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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O relatório do FMI (Tradução Portuguesa)


Finalmente uma tradução do relatório do FMI!
Graças à tradução coletiva promovida pelo Aventar, aqui fica o "primeiro rascunho":


Segundo os promotores da tradução:

Apresentamos um primeiro rascunho da tradução em português do documento Repensando o estado – opções selectivas de reforma da despesa, vulgo Relatório do FMI (Clique para descarregar em formato pdf)

Foi utilizada a seguinte metodologia:

  • O texto original foi dividido em parágrafos numerados e publicados às 11h 43 de 11-01-2013
  • Solicitaram-se voluntários para a tradução, parágrafo a parágrafo do texto.
  • Colaboraram: Bruno Rego, Carla Alexandra Neves Simões, Carolina, Elisabete Figueiredo, Fausto Simões, Isabel G , Joana Lopes , João Bernardino , Jorge F , Jorge F, Leitor Costumeiro, Leonor, Manuel Marques, Marilia Costa, Marisa M., Miguel Conceição, Miguel Conceição, Miguel Conceição, NG, Noémia Pinto, Nuno Rumo, Paisano, Pedro Barbosa, Pedro Figueiredo, Renato Rodrigues, Rosa Alves , Rosa Melo, Sandra Guerreiro, Sarah Adamopoulos , Sónia Ariana Dias, Sunisbliss, Susana Fernandes , sxp030, tiago lemos Peixoto, Vasco Macedo (e provavelmente outros, a quem pedimos desculpa)
a quem deixamos os nossos agradecimentos por esta lição de cidadania, patente na disponibilidade de tantos para, num prazo curto e com uma surpreendente qualidade geral, traduzir o presente documento. Trata-se de uma acção de participação cívica inédita em Portugal, que reflecte de forma eloquente a vontade dos portugueses em participar na vida do País e nos grandes debates que este relatório encerra.

O texto será agora sujeito a uma revisão técnica, mais morosa, razão pela qual se trata de um documento ainda em construção, com naturais incoerências, mas que desde já publicamos.

Fica aberto a críticas e sugestões que podem ser enviadas para traducao.fmi@gmail.com.

Pensamos que dentro de uma semana será publicada a sua versão final, e enviada aos autores e ao Governo com um pedido de validação. Desta forma, o voluntariado terá poupado ao Estado o custo da tradução. É pouco, mas foi uma ajuda.

É a segunda vez que tomamos uma iniciativa deste género. Já assim foi com o Memorando assinado com a troika.

Não inventámos a roda, embora este método de tradução pública colaborativa seja, tanto quanto sabemos, utilizado pela primeira vez em Portugal. É também para isto que os blogs servem. Vamos trabalhar numa ferramenta que, utilizando a mesma metodologia, lime as arestas e possa estar preparada para os próximos episódios.

Escusa quem mande de tentar que as grandes discussões públicas em Portugal se façam com documentos em estrangeiro. Aprendemos como ultrapassar esse obstáculo, a trote. Bem vindos ao século XXI.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

FMI e os despedimentos na Educação

De acordo com o Jornal de Negócios o FMI elaborou um estudo onde aponta caminhos:



São vários os caminhos para a reforma do Estado. Todos são dolorosos e uns são mesmo classificados como radicais.
O FMI diz que chegou a hora de fazer mudanças “inteligentes” para cortar na despesa.

Uma leitura rápida do que foi publicado permite, por um lado, perceber que se trata do mesmo – o FMI não sabe outro caminho e sugere corte atrás de corte quando todos já perceberam que não é por aí!

No entanto, o detalhe de algumas medidas, no que diz respeito à Educação, mostram que há algum caminho feito na reflexão de carácter técnico, ou seja, parece que já meteram a mão na massa:
“colocar 30 a 50 mil funcionários da educação na mobilidade especial permitira poupar entre 430 e 710 milhões;”


”a mobilidade especial permitiria (…) reduzir custos e recolocar professores (…) incentivo de desempenho aos que querem ficar de fora das listas de mobilidade”;
”o FMI propõe o aumento do horário de trabalho para as 40 horas (…) permitiria poupar 150 milhões”; 
”Somando a esta alteração o aumento da carga lectiva dos docentes, com o respectivo alargamento das aulas de 45 para 60 minutos (…) poupanças de 300 milhões”;

Ora, qualquer destas medidas tem um objectivo apenas – poupar dinheiro, algo que também seria conseguido com o encerramento puro e simples das escolas ou com o envio de alguns milhares de docentes para um campo de concentração.

Aumentar o horário de trabalho, em relação ao que existe hoje, só é possível, destruindo a Escola – ninguém aguenta mais aulas e mais alunos sem que isso traga um prejuízo real para os alunos, mas com esses parece que ninguém está muito preocupado!

No estado em que as coisas estão, o pessoal está por tudo, mas os alunos não! E não podemos ficar em silêncio perante estas propostas sem qualquer tipo de sentido!

Por outro lado e num outro texto, a receita é entregar aos Privados a Escola Pública – quanto a esta questão, a reportagem da TVI de há uns tempos dá uma excelente resposta!

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