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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

As melhores fotos de 2012

É sempre difícil escolher as melhores fotos de um ano!
A abrangência dos vários acontecimentos e a beleza rara de muitas delas dificultam a sua escolha.

Decidimos escolher 13, em homenagem ao ano que hoje começa (2013)!


O fo­tó­grafo in­glês Luke MacGregor de­mo­rou três dias a con­se­guir esta foto da Lua cheia ali­nhada com os anéis dos Jogos Olímpicos na Tower Bridge, em Londres.
No pri­meiro dia, cal­cu­lou mal a tra­je­tó­ria da Lua no céu e des­co­briu que es­tava mal po­si­ci­o­nado. No se­gundo, es­tava cor­re­ta­mente po­si­ci­o­nado mas os anéis dos Jogos Olímpicos ti­nham sido re­co­lhi­dos para dei­xar pas­sar um na­vio. Finalmente, ao ter­ceiro dia, e à custa de uns quan­tos em­pur­rões aos tu­ris­tas que se jun­ta­vam para ob­ser­var o ali­nha­mento, con­se­guiu a foto.


Mian Khursheed fo­to­gra­fou esta si­tu­a­ção bi­zarra a ca­mi­nho do Vale Swat, no Paquistão, para uma re­por­ta­gem so­bre os es­for­ços em des­ra­di­ca­li­zar uma re­gião ou­trora con­tro­lada pe­los ta­libã.
O ca­mião es­tava so­bre­car­re­gado de pa­lha de trigo. À me­dida que as pes­soas pa­ra­vam e ten­ta­vam aju­dar o con­du­tor a equi­li­brar o ca­mião, «a si­tu­a­ção foi-se tor­nando cada vez mais in­te­res­sante».


O abraço en­tre Obama e a mu­lher é uma da­que­las fo­tos ca­pa­zes de ga­nhar elei­ções. Não digo que con­tri­buiu para o voto dos in­de­ci­sos, mas re­for­çou a ima­gem de ho­mem ca­ris­má­tico e atra­ente en­tre o elei­to­rado fe­mi­nino.
A foto foi ti­rada por Jim Watson. Watson é um grande fo­tó­grafo – não há lista de gran­des fo­tos que não in­clua uma dele.


O Real Madrid con­firma em Bilbao o tí­tulo de cam­peão es­pa­nhol da época 2011/12 e Mourinho é ele­vado aos ares pe­los seus jo­ga­do­res. Bons ve­lhos tem­pos… (Foto de Ander Gillenea)


Seja qual for a nossa opi­nião so­bre as mo­ti­va­ções da ra­pa­riga ou o grau de an­ti­pa­tia pe­los agen­tes da po­lí­cia de cho­que, a foto de José Manuel Ribeiro cor­reu mundo e tem um va­lor ico­no­grá­fico.
Talvez por não de­se­jar­mos in­cen­diar as ruas como os gre­gos e os es­pa­nhóis, tal­vez por ter­mos feito uma re­vo­lu­ção feita com cra­vos nas me­tra­lha­do­ras, tal­vez por­que Adriana Xavier é jo­vem e bo­nita, como a re­vo­lu­ção um dia tam­bém o foi, a foto ga­nhou um va­lor simbólico.


Muitas e ex­ce­len­tes fo­tos fo­ram ti­ra­das de Usain Bolt, mas esta de Stefano Rellandini trans­mite na per­fei­ção toda a força e ra­pi­dez deste super-atleta: o mundo gira sem­pre mais de­pressa quando nos co­lo­ca­mos no seu lugar…


Magnífica fo­to­gra­fia de Timothy A. Clary de um tu­rista em Times Square pro­cu­rando si­nais da che­gada do fu­ra­cão a uma Nova Iorque cada vez mais desértica.


É uma das gran­des fo­tos des­por­ti­vas do ano, mais por culpa do «mo­delo» do que do fo­tó­grafo. Mas Gabriel Bouys é um dos gran­des e con­se­guiu uma ima­gem per­feita para ca­rac­te­ri­zar a per­so­na­li­dade do ex­cên­trico e re­belde Mario Balotelli.
Balotelli co­me­mora o se­gundo golo con­tra a Alemanha no Campeonato da Europa como se es­ti­vesse pres­tes a ini­ciar a sua pró­pria ver­são do haka, a dança ma­ori com a qual a se­le­ção ne­o­ze­lan­desa de râ­guebi ‘in­ti­mida’ os ad­ver­sá­rios an­tes do iní­cio de cada jogo.


Aris Messinis fo­to­grafa em Atenas um ma­ni­fes­tante en­fren­tando os po­lí­cias du­rante uma greve ge­ral de 24 horas.


Durante os vi­o­len­tos con­fron­tos en­tre os po­lí­cias e os ma­ni­fes­tan­tes que pro­tes­ta­vam con­tra a vi­sita de Angela Merkel, um ho­mem con­se­guiu a pro­eza de ar­ran­car aplau­sos de quem pro­tes­tava e de dei­xar sem sa­ber o que fa­zer os po­lí­cias que ma­lha­vam na po­pu­laça. Bastou ti­rar as rou­pas. John Kolesidis, da Reuters, ti­rou um dos me­lho­res ins­tan­tâ­neos deste protesto.


24 de março: Alexandre Meneghini fo­to­grafa o mo­mento em que um cão per­corre o ca­mi­nho que o Papa fará en­tre os fiéis em Guanajuato, no México.


Existem mui­tas fo­tos do aci­dente do Costa Concordia, mas esta que o ita­li­ano Filippo Monteforte cap­tou, a 17 de ja­neiro, é uma das mi­nhas fa­vo­ri­tas.
Adoro que o fa­rol te­nha fi­cado no en­qua­dra­mento: não só nos trans­mite o ta­ma­nho des­co­mu­nal da­quele na­vio como a es­tra­nheza de o ver as­sim, der­ru­bado em águas pouco pro­fun­das. O con­traste en­tre o ver­me­lho do fa­rol e o cin­zento es­bran­qui­çado e des­fo­cado do Concordia faz com que este pa­reça um na­vio fan­tasma – e já o é, na verdade.


Esta é uma foto de um eclipse so­lar — nada a ver com o fe­nó­meno Super-Lua da ima­gem an­te­rior, mas não deixa de ser um mo­mento fan­tás­tico cap­tado por Ian Hitchcock.

Fonte: Bitaites

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

As nossas escolhas: Os 10 melhores filmes de 2012

O ano de 2012 trouxe-nos algumas novidades cinematográficas que pessoalmente destacamos!

É evidente que se trata de uma escolha pessoal suscetível de ser mais completa com as vossas contribuições.


Magic Mike (2012)
Género: Comédia, Drama
Realização: Steven Soderbergh
Intérpretes: Matthew McConaughey, Channing Tatum, Olivia Munn, Adam Rodriguez

Links:
www.imdb.com/title/tt1915581


O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (2012)
The Hobbit: An Unexpected Journey
Género: Aventura, Fantasia
Realização: Peter Jackson

Intérpretes: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Evangeline Lilly, Elijah Wood, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Orlando Bloom, Ian McKellen, Christopher Lee, Ian Holm

Links:
www.imdb.com/title/tt0903624

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 (2012)
The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2
Género: Aventura, Drama, Fantasia
Realização: Bill Condon
Intérpretes: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Maggie Grace, Dakota Fanning, Nikki Reed,Michael Sheen, Cameron Bright, Mía Maestro

Links:
www.imdb.com/title/tt1673434


Ted (2012)
Género: Comédia, Fantástico
Realização: Seth MacFarlane
Intérpretes: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Seth MacFarlane, Giovanni Ribisi, Patrick Warburton, Patrick Stewart,Tom Skerritt, Alex Borstein

Links:
www.imdb.com/title/tt1637725


007 - Operação Skyfall (2012)
Skyfall
Género: Acção, Aventura, Thriller
Realização: Sam Mendes
Intérpretes: Daniel Craig, Javier Bardem, Helen McCrory, Ralph Fiennes, Ben Whishaw, Judi Dench, Naomie Harris, Albert Finney

Links:
www.imdb.com/title/tt1074638

O Fantástico Homem-Aranha (2012)
The Amazing Spider-Man
Género: Acção, Aventura, Fantástico
Realização: Marc Webb
Intérpretes: Andrew Garfield, Emma Stone, Embeth Davidtz, Martin Sheen, C. Thomas Howell, Sally Field, Denis Leary, Campbell Scott

Links:
www.imdb.com/title/tt0948470

Prometheus (2012)
Género: Acção, Terror, Ficção Científica
Realização: Ridley Scott
Intérpretes: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Guy Pearce, Patrick Wilson

Links:
www.imdb.com/title/tt1446714

The Hunger Games - Os Jogos da Fome (2012)
The Hunger Games
Género: Acção, Drama, Ficção Científica
Realização: Gary Ross
Intérpretes: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Wes Bentley, Stanley Tucci,Donald Sutherland, Toby Jones

Links:
www.imdb.com/title/tt1392170


Os Vingadores (2012)
The Avengers
Género: Acção, Aventura, Ficção Científica
Realização: Joss Whedon
Intérpretes: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Samuel L. Jackson, Gwyneth Paltrow, Paul Bettany

Links:
www.imdb.com/title/tt0848228

O Cavaleiro das Trevas Renasce (2012)
The Dark Knight Rises
Género: Acção, Crime
Realização: Christopher Nolan
Intérpretes: Christian Bale, Liam Neeson, Joseph Gordon-Levitt, Michael Caine, Anne Hathaway, Gary Oldman,Marion Cotillard, Morgan Freeman, Matthew Modine

Links:
www.imdb.com/title/tt1345836

As nossas escolhas: Os 10 melhores discos nacionais de 2012

Fechamos 2012 a recordar o melhor que ouvimos e começamos por arrumar a casa. Não é uma tarefa simples: além de termos ouvido muitos discos nacionais, ficámos com boa impressão de grande parte deles e revelamos agora os nossos 10 favoritos. 

Num ano em que a crise esteve, mais do que nunca, na ordem do dia, ficamos um pouco mais descansados ao olhar para a produção musical nacional. Não que a vida esteja mais fácil para os músicos, mas a diversidade e qualidade das propostas resultou numa das melhores seleções dos últimos anos. Momento de crise, só mesmo quando tivemos de escolher os nossos 10 discos favoritos, que apresentamos abaixo sem nenhuma ordem de preferência.

Como todas as listas pecam por serem incompletas, deixamos o espaço de comentários para eventuais sugestões sobre a música recomendável que se fez por cá ao longo do ano.


Wraygunn - «L'Art Brut» "Shangri-La"

Demorou cinco anos a ter um sucessor, mas um disco como "L'Art Brut" soa-nos a tudo menos ao resultado de um grande esforço. Pelo contrário, aqui tudo nos parece natural e espontâneo, desde o consolidar de uma linguagem sem grande paralelos por cá às histórias que a banda nos conta ao ouvido. E vale a pena esperar tanto por um momento como "Track You Down", com Raquel Ralha a insinuar-se como a melhor femme fatale musical de Coimbra e arredores.


Virgem Suta - «Doce Lar»

"O Galdério", "Bárbara e Ken" ou "Maria Alice" são algumas das figuras que descobrimos no regresso de Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo, um "Doce Lar" que de vez em quando se torna amargo ("Exporto Tristeza" também mora aqui). Mas até na amargura os Virgem Suta mantêm o humor, com alguns dos melhores retratos (tão portugueses) que ouvimos este ano. Apesar de pacata, a dupla alentejana sabe que o humor pode ser uma arma e o seu deixa-nos rendidos.


Supernada - «Nada É Possível»

Foram precisos 10 anos para que do estúdio saísse o álbum de estreia dos Supernada. Mas nós perdoamos a demora porque ouvir este disco é ter sempre presente um rock sujo, musculado, com alguns riffs punk, envolvido num ambiente galático criado por sintetizadores e um baixo carregado de groove. E a voz de Manel Cruz, claro, a brilhar alto num ano em que teve, finalmente, o reconhecimento merecido.


Orelha Negra - «Orelha Negra»

Depois de "Orelha Negra" seguiu-se... "Orelha Negra". Mais do mesmo? Só no patamar de qualidade. O segundo disco deste mega projeto é uma celebração constante, como uma noite memorável: brindes, polaroids, juras, vivas a elas... O grupo já deixou a sua marca e o seu estilo já é reconhecido, nada mau para quem só tem quatro anos. Quanto a nós, tem estado sempre no top do que se faz por cá - aliás, do que se faz em qualquer lado...


Norberto Lobo - «Mel Azul»

Que um tipo tímido, magricela, de barba, que não canta e se senta debruçado sobre a sua guitarra acústica para nos mostrar as suas canções sem palavras, a magia das suas melodias e do seu virtuosismo, que esse tipo tenha feito um dos álbuns portuguesas do ano, de seu nome “Mel Azul”, é um dos milagres da música portuguesa de 2012 e um sinal de esperança para o seu futuro. E como é provável que poucos o tenham ouvido, agora é uma boa altura para o descobrir.


David Fonseca - «Seasons: Rising»

Embora encontremos méritos em "Seasons: Falling", é na primeira metade do díptico conceptual de David Fonseca - inspirado pelas estações do ano - que registamos o conjunto de canções mais versátil e contagiante. A sensibilidade pop do cantor de "The 80s" dá-se bem com os ares primaveris e não há como resistir à brisa de "Every time we kiss" ou à ventania de "Armageddon", esta última um dos temas mais efusivos de Little David Boy.


Capicua - «Capicua»

Depois de uma mixtape, lançada em 2008, que despertou atenções de gente como Valete, Ana Fernandes aka Capicua lançou o seu disco homónimo. 2012 viu assim a confirmação de um talento, que veio provar que o rap não é só para homens porque há uma “Maria Capaz” de competir com os grandes nomes da nossa praça. "Capicua" é um disco coeso, repleto de boas canções, verdadeiro nas histórias que conta e tão cru como apaixonante.


António Zambujo - «Quinto»

Em tempos, Alfredo Marceneiro dizia que nunca gravaria um disco, porque o fado era coisa viva que só ao vivo fazia sentido. Património da humanidade, o fado está mais vivo e variado do que nunca e “Quinto”, de António Zambujo, é apenas mais uma prova dessa vitalidade. A química entre os músicos, a poesia das letras, a figura de Zambujo a unir tudo, mostra-nos caminhos para o mais português dos géneros musicais continuar a reinventar-se com qualidade.


Ana Moura - «Desfado»

Ana Moura quis dar um passo em frente na carreira ao enfrentar os puristas do fado. Ainda bem que o fez. Quando pensávamos na fadista, pensávamos em fado tradicional mas já com algumas pontas soltas, com a sugestão de que algo poderia estar a mudar. E foi isso que aconteceu e surpreendeu neste “Desfado”. Ana Moura largou-se das amarras dos cânones e incorporou harmoniosamente elementos de outras sonoridades, como o jazz, muito bem-vindas nos 17 temas do disco. Para continuar...


A Naifa - «Não se deitam comigo corações...»

Depois de um período de luto, o sentimento do fado e a combustão do pós-punk voltaram a encetar uma dança. No primeiro disco d'A Naifa após a morte de João Aguardela, o quarteto surgiu com formação renovada mas a sombra de um dos seus fundadores vinca a poesia noturna cantada por Mitó. As canções, mais despidas, dão outro peso às palavras e da fricção entre texto e atmosfera nascem momentos devastadores como "Émulos".

Fonte: Sapo Música

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

As nossas escolhas: Os 10 melhores discos internacionais de 2012

Pop-rock, música brasileira, eletrónica... Passámos o ano tendo os discos como companhia habitual e, antes de nos atirarmos às novidades de 2013, louvamos aqueles de que não nos esqueceremos facilmente. Aqui ficam, então, os nossos dez álbuns internacionais preferidos de 2012.


O formato álbum morreu? Numa altura em que a música é cada vez mais portátil e menos dependente do suporte físico, é tentador responder que sim. Por outro lado, ainda continuamos a encontrar artistas - talvez menos do que há uns anos, concedemos - que nos dão vontade de ouvir um disco do princípio ao fim, com um alinhamento coerente, aliciante e nos antípodas de uma playlist em shuffle (que também tem os seus encantos, mas joga noutro campeonato). É deles que nos lembramos no momento de escolher as melhores rodelas musicais que nos chegaram aos ouvidos em 2012, que deixamos abaixo sem nenhuma ordem de preferência.

Como todas as listas pecam por serem incompletas, o espaço de comentários está disponível para outras sugestões.


Caetano Veloso - «Abraçaço»

"Abraçaço" é visto como o último capítulo da trilogia de Caetano Veloso com a Banda Cê, coletivo de jovens artistas que deram uma nova cara à música do cantor e compositor brasileiro. A saga não poderia ter terminado de melhor forma, num álbum que supera os dois anteriores ("Cê" e "Zii e Zie"). "Abraçaço" são 11 faixas com momentos de euforia, reflexão, alegria e tristeza sempre assentes no universo poético inimitável de Caetano.


Mark Knopfler - «Privateering»

Considerado por muitos que o seguem desde os tempos dos Dire Straits um dos grandes génios da guitarra, Mark Knopfler continua a deitar cartas.
Depois de seis álbuns a solo sempre com uma qualidade ímpar, o sucessor de Get Lucky, lançado em 2009 é Privateering.
Mark já tinha avisado que conforme o avançar da idade ia ter tendência a escrever mais, talvez por pânico. Dessa vontade desenfreada de escrever e compor surgiu este novo álbum.
Knopfler pega na guitarra como se de um pincel se tratasse e faz-nos desenhar verdadeiros quadros mentais.
Uns têm molduras verdes e são sobre natureza - “Redbud Tree”, outros são pinturas com muito saudosismo à mistura – “Miss You Blues“ e “Go, Love”, outras são sombrias - “Yon Two Crows”. Seja sobre o que for não há dedos a apontar à grande originalidade das letras e arranjos deste cantor.


Muse - «The 2nd Law»

O sexto álbum dos Muse, apanhou-nos de surpresa. Muitas das canções não eram as que poderíamos esperar encontrar num álbum da banda, e não só pelas influências dubstep. Como sempre, meio mundo gostou, meio mundo odiou. Nós gostámos e muito. É um disco experimental, eclético e com uma grandiosidade que cresce a cada audição. Se queremos que Muse volte a soar a Muse? Sim, mas até lá estaremos à espera para ver “a segunda lei” ao vivo.


Norah Jones - «...Little Broken Hearts»

Norah Jones deixa claro que há muito para desbravar para lá do registo meloso dos primeiros discos. Ao quinto, faz parelha com Danger Mouse na construção de temas à volta do amor e da desilusão. É o disco que nos dá um dos temas mais certeiros na dose de doçura e crueldade de sempre. Em “Miriam”, Norah Jones canta para a rapariga com quem o namorado a traiu. A doce Norah nem é destas coisas, mas embala Miriam até à morte, à vingança, ao ajuste de contas. Até ao fim.


Patti Smith - «Banga»

Aos 65 anos, Patti Smith continua feliz e inspirada a descobrir livros novos, quadros, lugares, amigos, filmes, saudades, viagens e a pôr tudo em música arrumada num álbum. E que bom para nós que gostamos dela. “Banga” é um diário de eventos e acontecimentos dos últimos anos da sua vida, variado na inspiração, coerente no som (mesmo indo do rock à balada à spoken word), com uma simplicidade desarmante nos arranjos e na construção musical. Ouçam e aprendam.

Battle Born

The Killers - «Battle & Born»

Nos últimos anos, poucas bandas de rock cresceram tanto O talento para compor e fazer arranjos perfeitos de músicas que serão sucesso nas rádios e em festivais continua. "Flesh and Bone", "Runaways", "Battle Born"e "The Rising Tide" são exemplos perfeitos disso. Refrões simples, bons backings vocals e a combinação de guitarras, teclado e sintetizadores, que já dava certo há oito anos, é repetida de forma rigorosa.

Led Zeppelin – “Celebration Day” (Atlantic, 2012)

Led Zeppelin - «Celebration Day»

Por uma noite e apenas uma noite só, os veteranos mostraram ao mundo que mesmo com os cabelos grisalhos e algumas rugas ainda era possível dar um ar da sua graça. Duas horas de pura magia nostálgica que fizeram o relógio andar para trás umas boas décadas.
Para Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones foi uma boa maneira de fechar o livro. Depois da morte de John Bonham, nada melhor que convidar o filho deste, Jason para ocupar o lugar do pai. E o rapaz não ficou mal na fotografia.

Blunderbuss

Jack White - «Blunderbuss»

Após moldar e influenciar o rock da década passada, com os dez ótimos discos lançados pelo trio de bandas que liderou (ou co-liderou), Jack White finalmente optou por lançar seu primeiro trabalho solo, Blunderbuss.
O ponto de partida para analisar uma obra deste tipo costuma ser a sua comparação com o restante da discografia do artista em questão. Assim, logo na primeira audição, Blunderbuss deixa claro que não pode ser descrito como um simples ponto médio entre os três antigos grupos de White, mas também não foge daquilo que já foi ouvido neles. Sonoramente, está mais próximo do The Raconteurs, tanto pela instrumentação (guitarra, baixo, bateria, piano), quanto pelo rock setentista influenciado pelo country.

Dead Can Dance   “Anastasis” (PIAS Recordings, 2012)

Dead Can Dance - «Anastasis»

Enquanto estiveram juntos sob a capa dos Dead Can Dance, Bredan Perry e Lisa Gerrard assinaram alguns dos melhores momentos da pop erudita mesclada com as raízes étnicas da World Music. Misturando sintetizadores talhados para recriar ambientes soturnos com ritmos africanos, cantos gregorianos, a mitologia folk celta e onde cabiam também alguns mantras da música oriental, o duo Australiano, foi o expoente daquilo que se pode chamar de “World Fusion New Age”. Ou algumas cabeças mais entendidas houve quem os catalogasse de um estilo chamado: “dream pop”.
É correto afirmar que” Anastasis” é uma progressão lógica dos álbuns da banda editados entre 81 e 96. Eles não trazem nada de novo, antes pelo contrário eles retomam normalmente o seu percurso musical. Simplesmente imperturbáveis.

Leonard Cohen - Old Ideas [leia a crítica da BLITZ 68] -

Leonard Cohen - «Old Ideas»

Continua intacta, a suavidade das canções faladas do canadiano sedutor. Podem ser velhas ideias, mas a nós soam-nos a imagens frescas.
A voz conspícua e sussurrada, raras vezes pesarosa, continua a ter a capacidade de fazer tremer pernas - e paredes - e o respeito com que trabalha as palavras permanece admirável.

300 filmes num só (2012)

2012 está quase a acabar!
Os Maias lá se enganaram e o mundo não acabou!
O Natal já passou e estamos mesmo na recta final de um ano… atípico devido a crises e afins.
Mas no que toca ao cinema o ano de 2012 foi bastante produtivo. Para celebrar o facto temos para partilhar convosco um vídeo que mistura os 300 filmes mais marcantes deste ano!


Os sete minutos que compõem este vídeo impressionam pela quantidade de pedaços de filme e pela qualidade da montagem final. As sequências de cada filme são mesmo muito curtas mas mesmo assim permitem-nos reviver algumas cenas que nos marcaram ou descobrir filmes que ainda não vimos.

Aqui fica o vídeo, para vossa plena apreciação. E enquanto o vêm pensem na resposta que vão colocar nos comentários a esta pergunta: qual o filme que mais vos marcou em 2012?

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