sexta-feira, 3 de maio de 2013

Facebook: Vítor Gaspar para Passos Coelho

Neste dia... na História!...

Nova Constituição japonesa após a guerra
3 de maio 1947


Entra em vigor a Constituição japonesa do pós-guerra. Em vez de reclamar danos e prejuízos ao Japão após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos injectaram dois mil milhões de dólares na economia nipónica.
Com a esperança de salvar o país da ameaça comunista, as autoridades americanas da ocupação trabalharam dia e noite na reconstrução do país de acordo com o modelo norte-americano. Quando o governo japonês se mostrou incapaz de redigir uma constituição aceitável, o Comandante-Chefe Douglas MacArthur ordenou à sua jovem equipa que redigisse um documento.
Os oficiais japoneses aceitaram a minuta norte-americana com algumas pequenas correcções. A Constituição proporcionava sufrágio universal, retirava do poder o Imperador Hirohito deixando-o como uma figura simbólica, elaborava uma Declaração de Direitos, abolia a nobreza e proibia o Japão de declarar e combater noutra guerra.


Primeiro voo comercial
3 de maio de 1919


No dia 3 de maio de 1919 realizou-se o primeiro voo americano de passageiros, cujo trajeto foi Nova Iorque - Atlantic City. Em apenas 40 minutos, os passageiros chegaram ao seu destino, em oposição às três horas que durava a viagem de carro.
Tanto nos Estados Unidos, como na Europa, diversas companhias aéreas compraram aviões que tinham sido utilizados anteriormente na Primeira Guerra Mundial pelo setor militar e começaram a usá-los para transportar carga e passageiros.
Durante o período de paz, entre as duas Grandes Guerras, a aviação viveu a sua época de ouro, desenvolvendo de forma espetacular a tecnologia e o design para os aviões comerciais. As mudanças mais significativas foram a substituição da madeira por metal, de forma generalizada, e os motores que tiveram um grande aumento de potência.

A semana... em Cartoons!












Fonte: HenriCartoon

O discurso dominante

A grande maioria dos comentadores e dos jornalistas criticam hoje veementemente as medidas financeiras que o primeiro-ministro se prepara para anunciar, parte das quais foram hoje objecto de fugas de informação seleccionadas e noticiadas ao longo do dia de ontem.

As críticas não se limitam porém ao governo e aos cortes que ele se prepara para fazer. Afirmam, com a mesma convicção, que o único partido que poderia ser alternativa de governo – o PS – não constitui verdadeiramente uma alternativa. Aliás, qualquer proposta que venha do PS é imediatamente classificada como demagógica ou irrealista por jornalistas (estes através de fórmulas do tipo fact-checking) e por políticos-comentadores .

Ora, a crítica ao governo e a afirmação sistemática e paralela de que o PS (ou qualquer dos outros partidos) não constitui alternativa, mostram que ao imporem enquadramentos para definir e construir a realidade social os média limitam a discussão, impedem a compreensão dos factos e o acesso de vozes alternativas.

As notícias e os debates sobre a crise económica e financeira nacional e internacional têm em grande parte contribuído para esconder muitas das suas verdadeiras causas, isto é, limitam o conhecimento, “cegando” a realidade em vez de a revelarem.

As notícias sobre a crise apoiam-se nas estruturas e nas fontes institucionais ao mesmo tempo que as reproduzem. Os procedimentos profissionais que levam os jornalistas a solicitarem a comentadores e a políticos profissionais reacções e comentários aos acontecimentos, mais não fazem do que legitimarem o status quo.

Em suma: os enquadramentos jornalísticos das notícias sobre a crise produzem e ao mesmo tempo limitam o seu significado, criando a convicção de que “o governo pode ser mau mas a oposição não é melhor”. É este o discurso dominante sobre a crise que os média reproduzem e alimentam.

Fonte: Vai e Vem

Boca do Inferno: Contra a mariquice política


Levar a cabo políticas que aumentam o desemprego e a pobreza é coragem. Cantar é um exagero. Um estudo da mariquice política deve começar por analisar o modo como o canto coral passou a ser considerado um exagero.

Tendo nascido no dia 28 de Abril de 1974, não vivi um único minuto sob um regime político autoritário. Tirando aqueles anos do Cavaco. E aqueles do Sócrates. E agora estes. Mas nunca vivi sob autoritarismo a sério. Aquele que prende, tortura e mata. Nunca vivi num daqueles regimes em que é preciso ser um herói para fazer o que eu faço - e nos quais, por isso mesmo, eu me dedicaria, evidentemente, a outra actividade. Também não me lembro dos tempos do PREC, mas ouço dizer que houve exageros. Que surpresa. Ao fim de 50 anos de ditadura, a liberdade chega e há exageros durante uns meses. Vá lá uma pessoa perceber isto. O problema do exagero, em política, é que só é apreciado quando quem o comete veste fato e gravata. Nesse caso, não se chama exagero: é coragem política. Só os barbudos mal vestidos é que exageram.

Há um livro do Lewis Carroll, chamado Sylvie e Bruno, que começa com uma multidão confusa a exigir, aos gritos: "Menos pão! Mais impostos!" Como se trata de uma turba, na rua, tem graça. Mas Vítor Gaspar faz o mesmo e é muito menos engraçado. Eis como a mesma piada, dita por pessoas diferentes, pode ter resultados distintos. Em reacção à política do Governo, um grupo de pessoas foi cantar para junto de altos dignitários. Como é evidente, exageraram. Levar a cabo políticas que aumentam o desemprego e a pobreza é coragem. Cantar é um exagero. Reparem que ninguém queimou pneus, nem partiu montras, nem pilhou lojas. O exagero foi cantar. Entoou-se uma melodia exageradamente. Um estudo da mariquice política deve começar por analisar o modo como o canto coral passou a ser considerado um exagero.

Além disso, há um movimento chamado Que se Lixe a Troika. Outro exagero. Que se lixe a troika? Ui, que expressão tão feia. E depois? Como pagamos salários e mantemos serviços públicos, se é com o dinheiro que a troika caridosamente nos oferece que conseguimos fazê-lo? São objecções que se inserem igualmente no âmbito da mariquice política. Os críticos da divisa Que se Lixe a Troika preferiam uma palavra de ordem mais sensata e educada. É possível que tolerassem melhor o hipotético e muito mais cordato movimento "Que olhemos de um modo moderadamente crítico para a troika, sobretudo no sentido em que talvez os prazos estipulados sejam demasiado curtos e as metas impostas relativamente irrealistas, agravando assim a crise, mas realçando ao mesmo tempo os benefícios que nos traz o empréstimo, por muito que eles sejam atenuados pelo que ficou dito atrás." Talvez esta formulação fosse menos exagerada, mas mesmo assim não garanto. Isto é gente que diz "apre!" quando martela o dedo.

Fonte: Ricardo Araújo Pereira in Visão

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ainda o 1º de Maio: Carta aberta de uma criança no dia do trabalhador

No mundo inteiro celebra-se hoje, 1 de Maio, o Dia do Trabalhador. Muitos de vós não saberão que o dia 1 de Maio foi escolhido para homenagear os trabalhadores de Chicago que, em 1886, começaram a reivindicar o dia de trabalho com oito horas, o que veio a ser constituído como regra na maior parte dos países.

Mas não para nós, companheiros e companheiras. Nós que andamos nas escolas temos cargas horárias que podem ir até às onze horas por dia, se juntarmos as horas nos ateliers de tempos livres, as horas curriculares, as actividades de enriquecimento curricular e a componente de apoio à família. Não podemos aceitar esta situação.

Dizem os adultos que, fora da escola, não há quem tome conta de nós quando estão a trabalhar. Mudem a organização do trabalho e a gestão dos horários deles. Não sendo nossa a responsabilidade pela situação profissional dos adultos, não temos que sofrer nós as consequências. Muitos de nós, companheiros e companheiras, acabamos por estabelecer péssimas relações com os nossos locais de trabalho, as escolas, com tanto tempo lá vivido e, por vezes, mal vivido.

Além disso, quando chegamos a casa já quase não temos tempo e disponibilidade para a vida familiar, para a relação, para a brincadeira, como os nossos pais e irmãos que, como sabem, é fundamental para a qualidade de vida dos seres humanos. Aliás, muitos de nós ainda somos obrigados a levar trabalho para realizar em casa ou continuar a trabalhar em centros de explicações. É também isto que faz parte do estado social de que os adultos tanto falam, a pensar sobretudo nos problemas deles que, sendo importantes, não devem fazer esquecer os nossos.

Os adultos lutaram por mudanças nas condições do trabalho, com preocupações de ergonomia e criatividade nas tarefas. E nós? O equipamento é, frequentemente, de má qualidade, tarefas muitas vezes repetitivas geridas por profissionais com formação inadequada, horas e horas sentados em mobiliário desconfortável. Ninguém pensa no risco de desenvolvermos doenças profissionais e nas consequências ao nível da motivação para progredirmos nas nossas carreiras. Este ano, numa medida inaceitável muitos de nós, dos mais novos, sofremos um processo de deslocalização, obrigam-nos a ir realizar exames foras dos nossos locais de trabalho habituais. Os adultos sempre cuidaram primeiro de si e dos seus direitos e só depois, de nós e dos nossos direitos. Não existem estruturas representativas dos nossos interesses e a nossa voz é pouco ouvida, por isso, muitos de nós tanto gritam e assumem comportamentos de indignação e revolta. Se já tivéssemos a capacidade de votar talvez nos prestassem mais atenção, mas temos que ser exigentes.

É chegada a hora de nos ouvirem. Assim, proclamamos e exigimos:
“As crianças e jovens em idade escolar exigem que lhes seja reconhecido e estabelecido o direito a que o seu dia de trabalho não ultrapasse as sete horas, como já acontece para muitos adultos”.

Fonte: José Morgado in Público

Cinema Paraíso: Estreias da semana (Destaques)

O Capital
Le Capital

Detalhes

Ano: 2012
Género: Drama
Realizador: Costa-Gavras
Intérpretes: Gad Elmaleh, Gabriel Byrne, Natacha Régnier, Céline Sallette, Liya Kebede, Hippolyte Girardot, Daniel Mesguich, Olga Grumberg

Sinopse

“O Capital” é um filme adaptado a partir da obra de Stéphane Osmont e que terá a realização de Costa-Gravas. Com Gabriel Byrne, Gad Elmaleh, Natacha Regnier, Céline Sallette, Liya Kebede, Hyppolite Girardot, Daniel Mesguich e Bernard Le Coq no elenco, o filme oferece um retrato selvagem e implacável do patrão do maior banco europeu, e não deixará ninguém imune. Um dos traços da obra literária é a sede pelo dinheiro e pelo poder que nos vai levar até à elite financeira e ao jet set internacional do mundo dos negócios que circula entre Paris, Londres, Nova Iorque e Tóquio. Ligações ao mundo das drogas e do sexo serão também o foco de um filme que promete ser provocador, bem ao estilo de Costa-Gravas.
“O Capital” segue os meandros do mundo da Banca através da ascensão de Marc Tourneuil, um empresário sem escrúpulos, à direcção de um dos mais importantes bancos europeus.
Sob o mote “continuaremos a roubar aos pobres para dar aos ricos”, o realizador desvenda alguns dos jogos de poder que garantem o aumento de capital e constante enriquecimento dos bancos.

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IMDB

Trailer



Fogo Contra Fogo
Fire With Fire

Detalhes

Ano: 2012
Género: Ação, Crime, Drama
Realizador: David Barrett
Intérpretes: Bruce Willis, Josh Duhamel, Rosario Dawson, Vincent D’Onofrio, 50 Cent, Richard Schiff, Vinnie Jones, James Lesure, Quinton “Rampage” Jackson, Arie Verveen, Bonnie Somerville, Nnamdi Asomugha, Kevin Dunn, Danny Epper

Sinopse

O filme “Fogo Contra Fogo” retrata a inesperada luta do bombeiro Jeremy Coleman para salvar a sua vida, e a vida daqueles que ama, depois de testemunhar um brutal assassínio numa loja de conveniência. Apesar de ter sido colocado num programa de proteção de testemunhas dos US Marshals, a sua nova identidade é descoberta e Hagan – o assassino – promete vingança.
Uma noite, depois de um cansativo dia de trabalho, Jeremy Coleman (Josh Duhamel), bombeiro de profissão, presencia um crime brutal numa loja de conveniência. Como única testemunha, é convencido pelo detective Mike Cella (Bruce Willis) a depor contra Neil Hagan (Vincent D’Onofrio), o autor dos disparos.
Quando a sua vida é ameaçada, Jeremy é colocado sob o programa de protecção de testemunhas, mudando-se para a cidade de Nova Orleães.
Porém, enquanto se esforça por recomeçar a sua vida sob outra identidade, um erro judicial põe Hagan de novo em liberdade. Revoltado e cheio de desejo de vingança, o assassino apenas deseja encontrar o homem que testemunhou contra si.
É assim que, ao perceber até que ponto aquela é uma situação limite, o ex-bombeiro decide combater o fogo com fogo e, antecipando a jogada do seu adversário, eliminar Hagen e os seus homens, um a um.
Um “thriller” de acção com realização de David Barrett segundo um argumento original de Tom O’Connor.

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Trailer


Fonte: CinemaPTGate

Neste dia... na História!...

Avistado o lendário Monstro do Lago Ness
2 de maio 1933


Embora as histórias sobre um monstro aquático que vive no lago escocês Ness datem de há 1500 anos, a lenda moderna inicia-se quando é avistado e aparece nas notícias locais dia 2 de Maio de 1933. Alguns jornais londrinos mandaram enviados especiais para a Escócia e até um circo chegou a oferecer 20.000 libras esterlinas de recompensa pela captura do famoso monstro.
Uma famosa fotografia de 1934 mostrou uma criatura parecida com um dinossauro, com um pescoço comprido surgindo das águas enlameadas do lago, o que levou alguns a acreditar que Nessie era o único sobrevivente de um antigo e extinto Plesiossauro. Desde então, uma vasta sucessão de investigadores têm utilizado todo tipo de máquinas, como sonares submarinos e vídeo para tentar encontrar a prova definitiva da existência do Monstro do Lago Ness.
Algumas revelações de 1994 disseram que a famosa fotografia de 1934 tinha sido um grosseiro engano, para despertar o entusiasmo dos locais.


Primeiro-ministro britânico
2 de maio de 1997


No dia 2 de maio de 1997 foi eleito o Primeiro-ministro de 44 anos, o mais jovem dos últimos 185 anos: o político Tony Blair. Blair esteve no cargo do Governo entre 1997 e 2007, com o Partido Trabalhista.
Não há dúvida de que o maior sucesso da sua carreira política foi quando, em julho de 2005, o grupo terrorista IRA decidiu acabar com a luta armada, graças a mais de dois anos de negociações com o poder britânico.
Desde que pôs fim à sua atividade política em 2007, Blair decidiu dedicar-se a outra atividades, como o trabalho como assessor em diversas empresa do setor energético e financeiro.


É criado o Banco Central Europeu
2 de maio de 1998


A 2 de maio de 1998, o Conselho Europeu decidiu por unanimidade que 11 Estados-Membros, (Bélgica, Alemanha, França, Irlanda, Itália, Espanha, Luxemburgo, os Países Baixos, Áustria, Portugal e Finlândia) cumpriam os requisitos necessários para receber a moeda única a 1 de janeiro de 1999.
Só dois países, por referendo popular, não aderiram à Zona Euro: o Reino Unido e a Dinamarca. A 25 de maio de 1998, os Governos dos 11 Estados-membros nomearam o Presidente, o Vice-Presidente e os quatro membros do Comité Executivo do BCE. A tomada de posse efetiva de tais cargos teve lugar a 1 de junho de 1998.
O Banco Central Europeu é a instituição que administra a política monetária dos países que integram a Zona Euro e um dos Bancos Centrais mais importantes a nível mundial.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Neste dia... na História!...

1º de maio - Dia do Trabalhador
1 de maio (....)


Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, no dia 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte deFrança é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.
Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.
Dia do Trabalhador em Portugal
1º de Maio na cidade do Porto
Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.
O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).
No Algarve, assim como na Madeira e Açores é costume a população fazer piqueniques e são organizadas algumas festas nas regiões.


Inauguração da Exposição Universal de Londres
1 de maio 1851


A primeira grande Exposição Universal da história é inaugurada no Palácio de Cristal, em Londres

Inauguração do Empire State Building
1 de maio de 1931


No dia 1 de maio de 1931, o Presidente Herbert Hoover inaugurou o Empire State Building na cidade de Nova Iorque, o edifício mais alto do mundo até 1972, o ano em que terminou a construção das Torres Gémeas.
O emblemático edifício situa-se no cruzamento da Quinta Avenida com a 34th Street (West Side) e foi nomeado pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.
A planta do edifício foi desenhada por William F. Lamb em apenas duas semanas. Mais de 3.400 trabalhadores participaram nas obras que começaram a 17 de março de 1930.


Nasce Santiago Ramón y Cajal
1 de maio de 1852


A 1 de maio de 1852 nasceu Santiago Ramón y Cajal, cientista espanhol e líder da chamada "Geração de Sábios". Estudo Medicina na Universidade de Saragoça e fez o doutoramento em Madrid. No ano de 1885 estudou a epidemia da cólera que assolou as principais cidades espanholas.
Em 1892 foi nomeado professor catedrático em Histologia da Universidade de Madrid, onde trabalhou até ao fim dos seus dias. A partir de 1888 dedicou-se ao estudo das conexões das células nervosas, o que veio a melhorar as já formuladas por Camillo Golgi. Graças a isso, conseguiu demonstrar que o neurónio é o constituinte crucial do tecido nervoso. Foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1906.
Entre as suas publicações destaca-se "Histologia do Sistema Nervoso do Homem e dos Vertebrados" de 1905. Em 1922 fundou, em Madrid, o Instituto Cajal para o desenvolvimento da investigação neuro-histológica.

Street Art

Street Art by ROA at Los Muros Hablan in San Juan, Puerto Rico 1

San Juan, Puerto Rico

1 de Maio: Arménio Carlos começa o dia no Pingo Doce e só depois vai para as manifestações



«Depois vou para as manifestações, calma, porque não sei se tenho vagar, deixe lá ver como é que são as promoções, porque se for como da outra vez, não me apanham nas manifestações, pois é preciso ir várias vezes a casa pôr as compras e voltar», corrigiu Arménio Carlos, que confirma, no entanto, que vai começar amanhã o dia na fila para o Pingo Doce.

Questionado sobre o facto de as pessoas estarem à sua espera nas acções da CGTP, o líder da intersindical foi peremptório: «Quais pessoas? Vai estar tudo no Pingo Doce. E se quiserem posso discursar lá, enquanto estamos nas fila, até ajuda a passar o tempo.»

terça-feira, 30 de abril de 2013

A arte de evaporar: os 20 melhores "one hit wonders" dos últimos vinte anos

Conhecemo-los, sobretudo, por uma canção. Aquela canção e mais nenhuma. Lembra-se deles?

4 Non Blondes - What's Up (1993)



Collective Soul - Shine (1993)


Soul Asylum - Runaway Train (1993)


Fool's Garden - Lemon Tree (1995)


Joan Osborne - One of Us (1995) 


White Town - Your Woman (1996) 


Dodgy - Good Enough (1996) 


Cornershop - Brimful of Asha (1997) 


Chumbawamba - Tubthumping (1997) 


The Wannadies - You and Me Song (1997) 


Natalie Imbruglia - Torn (1997) 


Macy Gray - I Try (1999) 


The Vines - Get Free (2002) 


Radio 4 - Dance To The Underground (2002) 


The Darkness - I Believe in a Thing Called Love (2003) 


Electric Six - Danger! High Voltage (2003) 


The Von Bondies - C'mon C'Mon (2004) 


Gnarls Barkley - Crazy (2006) 


Peter Bjorn and John - Young Folks (2006) 


I'm From Barcelona - We're From Barcelona 


Estelle - American Boy (2008) 


Fonte: Blitz

Neste dia... na História!...

Hitler suicida-se
30 de abril 1945


O Führer Adolf Hitler suicida-se. Antes de iniciar o assalto à Europa, Hitler (1889-1945) assegurou aos seus seguidores que o Terceiro Reich duraria 1.000 anos. Doze anos depois, nas semanas prévias à libertação da Europa por parte dos aliados, Hitler retirou-se para o seu bunker por baixo da Chancelaria de Berlim enquanto o império nazi ruía.
No dia seguinte ao casamento com a sua amante, Eva Braun, o casal suicidou-se através da ingestão de cápsulas de cianeto. Dois dias depois, soldados do Exército Vermelho encontraram os restos carbonizados dos seus corpos na cratera de uma bomba.


Richard Nixon cede
30 de abril de 1974


No dia 30 de abril de 1974, o Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, entregou as gravações que dispunha sobre o escândalo Watergate à comissão investigadora do caso.
O escândalo político chamado Watergate rebentou em 1972 e afetava diretamente o Presidente e os seus conselheiros mais próximos. A imprensa revelou que Nixon e os seus assessores não só foram responsáveis por um roubo na sede do Comité Nacional do Partido Democrata, como também estavam implicados em crimes, abusos de poder, fraudes, espionagem política, sabotagens e escutas ilegais em grande escala, entre outros delitos.
As gravações continham material secreto que o Presidente gravou na Casa Branca e que demonstravam claramente que o Chefe de Estado tinha obstruído a Justiça e tentado esconder o roubo. As gravações ficaram conhecidas como "Pistola Fumegante", e o Supremo Tribunal dos Estados Unidos obrigou-o a entregá-las.
Finalmente, Nixon apresentou a sua demissão a 9 de agosto de 1974, enquanto os outros envolvidos foram detidos.

O discurso que daria a maioria absoluta a Seguro

Portuguesas e portugueses, a partir de hoje tratar-vos-ei como pessoas normais, a começar pela forma como vos endereço. Assim, portugueses, quero que compreendam que este discurso me afastará da liderança do Partido Socialista. Será impossível manter o apoio dos meus camaradas após dizer-vos a verdade. Mas tenho que o fazer. Alguém tem que o fazer. Os que o fazem são por vós ridicularizados. A culpa é nossa, que temos uma máquina de propaganda completamente obliteradora do vosso pensamento crítico. Eu tenho que o denunciar. Sempre vos pretendemos estúpidos, susceptíveis à manipulação e prontos a votarem em nós em troca de um osso. Nem compreendeis que sóis vós quem o paga. Desculpem-me. Eu também sou responsável por isso.

Portugueses, estamos muito mal. A culpa é do nosso partido. Durante décadas tivemos um modelo de desenvolvimento económico baseado no dinheiro dos outros, através de intervenção estatal desmedida e – hoje reconheço-o – causadora de desigualdades sem par. O Partido Socialista é o maior responsável, graças aos anos de governação obtidos traindo a confiança dos eleitores. Não fomos só nós. Porém, foi-nos dada a oportunidade de governar durante mais tempo que aos outros, o que só nos permitiu fazer mais asneiras dispersas por um período de tempo maior, com acesso a quantidades de dinheiro para vós inimagináveis. Seria fácil culpar os outros partidos que governaram: eles também têm culpa. Mas depois do que fizemos, seria sempre irrelevante essa contabilidade.

O nosso último governo ultrapassou todas as marcas. Passamos de uma dívida pública em grau aceitável para o total descontrolo despesista. Fomos levados pela parvoíce clássica de investir na economia, como se Keynes tivesse escrito apenas a página que nos interessa. Hoje vemos que não causamos qualquer crescimento. Pelo contrário, teria sido menos gravoso ter queimado o dinheiro que gastamos. Pedimos desculpa a Keynes, que tanto maltratamos.

Portugueses, não temos perdão. Mas temos uma mudança de rumo, uma alternativa que – caso confiem em nós contra todas as evidências demonstradas – permitirá sairmos deste pântano que criamos. Não será fácil. Exigiremos muita compreensão da vossa parte. Implicará sacrifícios que vos farão ter saudades de 2012 e 2013. Implicará que muitos de vós perderão o emprego, perderão subsídios, perderão apoio da rede social que expandimos até à explosão.

Isto não é conversa. Tenho propostas reais. A primeira é a redução de despesa. Pretendemos reduzir 30% na despesa. Não em gorduras, não em excessos: terá que ser na massa salarial. Os vossos salários, por muito baixos que possam ser por outros padrões de vida, são excessivos para o que, como país, produzimos. Isto é particularmente verdade para a função pública, que por definição, não produz, apenas consome recursos na tentativa de providenciar um serviço. Temos que despedir funcionários públicos, com indemnizações reduzidas. Temos que reduzir o nível dos serviços, nem que isso implique uma perda de qualidade, já que a quantidade, essa é mais que evidente que não conseguimos manter. Não há outra forma.

A segunda proposta é renegociar a dívida: queremos menos tempo para a pagar. Não podemos arrastar durante décadas a situação, temos que nos livrar deste problema o mais rapidamente possível. Decerto os nossos credores estarão dispostos a negociar e com isso reduzir a taxa de juro que pagamos. Todos ganhamos com isso.

A terceira proposta é retirar as balelas da Constituição. Impor limites não só ao endividamento como à sua variação anual. Era uma Constituição bonita, poética, mas irrealista e parva. O mundo não é assim. Vocês não são assim. Eu não sou assim.

A quarta proposta é a imposição de um limite ao défice, nunca superior a 3%, que terá que balancear em 0% no período de 4 anos. Isto é aliado ao limite ao endividamento e permitirá a sustentabilidade do Estado.

A quinta proposta é a redução da carga fiscal, quer aos trabalhadores, quer às empresas. Esta redução decorrerá paralela à redução do défice, e atingirá um tecto máximo, que será o máximo permanente. Esta redução será feita em 4 anos, o dobro do tempo para a redução do défice para 0% ou menos.

Se já tivéssemos feito isto há dois, três, quatro, cinco anos, hoje não teríamos o desemprego que temos. Peço-vos que aguentem os próximos dois anos: o desemprego vai aumentar, e muito. Não temos dinheiro para vos pagar subsídios. Desculpem. Tentem o apoio familiar, as instituições de caridade e até emigrar. Não temos soluções para esses meses excepto penar. Não adianta dourar-vos a pílula. Recorram o mais possível ao comércio paralelo: vamos fechar a ASAE já amanhã. Tentem arranjar formas de vos safarem.

Valerá a pena. Mas compreendo que agora já não queiram confiar. Obrigado por me terem ouvido.

Fonte: Blasfémias

Reboques Capela

benfas a reboque

A empresa Reboques Capela, sucessora da conceituada firma Calabote, saúda os seus clientes e amigos em mais este glorioso final de temporada!

Fonte: Aventar

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Os albuns da nossa vida...

Electric Light Orchestra - Time (1981)

Neste dia... na História!...

Libertação de Dachau
29 de abril 1945


No dia 29 de Abril de 1945, as tropas norte-americanas libertaram Dachau, o primeiro campo de concentração estabelecido pelo regime nazi. Dachau foi inaugurado cinco semanas depois de Hitler se ter tornado Chanceler da Alemanha, em 1933.
O campo estava situado nos arredores da vila de Dachau, cerca de 18 quilómetros a norte de Munique. Dachau serviu de modelo a outros centros de internamento nazis e foi o primeiro a utilizar humanos como cobaias para experiências médicas. Em Dachau, cientistas nazis testaram os efeitos da congelação e das alterações da pressão atmosférica, infectaram os internados com malária e trataram-nos com drogas experimentais.
Também fizeram testes com água do mar como única água potável, entre muitas outras experiências. Cerca de 32.000 prisioneiros morreram em Dachau e na sua área de influência e muitos dos que por lá passaram iam a caminho de outros campos de extermínio. As tropas americanas que libertaram Dachau ficaram tão impressionadas pelas condições de vida do campo que executaram imediatamente 30 guardas alemães.
Após a libertação, os cidadãos da vila foram obrigados a enterrar os mais de 9.000 cadáveres encontrados no campo.

Morre Alfred Hitchcock
29 de abril de 1980


No dia 29 de abril de 1980 morreu em Los Angeles o famoso realizador, produtor e argumentista britânico Alfred Hitchcock.
Hitchcock foi autor de filmes como "Os Pássaros", "A Janela Indiscreta" ou "Psico", consideradas por muitos como obras de arte do mundo cinematográfico.
Alfred, que começou a sua carreira em 1920 fazendo os títulos de vários filmes do cinema mudo na Famous Player's Lasky, foi pouco a pouco adquirindo conhecimentos e uma paixão pelo setor cinematográfico.
Os seus filmes tinham um elevado conteúdo de suspense, mistério e terror. Durante a sua carreira, Hitchcock foi galardoado com dois Óscares e um Bafta, em 1971, em reconhecimento da sua carreira.

Um Novo Rumo ao Segundo Resgate

O discurso de encerramento do congresso do PS por parte de Tó Zé Inseguro é, conforme se esperava, repleto de retórica e das baboseiras do costume que arrancam periodicamente uma forte salva de palmas, mesmo quando afirma que com o PS “o rigor, os sacrifícios e a contenção orçamental não desaparecerão”.

As “propostas concretas” que constituiem o novo rumo a “um Portugal mais moderno, mais justo e mais solidário” (o que é que quer seja que isso signifique) são então as seguintes segundo as minhas notas – os meus comentários a itálico:
  1. Acabar com a política de austeridade – boa, Tó Zé!
  2. Parar com os cortes de 4.000 milhões – boa, Tó Zé! E substituis os cortes por?…
  3. Mais tempo para consolidação orçamental – é chato ter que fazer reformas sérias, é mais fácil adia-las indefinidamente.
  4. Renegociação das condições de ajustamento para cumprir os compromissos (mais tempo, menos juros e diferimento do pagamento de juros) – boa sorte, Tó Zé!
  5. Devolução dos lucros do BCE com os empréstimos a Portugal – boa sorte, Tó Zé; e que tal o BCE devolver o lucro mais juros?
  6. Transformar dívidas (estado + bancos) de empresas viáveis em capital – se as empresas têm assim dívidas e são viáveis, creio que devem aparecer investidores interessados (incluindo os bancos) sem ser preciso o estado andar a injectar dinheiro dos contribuintes em empresas com dívidas.
  7. Reduzir exigência de capital Core Tier 1 de 10% para 9% (dinheiro parado na economia) - boa sorte, Tó Zé; um dia ainda vais perceber a diferença entre moeda, poupança e capital.
  8. Aumentar salário mínimo + pensões mais baixas – e onde vão o estado e as empresas buscar o dinheiro?
  9. Programa de actividades (ocupação) para desempregados - sugiro cavar e tapar buracos; emprego garantido para todos.
  10. Aumento do subsídio de desemprego (mais 6 meses) – e porque não mais 12 ou 24 meses, se é para gastar dinheiro que não temos?
  11. Baixar o IVA da restauração – eu sou sempre a favor da baixa de impostos mas um bocado contra o favorecimento de sectores ou empresas específicas. A baixar, que se baixe para todos.
  12. Programa de reabilitação urbana – boa Tó Zé: gastar dinheiro dos contribuintes que não temos numa àrea de necessidade e utilidade muito duvidosa.
  13. Programa de emprego jovem – e fundos?
  14. Crédito fiscal para suprimentos dos sócios – sou sempre a favor de menos impostos, mas acho que os governos não devem promover comportamentos e preferia uma baixa generalizada do IRC.
  15. Financiar a segurança social também através de uma taxa sobre os lucros das empresas – terei ouvido bem?!?
  16. Criação de Banco de Fomento – mais um banco público? E capital? Deve o governo escolher que empresas devem receber fundos em detrimento de outras empresas?
  17. Tratamento fiscal diferenciado para lucros reinvestidos desde que criem emprego – mais uma vez, deve o governo promover comportamentos? Porque é que um investimento que não crie emprego deve ser tratado de forma diferenciada?
  18. Separação na saúde do sector público e sector privado e uso de telemedicina.
  19. Emissão de moeda por parte do BCE – ó Tó Zé, não sei se sabes mas o BCE farta-se de emitir moeda que além de corresponder a uma transferência de riqueza, resulta em inflação. Como diz o Jim Rogers “se a emissão de moeda gerasse prosperidade, o Zimbabwe seria o país mais próspero do mundo.”
  20. Mutualização da dívida (para a dívida acima de 60% do PIB) – fundo de redenção/euro-bonds – uma maneira de fazer os países mais disciplinados pagar pelos países menos indisciplinados e chamar-lhe “Solidariedade Europeia”.


Fonte: O Insurgente

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