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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Navegar na internet sem que os americanos nos apanhem

As notícias sobre a existência do programa PRISM – que permite ao governo americano aceder a todos os nossos dados e comunicações electrónicas – chamou a atenção para uma questão cada vez mais importante: a privacidade na internet. Saber que alguém, sentado num computador, a milhares de quilómetros de distância tem a capacidade de aceder ao conteúdo dos nossos emails, sms, pesquisas, dados pessoais, etc, é, numa palavra, assustador.
No entanto, desligar a ficha do computador ou cancelar o fornecimento de internet não é a solução.
A alternativa passa por tomar medidas simples. Navegar na internet sem deixar rasto? Fácil. Motores de busca que não guardam os nossos elementos? Tranquilo. Usar emails encriptados? Canja. Codificar arquivos no computador? Mais complicado, mas acessível. Comunicar em chats que se auto-destroem? Feito.
Como? Basta lerem e seguirem as instruções que se seguem!
(atenção que o texto está escrito em Português do Brasil)

Imagine que estranho seria encontrar alguém contando fatos pessoais, como os lugares que frequenta, a que horas sai de casa ou o número de telefone, a qualquer um na rua? É isso o que a maioria dos usuários da internet já fizeram e continuam fazendo todos os dias. A quantidade de informações que colocamos à disposição de pessoas que não conhecemos – estejam elas trabalhando para empresas privadas ou governos – é imensa.

Aplicativos, sites navegadores, serviços de e-mail, lojas virtuais, todos eles sabem mais sobre nosso “rastro” virtual do que nós mesmos e, se a política de privacidade permitir, esses dados podem ser vendidos a terceiros.

Desde a década de 90, muitos hackers e militantes da liberdade na internet já pensavam em maneiras de assegurar no mundo virtual a mesma privacidade que temos no real. A saída, concluíram, era popularizar a criptografia, sistema matemático que garante segurança de comunicações através do uso de uma senha, ou “chave”, que “tranca” o conteúdo no envio e o “destranca” no recebimento. Isso pode ser particularmente útil para quem trabalha com informações sensíveis, como jornalistas, ativistas, membros de movimentos sociais e advogados.

Navegação anônima, redes virtuais privadas, programas de encriptação, e-mails protegidos, moedas virtuais e sistema de mensagens instantâneas seguras. Tudo isso existe e está acessível ao grande publico. Depois do lançamento do livro de Julian Assange no Brasil, Cypherpunks, que é, segundo o próprio autor, “um chamado à luta criptográfica” contra a vigilância na rede, a Agência Pública traz um guia fácil para se proteger no mundo virtual:

NAVEGAÇÃO ANÔNIMA

TOR

O que é?

O Tor é um programa desenvolvido pela Marinha americana na década de 1970 e que hoje é sustentado pela ONG Tor Project, apoiada por entidades como a Electronic Frontier Foundation (EFF) e Human Rights Watch, e por empresas como o Google.

Por que usar?

Quando navegamos pela internet, todo o conteúdo que vemos – por exemplo em um site de notícias – está armazenado num servidor localizado em algum lugar do mundo. Para acessá-lo, o seu computador, identificado por um endereço de IP, navega através da rede até o servidor onde está localizado o conteúdo. Ele solicita a página que então volta pela rede até o seu computador.

O que o Tor faz é mascarar o seu endereço IP, levando a sua solicitação por uma rede “amigável” e criptografada. Assim, ele garante o anonimato do seu computador e do servidor de onde partirão os dados com os quais se quer interagir. Se o objetivo é proteger aquilo que você está fazendo – como transmitir dados secretos ou sensíveis – o Tor é a sua melhor ferramenta.

Como usar?

Pelo Tor, também se tem acesso a uma série de páginas que os buscadores tradicionais não encontram (simplesmente porque elas não querem ser achadas). Isso faz do Tor um grande oceano de páginas e conteúdos secretos, privados e até ilegais. Por isso, a melhor forma de se usar o Tor é garantir que o seu antivírus e firewall estejam atualizados, e navegar por redes seguras, protegidas pelo protocolo HTTPS (leia abaixo).

Para baixá-lo, clique aqui. Vale lembrar que a navegação por Tor é mais lenta do que a navegação normal, por conta dessa “capa” de proteção.



Após instalar, execute o “Tor for Browser”


O Vidalia, o iniciador do Tor, vai carregar as configurações e tentar se conectar à rede


Após concluído, o Firefox com Tor abre uma página que informa o estado de conexão com o Tor

Há outras alternativas?

Sim, há outras ferramentas que também são bem fáceis de usar. São elas: Cocoon, ChrisPC Anonymous Proxy, UltraSurf, HideMyAss. Este último tem, assim como o Tor, um software para download que garante o anonimato, mas além disso, usando apenas o site é possível ter acesso a uma série de serviços úteis como o Web Proxy – um acesso alternativo e anônimo a sites – e o Anonymous E-mail.
NAVEGAÇÃO SEGURA

HTTPS Everywhere

A Electronic Frontier Foundation (EFF) é uma ONG que defende os direitos dos usuários e preza pela liberdade e privacidade na rede. Além do Tor, ela aconselha o uso de um simples plugin para o navegador chamado HTTPS Everywhere, que faz com que o seu navegador ande somente por páginas protegidas por criptografia. Basta baixar o plugin, que ele já começa a funcionar.

Para ajudar a explicar, a EFF fez um infográfico que mostra o caminho entre o usuário e o servidor, com todos os possíveis agentes intermediários – desde operadoras de internet até serviços de seguranças e espionagem –, demonstrando como o uso do HTTPS Everywhere junto com o Tor aumenta a sua privacidade. Confira aqui.

Modo “anônimo” ou privativo

Os navegadores mais comuns – Chrome, Firefox e Internet Explorer – oferecem a opção para o usuário de navegar no modo “anônimo” (Chrome), “privativo” (Firefox) ou “InPrivate” (Explorer). É preciso cuidado. Isso não significa, em nenhum dos casos, que o usuário está anônimo. Mas significa que os navegadores não vão registrar o seu histórico, buscas, downloads, cookies (arquivos gravados em seu computador que registram dados de navegação) e arquivos temporários.

Para ativar esse estilo de navegação: no Chrome, você deve teclar Ctrl + Shift + N; no Firefox e no Internet Explorer, aperte Ctrl + Shift + P. Essas são teclas de atalho, é possível encontrar o modo “anônimo” pelo Menu de cada navegador.
EMAIL

Existem algumas formas bem fáceis de enviar e-mail de forma protegida.

1) Crie o seu e-mail em um serviço que garanta a sua privacidade. Sugerimos o Hushmail, Lavabit, Vmail ou o TorMail – cujo acesso só pode ser feito via Tor. Como num email normal, basta criar a conta normalmente. O importante é que há a opção de criptografar as mensagens. A “chave” privada é muitas vezes uma pergunta que apenas o destinatário sabe responder.


TorMail é um serviço de e-mail independente gerenciado na rede Tor


Com o Hushmail, é possível gerar uma chave privada e encriptar o e-mail, tornando-o mais seguro


O destinatário recebe um link que o direciona à página na qual lerá o e-mail
A tela com a pergunta aparece (a resposta é chave)


Só após responder à pergunta, inserindo a chave, o acesso ao conteúdo é liberado

2) Crie contas de e-mail “descartáveis”. Tratam-se de endereços de e-mail gerados temporariamente. Depois de 60 minutos ou 24 horas eles deixam de existir e todos os e-mails enviados para aquele endereço vão com ele. Há muitos serviços assim por aí, mas dois bem populares são o Mailinator e o IncognitoMail.

ARQUIVOS E MENSAGENS

PGP

Você também pode criptografar os arquivos do seu computador para que possam ser enviados pela internet, protegidos pelo “código” ou “chave”, ou mesmo ser carregados no seu computador ou em um pendrive. Nos Estados Unidos, por exemplo, os agentes da alfândega podem revisar o conteúdo de qualquer computador que atravessar a fronteira; se o seu conteúdo estiver criptografado, dificilmente ele sera desvendado.

Um bom programa é o PGP (Pretty Good Privacy), que criptografa qualquer arquivo do seu computador. Você pode fazer o download e a assinatura da versão proprietária aqui ou baixar o software livre similar, o GnuPGP (disponível para Mac OS, Windows e derivados do Linux, ).

O GnuPG criptografa arquivos e mensagens usando a técnica de criptografia de chaves assimétricas. Uma analogia é a de caixas de correios com duas fechaduras, sendo que uma se refere à caixa onde as mensagens serão depositadas e a outra à caixa por onde o dono as receberá e, assim, terá acesso ao seu conteúdo. A primeira chave da sua caixa é pública, todos podem e devem ter acesso a elas para que você possa receber mensagens. A segunda, que permite acesso ao conteúdo das mensagens, é privada.

Esse sistema possibilita que duas pessoas troquem mensagens entre si (basta saberem a chave pública do outro) sem correrem o risco de ter sua comunicação interceptada (já que o acesso só é permitido para quem souber a chave privada). Clique aqui para começar.

Truecrypt


O Truecrypt é outro programa que criptografa de maneira segura qualquer arquivo no seu computador. Para fazer isso, ele cria um “diretório” secreto, criptografado, onde podem ser inseridos os arquivos.

Você pode baixar aqui o programa e executá-lo no seu computador. Depois, pode “criar um volume”, ou container criptografado, em um diretório não utilizado do seu computador (por exemplo, N: ou R:). Crie em local pouco comum e não o nomeie com algo que possa chamar a atenção, como “arquivos importantes”, por exemplo.

Depois, você terás que criar um tamanho para esse “volume” – como, por exemplo, 1 Mb – onde todos os seus arquivos possam ser “guardados” de maneira segura. Então sera a vez de criar uma senha segura à qual apenas você terá acesso. O container criptografado pode ser aberto em qualquer computador que possua o Truecrypt. Com o container “montado”, ou “aberto”, é possível copiar arquivos e também apagá-los, como num arquivo comum. Clique aqui para ver o passo a passo.
BUSCADORES ALTERNATIVOS

Buscadores são serviços que procuram conteúdos desejados a partir de palavras-chave em inúmeros servidores. O mais usado no mundo é bom e velho Google. O problema é que, por saberem de tudo sobre o que você deseja mais informações, eles são donos de boa parte do seu comportamento na web, dos seus anseios e das suas áreas de interesse, por exemplo, que podem ser vendidas a anunciantes interessados em direcionar publicidade para você – ou enviar um alerta caso você esteja investigando algo sensível.

Para quem gosta de privacidade, isso é péssimo.

A saída é usar buscadores que o mantenham anônimo, não registrem nada sobre o seu uso e sejam tão eficientes quanto o Google.

Como usar?


Os dois buscadores mais recomendáveis são o DuckDuckGo e o StartPage. O primeiro foi criado no fim de 2008 e não guarda seus dados de navegação, usando um misto de busca do Yahoo, Wikipedia e Wolfram Alpha. O StartPage usa o motor de buscas do Google, mas garante a privacidade do usuário, não registrando seu IP e não permitindo cookies.
=> CHATS

Há muitas maneiras de se comunicar com amigos via chat de forma segura. Uma delas é bem simples porque é feita através de serviços de mensagens que se autodestroem; a outra é a utilizada por Jacob Appelbaum, colaborador do WikiLeaks e o hacker apontado como “o homem mais perigoso do ciberespaço”.

Como usar?

Há na internet muitos serviços online gratuitos de envio de mensagens encriptadas, que exigem uma chave privada para se ter acesso, e que se autodestroem em um tempo determinado pelo autor do conteúdo.

Alguns são bens fáceis de usar e trazem aplicativos para Android e iOS, como o Burnote, Privnote e o Wickr. É simples: faça uma conta, crie uma mensagem, estabeleça uma senha que os participantes da conversa saberão, defina o tempo para autodestruição e envie o link (por e-mail, no caso do Burnote, ou diretamente para o contato, caso do Wickr).


Gera-se a mensagem, coloca-se senha, tempo para autodestruição e o e-mail do destinatário.


Após clicar no link da mensagem e colocar a senha, quem a receber terá a determinada quantidade de tempo para ler o conteúdo escondido (com uma espécie de lanterna virtual) e responder.

Jabber


Crie sua conta no Jabber, baixe o software para chat chamado Pidgin, indicado pelo Jacob, e baixe este plugin para o Pidgin, que garantirá criptografas todas as mensagens trocadas (o chamador OTR, sigla para off-the-record messaging). Instale o Pidgin e o plugin.Execute o Pidgin e adicione a sua conta do Jabber.Em “Protocolo”, selecione “XMPP” (nome atual do Jabber), em “Nome de usuário” coloque o nome da sua conta do Jabber; em “Domínio”, coloque “jabber.org” e a senha. Defina um apelido e clique em “Adicionar”.

Criada a conta, vamos ativar o plugin OTR. Vá em “Ferramentas” e “Plugins” (ou tecle Ctrl + U). Procure por “Off the Record Messaging” e clique em “Configurar Plug-in”. Selecione sua conta do Jabber e libere as opções “Enable private messaging”, “Automatically enable private messaging” e “Don’t log OTR conversations”. Isso fará com que o Pidgin detecte quando o seu contato usa OTR e gerará uma conversa privada, com uso de senha, para os dois; e também não arquivará o histórico da conversa. Clique em “Generate” para gerar a sua “impressão digital”, é ela que vai mostrar para o seu amigo que você é você.

Pronto, feche e adicione seus contatos (Ctrl + B) e inicie seus chats de forma segura.

Vale lembrar que de nada adianta usar todos esses recursos, que te permitem uma navegação segura e anónima, se você disponibilizar seus dados em sites como Facebook, Google +, Youtube, ou outros. Ter cuidado com o seu “rasto” digital depende apenas de você.

Fonte: Pública

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O novo serviço Mega do DotCom é seguro?

O mais recente projecto do DotCom, o serviço de partilha de ficheiros Mega, já está online mas teve um início atribulado. O site do Mega não conseguiu dar resposta a todas as visitas naquele dia e depois surgiram algumas dúvidas acerca de segurança deste sistema.


Quase um ano após o famoso site Megaupload ter sido fechado por ordem judicial, o seu criador lançou um novo serviço que diz ser melhor que o anterior e que é superior à concorrência.

Para mostrar o seu novo serviço Mega, DotCom organizou um grande evento de lançamento com bailarinas, música e direito a transmissão online. Mas as coisas não correram tão bem pois DotCom subestimou um bocado os acessos e o sistema Mega viveu períodos difíceis nas horas iniciais, não devido ao sistema de partilha em si mas devido à parte dos novos registos de utilizador e de todo o processo inicial para a escolha da password, uma peça super importante neste novo sistema. Calcula-se que só no primeiro dia tenham sido registados cerca de 1 milhão de utilizadores e que cerca de outras 200 mil contas não foram registadas naquele dia por falta de resposta do servidor.


Após as primeiras horas levantaram-se algumas questões de segurança e foram apontadas algumas falhas na implementação do novo sistema. Uma das falhas apontadas é o facto de não ser possível recuperar uma password perdida ou mudar a password (coisas que geralmente podemos fazer em qualquer outro site onde temos contas pessoais). Outra falha apontada é o facto desta password ser fulcral para o algoritmo utilizado para cifrar a informação trocada entre o servidor e o utilizador.

No dia seguinte ao lançamento, DotCom pediu desculpas pela má resposta do sistema nas primeiras horas e mais tarde lançou um desafio online: quem conseguir quebrar a segurança do sistema recebe um prémio.
DotCom também informou que irá lançar brevemente os serviços Megabox orientado para o mundo música e o serviço Megavideo para o vídeo.


Mas expliquemos um pouco o que é o serviço Mega e como é que funciona.

O serviço Mega é um serviço de storage e de partilha de ficheiros online. Baseia-se um pouco no conceito de Cloud pois os utilizadores fazem tudo pelo site e o servidor encarrega-se de fazer parte do processamento da informação. Cada utilizador pode guardar gratuitamente até 50GB de informação online ou pode pagar uma mensalidade (entre $13 a $40) para poder guardar entre 500GB a 4TB de informação.

O serviço Mega não precisa que o utilizador instale qualquer aplicação adicional no seu computador. Os browsers de hoje em dia já são suficientemente potentes para correr grandes quantidades de javascript sem qualquer problema, portanto o sistema Mega usa e abusa desta linguagem para efectuar o processo de cifrar a informação a enviar e para decifrar o processo da informação a receber. O algoritmo de cifra é bem conhecido (e assim é que deve ser!) e a sua implementação ficou a cargo da comunidade Open-Source. Com este sistema, o serviço Mega pode funcionar em todos os sistemas operativos e em todas as arquitecturas sem qualquer esforço adicional. Mais uma vantagem da filosofia Cloud.

O algoritmo de cifra é o AES com uma chave de 128 bits aliado a um sistema RSA de chaves públicas e privadas com 2048 bits. No meio disto tudo existe uma chave (que é a password do utilizador) que é muito importante pois é a partir dela que irão ser originadas todos os componentes necessários para um algoritmo de cifra funcionar. Durante o processo de aquisição desta chave mestra, o sistema Mega também informa que recolheu dados sobre a posição do rato e sobre algumas teclas impressas desde que o utilizador acedeu ao site. Estes dados serão utilizados durante o processo de criação de números aleatórios pois também eles desempenham um papel importante em todo o processo de obter boas chaves públicas e privadas. Depois de obtida a chave mestra, é apenas guardado o Hash dela no servidor (ou seja, os administradores do sistema não sabem a password assim tão facilmente).


Quanto à informação essa fica toda guardada no servidor (guarda em duplicado mas a cópia não ocupa espaço na conta do utilizador) mas fica cifrada. Depois podem dar um link aos vossos amigos e dar a chave pública para que eles possam tirar documentos ou ficheiros que estão na vossa nuvem. Atenção que os movimentos e a informação não é totalmente anónima.

Tudo isto parece ser muito robusto e cheio de segurança mas o calcanhar de Aquiles do sistema Mega foi identificado logo desde muito cedo. É o utilizador. Ou melhor, indirectamente é o utilizador porque da maneira como o sistema está arquitectado, a maior fatia da responsabilidade vai cair no utilizador pois se a sua password for capturada toda a gente tem acesso à sua informação e pode partilhar em nome dele. Houve já quem provasse que com técnicas de cross-site scripting é possível aceder à conta de um utilizador utilizando sessões antigas que geralmente são guardadas pelos browsers. Num sistema de burla mais avançado, é possível mascarar o site Mega com um outro site idêntico, que continua a servir os mesmos ficheiros (que são de facto os ficheiros que o utilizador tem) mas que começa a pedir ao utilizador para inserir mais informação, como a sua conta do Facebook ou de outras redes sociais, ou até mesmo códigos PayPal.

Atenção que não estamos a dizer que só o sistema Mega é que sofre deste mal, muitos outros sites têm algumas falhas de segurança, mas pelo menos os outros sites têm a possibilidade de destruir a password antiga do utilizador e obrigar este a inserir uma nova. No sistema Mega tal não é possível pois todos os dados seriam perdidos uma vez que os ficheiros se encontram também cifrados no servidor.


O serviço Mega, conforme o conhecemos hoje, é tal e qual o serviço disponibilizado pelo DropBox, pelo Google Drive ou pelo SkyDrive da Microsoft. As duas maiores diferenças está no sistema de cifra utilizado e na maior quantidade gratuita de espaço na nuvem. Mas verdade seja dita, o serviço do DotCom está a ter muito mais aderência do que os outros serviços e irá causar certamente mossa neste negócio. Pode ser que dê um abanão aos

E agora pergunto aos leitores, utilizadores do sistema Mega, qual é a sensação de segurança que têm e se este problema do reset (ou da recuperação) da password é realmente grave e causa-vos diferença?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

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