualidades mais!
E, com certeza, o álbum The Wall (e também o filme) é o que mais tem essa capacidade de entrar nos nossos corações. Pode chamar-se alienação, mas, confesso que se eu não pudesse desabafar às vezes ao ouvir aquele solo de guitarra em Comfortably Numb bem alto, já teria encontrado alguma outra forma menos sadia de acabar, ou pelo menos de me aliviar das preocupações!
Alguns podem achar exagero, mas se : se você não entrar na história, não se envolver, o álbum The Wall será sempre um simples CD (ou vinil) duplo da capa branca, com "azulejos" e monstrinhos desenhados e que tem aquela música do "Hey teacher!". Porém, se você assistir o filme, deixar as músicas entrarem em seu coração, e passar a enxergar o muro que envolve a cada um de nós, verá que a obra retrata as nossas próprias vidas, o nosso sofrimento de pessoas inteligentes que se importam e sofrem com o mundo que está aí.
Afinal de contas, The Wall não é simplesmente uma história baseada na vida de Roger Waters, o seu grande criador e compositor, pois, se prestar muita atenção, irá descobrir que essa "autobiografia implícita" é apenas um pretexto para Waters e, por que não, Gilmour, apontarem tudo o que há de absurdo neste mundo louco em que vivemos!
Este texto não tem a pretensão de descrever tudo o que Roger Waters quis expressar com o álbum e com o filme, pois talvez nem ele próprio tenha ideia da dimensão que sua obra tomou e das inúmeras interpretações que podem surgir sobre a obra em si.
A história
Na verdade, tudo começou com "Animals", que era uma espécie de "pré-The Wall", onde Waters, inspiradíssimo no livro de George Orwell "A Revolução dos Bichos" critica o caráter do ser Humano comparando-o a animais, onde tudo acaba como começa: antes os fazendeiros dominavam seus animais, até estes decretarem uma revolução contra seus donos, expulsando-os. Eles abominavam qualquer tipo de atitude semelhante com um ser humano, lembrem-se "quatro patas bom, dois pés ruins". Depois de muito tempo, a ganância e o poder sobem às cabeças de seus líderes(os Porcos) que no final acabam agindo igualmente aos seus ex-donos Humanos e começam a se vestir com roupas e andar como Bípedes e no final se torna "quatro patas bom, duas melhor ainda". Então Waters radicalmente desenvolveu sua crítica criando The Wall.
Uma parte da idéia surgiu num desastroso concerto de 1977 onde Waters cuspiu na cara de um frequentador da plateia que invadira o palco. Isso tornar-se-ia um dos temas do álbum.
The Wall significa "o muro" em português. Este muro é algo abstrato, um sentimento de angústia que prende os nossos corações e nos isola do mundo, dando-nos a impressão de que não existe saída para nossos problemas!
Marcado pelas letras amargas compostas por Waters, o disco tem uma qualidade sonora marcante, com destaque para a perfomance de Gilmour na guitarra. Está repleto de ruídos, gritos, vozes, mensagens ocultas, diálogos e mínimos detalhes.
A gravação do album ficou marcada pelas diferenças que surgiram entre Waters e Wright, causadas pelo início da paranóia de Waters e pelo consumo de cocaina de Wright. Wright acabaria mesmo por deixar o grupo, tocando como músico contratado durante os concertos.
The Wall era o décimo primeiro álbum de estúdio da banda inglesa e foi lançado como álbum duplo em 30 de Novembro de 1979.
O disco foi um enorme sucesso comercial, permanecendo nos tops americanos por 15 semanas e grangeou um disco de platina em março de 1982 por ter vendido um milhão de cópias.
O desastre do concerto de 77 acabou por originar inspiração para a monumental digressão de The Wall que aconteceria nos anos de 80/81. O primeiro concerto foi marcado por um incêndio logo no início quando uma das cortinas acabou por se incendiar devido aos fogos de artifício que eram utilizados.
No ano de 1982, Alan Parker realizou o filme homónimo tendo o ator Bob Geldof no papel principal. Embora o filme tenha ganhado um bom reconhecimento, Waters não ficou muito satisfeito com o resultado final.
The Wall é uma obra de protesto contra o mundo, as suas bases, e as pessoas que o formam!
Quebrar o muro significa mudar o mundo, para que não precisemos mais ficar isolados dele. Mas isso é muito difícil!
E, com certeza, o álbum The Wall (e também o filme) é o que mais tem essa capacidade de entrar nos nossos corações. Pode chamar-se alienação, mas, confesso que se eu não pudesse desabafar às vezes ao ouvir aquele solo de guitarra em Comfortably Numb bem alto, já teria encontrado alguma outra forma menos sadia de acabar, ou pelo menos de me aliviar das preocupações!
Alguns podem achar exagero, mas se : se você não entrar na história, não se envolver, o álbum The Wall será sempre um simples CD (ou vinil) duplo da capa branca, com "azulejos" e monstrinhos desenhados e que tem aquela música do "Hey teacher!". Porém, se você assistir o filme, deixar as músicas entrarem em seu coração, e passar a enxergar o muro que envolve a cada um de nós, verá que a obra retrata as nossas próprias vidas, o nosso sofrimento de pessoas inteligentes que se importam e sofrem com o mundo que está aí.
Afinal de contas, The Wall não é simplesmente uma história baseada na vida de Roger Waters, o seu grande criador e compositor, pois, se prestar muita atenção, irá descobrir que essa "autobiografia implícita" é apenas um pretexto para Waters e, por que não, Gilmour, apontarem tudo o que há de absurdo neste mundo louco em que vivemos!
Este texto não tem a pretensão de descrever tudo o que Roger Waters quis expressar com o álbum e com o filme, pois talvez nem ele próprio tenha ideia da dimensão que sua obra tomou e das inúmeras interpretações que podem surgir sobre a obra em si.
A história
Na verdade, tudo começou com "Animals", que era uma espécie de "pré-The Wall", onde Waters, inspiradíssimo no livro de George Orwell "A Revolução dos Bichos" critica o caráter do ser Humano comparando-o a animais, onde tudo acaba como começa: antes os fazendeiros dominavam seus animais, até estes decretarem uma revolução contra seus donos, expulsando-os. Eles abominavam qualquer tipo de atitude semelhante com um ser humano, lembrem-se "quatro patas bom, dois pés ruins". Depois de muito tempo, a ganância e o poder sobem às cabeças de seus líderes(os Porcos) que no final acabam agindo igualmente aos seus ex-donos Humanos e começam a se vestir com roupas e andar como Bípedes e no final se torna "quatro patas bom, duas melhor ainda". Então Waters radicalmente desenvolveu sua crítica criando The Wall.
Uma parte da idéia surgiu num desastroso concerto de 1977 onde Waters cuspiu na cara de um frequentador da plateia que invadira o palco. Isso tornar-se-ia um dos temas do álbum.
Marcado pelas letras amargas compostas por Waters, o disco tem uma qualidade sonora marcante, com destaque para a perfomance de Gilmour na guitarra. Está repleto de ruídos, gritos, vozes, mensagens ocultas, diálogos e mínimos detalhes.
A gravação do album ficou marcada pelas diferenças que surgiram entre Waters e Wright, causadas pelo início da paranóia de Waters e pelo consumo de cocaina de Wright. Wright acabaria mesmo por deixar o grupo, tocando como músico contratado durante os concertos.
The Wall era o décimo primeiro álbum de estúdio da banda inglesa e foi lançado como álbum duplo em 30 de Novembro de 1979.
O disco foi um enorme sucesso comercial, permanecendo nos tops americanos por 15 semanas e grangeou um disco de platina em março de 1982 por ter vendido um milhão de cópias.
O desastre do concerto de 77 acabou por originar inspiração para a monumental digressão de The Wall que aconteceria nos anos de 80/81. O primeiro concerto foi marcado por um incêndio logo no início quando uma das cortinas acabou por se incendiar devido aos fogos de artifício que eram utilizados.
No ano de 1982, Alan Parker realizou o filme homónimo tendo o ator Bob Geldof no papel principal. Embora o filme tenha ganhado um bom reconhecimento, Waters não ficou muito satisfeito com o resultado final.
The Wall é uma obra de protesto contra o mundo, as suas bases, e as pessoas que o formam!
Quebrar o muro significa mudar o mundo, para que não precisemos mais ficar isolados dele. Mas isso é muito difícil!
O filme
O álbum
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