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quinta-feira, 28 de março de 2013

Sócrates, o mitónamo!

Sócrates continua um manipulador intrépido. Há quem lhe chame mitómano, um sujeito que não distingue a verdade da mentira, um impostor convicto, no sentido mais literal da expressão. Um caso psiquiátrico.

Veio, diz, para repor a verdade, contra a "narrativa" dominante. Tem direito, diz, a isso. A RTP fornece-lhe o palco. É a primeira vez que um primeiro-ministro, depois de enterrar o país, recebe da televisão pública um espaço semanal para «repor a verdade». Também é verdade que não houve assim tantos primeiros-ministros a enterrarem o país. E continua a mentir convictamente. Sem pudor. Sem vergonha. Sem nada. Talvez seja mesmo o irremediável caso psiquiátrico que lhe diagnosticam.

Que o desclabro orçamental com que enterrou o país era a norma na Europa, foi assim na Europa, decidimos em Conselho Europeu estimular as economias. É verdade. Decidiram alguma coisa. Ele, com o alto patrrocínio do Dr. Constâncio, que ainda não regressou, fez o resto. E o resto resume-se em flash como se segue. A Europa, a zona euro, a que ele se refere, em 2009 e 2010, foi assim:


Não é preciso grande olho para topar que houve europas razoavelmente diferentes. A que tem o trovão em cima, aquela que, em circunstâncias muito diversas, carregou a fundo no acelerador orçamental e se estampou, teve em 2009, em média, um défice de 11,4% do PIB (sem a Irlanda, caso especialíssmo de colapso bancário, de 10,8%). Portugal teve um défice 10,2%. Em linha, portanto, com a Europa que foi expulsa dos mercados. A que está de fora, a dos restante 12 países do euro, um défice médio de 4,7%. Portugal mais que dobrou a Europa que não caiu.

Em 2010, os países do trovão tiveram um défice médio de 13,3% (sem a Irlanda, de 8,9%). A restante Europa, de 4,2%. Portugal, 9,8%. Em linha, portanto, com a Europa que foi expulsa dos mercados. Portugal mais que dobrou a Europa que não caiu. Repetitivo, não?

Os episódios que trouxeram a Portugal o cúmulo do descrédito internacional davam um cartapácio!

José Sócrates, na sua "valise en carton" trazia a lição bem estudada, tendo baseado a sua mensagem numa narrativa que desconstruiu a imagética criada em redor da sua governação baseada no preconceito ideológico. Todos ficamos a perceber de novo como as auto-estradas, as Energias Verdes, o Investimento Líbio e Venezuelano, e a aposta no cimento e betão das Escolas promoveram o progresso. O endividamento subjacente a estes investimentos, esse, é culpa da ganância dos mercados financeiros, esses patifes que teimam em cobrar juros altos a quem pede dinheiro emprestado para atirar pela janela.

Ficamos ainda a perceber que ao contrário do que acontecia nos anos 80, os socialistas que regressam de Paris, onde passaram uma temporada para se deslumbrarem com a Filosofia, já não citam Derrida, mas já só debitam uma dialéctica auto-justificativa baseada no postulado “narrativa”, expressão que, dizem as estatísticas, foi repetida 57 vezes.
Fonte: O Insurgente

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