quinta-feira, 18 de outubro de 2012

História: Argentina - Memória do Saque


Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, e como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país à bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC.
Realizado por Fernando E. Solanas , legendado em portuguêsMemoria del Saqueo, ficha IMDB .
Lista de reprodução youtube.


























Fonte: Aventar

Astérix e Obélix: Ao Serviço de Sua Magestade


“Astérix et Obélix: Ao Serviço de Sua Majestade” é o quarto filme que acompanha o famoso herói gaulês criado por Albert Uderzo e René Goscinny. Nesta obra, realizada por Laurent Tirard (“O Menino Nicolau”), seguiremos as intenções de César em conquistar a Brittania, mas que encontra resistência numa aldeia local que terá o apoio dos combativos gauleses. Com Edouard Baer, Gérard Depardieu, Guillaume Gallienne, Vincent Lacoste, Valérie Lemercier, Fabrice Luchini, Catherine Deneuve, Dany Boon, Charlotte Lebon, Bouli Lanners, Jean Rochefort e Gerard Jugnot.


Poster de «Astérix & Obélix: Ao Serviço de Sua Majestade »



ASTÉRIX ET OBÉLIX: AO SERVIÇO DE SUA MAGESTADE (2012)

Astérix et Obélix: Au service de Sa Majesté



Género: Aventura, Comédia
Realização: Laurent Tirard
Intérpretes: Gérard Depardieu, Edouard Baer, Guillaume Gallienne, Catherine Deneuve


Sinopse:

50 a.C.. Depois de conquistar o Egipto, a Hispânia e (quase toda) a Gália, Júlio César (Fabrice Luchini), o grande imperador romano, decide avançar com as suas tropas e invadir a Britânia.
A vitória é rápida e total. Ou melhor, quase total. Para seu descontentamento, uma pequena aldeia bretã consegue resistir. Mas as forças bretãs enfraquecem a cada dia que passa. É então que Cordélia (Catherine Deneuve), a grande rainha, decide enviar Jolitorax (Vincent Lacoste) à Gália onde, segundo a lenda, vive o mais irredutível e temeroso povo. Ao mesmo tempo, na aldeia gaulesa em questão, Astérix e Obélix (Edouard Baer e Gérard Depardieu) debatem-se com um grave problema.
É que o chefe Abracourcix confiou-lhes uma tarefa medonha: transformar Atrevidix (Vincent Lacoste), o seu preguiçoso e imaturo sobrinho, num homem responsável e capaz de olhar para além do seu próprio umbigo.
Quando Jolitorax chega e descreve a situação da sua aldeia, os gauleses oferecem-lhe um barril da famosa poção mágica que lhes dará uma força sobre-humana e a protecção de Astérix e Obélix no seu regresso a casa. Porém, infelizmente para todos, Justforkix também faz parte da escolta até à Britânia…
Inspirado nas divertidas personagens criadas pelos franceses René Goscinny e Albert Uderzo, e realizado por Laurent Tirard (“O Menino Nicolau”), este é o quarto filme da série em acção real, depois de “Astérix e Obélix Contra César” (1999), “Astérix e Obélix: Missão Cleópatra”, (2002), e “Astérix nos Jogos Olímpicos” (2008).

Trailer:


Fonte: BestCine

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O que a Troika queria aprovar e não conseguiu!!!!!


Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respetivos, carros atestados, motoristas, etc.) dos ex-Presidentes da República.

Redução do número de deputados da Assembleia da Repúblicapara 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.

Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respetivo.

Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.

Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas atividades.

Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.

Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

Colocar chapas de identificação bem visíveis em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc…

Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respetivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. Há quadros (diretores gerais e outros), que em vez de estarem no Serviço Público, passam o tempo nos seus escritórios de advogados a cuidar dos seus interesses, que não os da coisa pública.

Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo.

Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.

Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros, Limas e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma
recebe todos os anos.

Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

Acabar com os ordenados milionários da TAP, com milhares de
funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros dos partidos.

Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".

Criminalizar imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam.

Controlar rigorosamente toda a atividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".

Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efetivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas valem e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.
Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

Pôr os Bancos a pagar verdadeiramente impostos.

Julgar e condenar os atos de má governação.

Ranking das Escolas/Agrupamentos (2012)

Agora que deixou se ser notícia de telejornais, aqui deixo o acesso aos sítios dos jornais que elaboraram os ranking's das escolas/agrupamentos 2012:


  • Público
9.º ano  

- acesso aos dados: 6.º ano, 9.º ano, secundário, secundário: por disciplinas e secundário: escolas com mais de 100 provas

- 6.º ano, 9.º ano e secundário

- tratamento diverso

- escolas básicas e escolas secundárias

  • Correio da manhã 

Fonte: ad duo

Tecnologia: PadFone 2 - Apresentação


Foi revelado em Itália o novíssimo PadFone 2, uma espécie de combinação entre um smartphone Android e um tablet que permite aos seus utilizadores uma incrível flexibilidade móvel.
Este novo e revolucionário equipamento oferece especificações Quad-core superiores através de um smartphone Android LTE e um tablet completamente redesenhado de 4.7 polegadas que, juntamente com a PadFone Station 2, o torna num tablet 10.1 polegadas leve e completo.

Vamos conhecer?



A espessura e o peso da PadFone 2 Station foram diminuidos apresentando agora 649 gramas, o peso combinado do PadFone 2 e da Padfone 2 Station passou a ser mais leve do que a maioria dos tablets do mercado, e o mecanismo de acoplagem da dock foi redesenhado para permitir a sua utilização num único passo. O PadFone 2 foi também melhorado ao ver aumentado o tamanho do ecrã para 4.7 polegadas, ao mesmo tempo que foi reduzida a espessura e o peso para apenas 9mm no ponto mais fino e 135 gramas, respectivamente.

A bateria de 2140mAh permite 16 horas de conversação 3G e 13 horas de navegação na Internet por Wi-Fi, enquanto que a bateria de 5000mAh da PadFone Station 2 possibilita até 36 horas de conversação 3G. A bateria interna da PadFone Station 2 tem capacidade suficiente para recarregar três vezes o PadFone 2.


O processador Quad-core Qualcomm Snapdragon S4 a 1.5GHz com 2GB de RAM permite um desempenho acima da média por parte dp PadFone 2 no modo smartphone ou tablet. O novo ecrã 1280 x 720 HD Super IPS+ de 4.7 polegadas utiliza um vidro resistente aos riscos (Corning Fit Glass), proporciona imagens nítidas e detalhadas com grande precisão de cor, amplos ângulos de visão e 550 nits de brilho, que permite uma visualização impressionante em ambiente exterior.

A nova câmara com 13 mega pixéis permite a captura de imagens detalhadas e sem atrasos no obturador. No modo burst é possível tirar rapidamente 100 fotografias com seis disparos por segundo, ou gravar vídeos 1080p HD a 30fps ou vídeos 720p HD a 60fps. O desempenho em ambientes com menor luminosidade é melhorado através de uma abertura f/2.4 e de um processador de sinal de imagem dedicado.

A nível de som O PadFone 2 e a PadFone 2 Station trazem consigo a tecnologia SonicMaster da Asus e afinação Waves, tecnologia vencedora de um Technical GRAMMY Award.

A nível de capacidade os modelos poderão apresentar até 64 GB e 50 GB na Asus WebStorage, gratuita por dois anos. A sincronização de informação entre dispositivos faz parte do passado, já que o armazenamento do PadFone 2 é utilizado pela PadFone 2 Station quando estão ambos ligados, enquanto que o NFC permite aos utilizadores partilharem páginas de internet, contactos e recomendações da Play Store, entre outras opções.

A partilha da conectividade de dados móveis entre smartphone e tablet também permite um único plano de dados par a ambos os dispositivos, ao mesmo tempo que suporta até 42Mbit/s DC-HSPA+ e 100Mbit/s LTE para oferecer uma navegação de Internet e downloads super rápidos.

O PadFone 2 dispõe de uma nova versão da aplicação SuperNote que converte instantaneamente notas manuscritas de várias línguas em texto possível de editar. A ferramenta de tradução instantânea traduz qualquer palavra ou frase num e-mail, página de Internet ou aplicação com um simples toque, e sem a necessidade de outra ferramenta de tradução.

O PadFone 2 será lançado antes do final de Dezembro na Europa: Bulgária, Estónia, Finlândia, Alemanha, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, Roménia, Espanha e Suécia. Na Ásia: Hong Kong, Índia, Japão, Malásia, Singapura, Taiwan, Tailândia e E.A.U.
A disponibilidade noutros países será anunciada mais tarde.

Fica aqui um vídeo de apresentação:


Especificações do PadFone 2:


Especificações da PadFone Station 2:



Fonte: Pplware

Prós e Contras


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Os documentos do Orçamento de Estado para 2013


Via DGO , disponibilizamos os documentos, num formato diferente e menos técnico, que constam da proposta de OE 2013:
 
 
 



















Fonte: ad duo

O efeito da subida do IRS nas vidas dos portugueses




Fonte: Público

Olhos nos olhos

15-10-2012



Fonte: TVI Videos

A música do século XXI

Aurea - Scraych My Back

Tempo extra

Programa de 14-10-2012





Capturas...


Os melhores golos da semana...(1)


Fonte: TV Golo

O treinador mistério - Paulo Guerrinha

O Sporting continua à procura de um treinador e as mensagens que passam na imprensa é que será um estrangeiro a assumir o comando técnico leonino. Nos últimos anos têm sido apenas treinadores portugueses e Alvalade é visto como um campo de massacre para os técnicos que por lá têm passado.

Mas a dúvida sobre uma solução “estrangeira” mantém-se. Um estrangeiro sairá mais caro e provavelmente a adaptação também será mais difícil. O Sporting precisa de um treinador que, em pouco tempo, consiga ressuscitar a equipa. Alguém que conheça os vícios e virtudes do clube, que saiba resguardar os jogadores e equipa técnica das “agressões” exteriores e faça passar a mensagem daquilo que pretende rápida e eficazmente. Mais de três semanas talvez começa a ser já um exagero. A este nível o treinador não chega a uma equipa para ensinar a jogar futebol. Tem de saber usar as peças que tem para ser eficaz no ataque e infalível na defesa.


Olhando para a história do Sporting, até 2002/2003 houve uma intermitência entre treinadores estrangeiros (na maioria) e portugueses. Época em que, com Laszlo Boloni no comando, ficou em terceiro lugar depois de ter sido campeão na época anterior. Esta época (2001/2002) foi, aliás, a última vez que os leões conseguiram arrecadar o título nacional.

Desde então o Sporting assumiu praticamente o terceiro lugar. Primeiro com Fernando Santos (2003/2004), José Peseiro (2004/2005 e parte da época 2005/2006), Paulo Bento, que substituiu Peseiro e se manteve até 2009/2010, e alcançou um segundo lugar histórico no ano em que assumiu o cargo. Paulo Bento conseguiu, aliás, segurar o segundo posto até à sua saída, ano em que os leões ficaram na quarta posição.

Desde Paulo Bento o Sporting não conseguiu terminar a época com o mesmo treinador que começou.
A história não é novidade. Nove treinadores em 4 épocas, todos portugueses, nenhum com capacidade de passar para os jogadores a filosofia de jogo necessária para chegar às vitórias. Por esta razão Godinho Lopes volta-se agora para um estrangeiro. Mas conseguirá dar a volta à crise?

Sá Pinto tinha o coração necessário mas faltou o calo. Em Portugal Godinho Lopes tem soluções que podem levar coração e experiência à equipa. E mais baratas do que a contratação de um estrangeiro. Além disso, Godinho Lopes tem de conseguir um contrato que não leve, no final da época, a ter mais uma indemnização para pagar a um treinador que sai por não cumprir os objectivos.

No meio de tanta incerteza e falta de esperança o mistério mantém-se: se os treinadores saem quando não atingem os objectivos, se os jogadores vão para o banco quando não rendem aquilo que devem, o que sucede a quem escolhe os treinadores?


Paul Krugman

Era possível acabar com esta crise já. Se “eles” quisessem!
Os instrumentos económicos existem mas a opinião política dominante proíbe o fim da crise. Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia, apela ao fim dessa corrente austeritária, sacrificial e assassina de empregos.


Nestes últimos três anos caiu-nos uma depressão em cima da cabeça, e o que fizemos? Procurámos culpados. O “viver acima das nossas possibilidades” e “os malefícios do endividamento” são duas cantigas populares dos últimos anos. E, no entanto, antes de a crise ter rebentado na América e de se ter propagado à Europa, o nível de endividamento de alguns dos países do sul da Europa, como Portugal e Espanha, tinha vindo a reduzir-se. Os gráficos estão lá e mostram que sim (como mostram que o gigante alemão também está fortemente endividado). Mas porque é que as pessoas não querem acreditar nisto? Nem sequer apreender o facto de terem sido “praticamente todos os principais governos” que, “nos terríveis meses que se seguiram à queda do banco de investimento Lehman Brothers, concordaram em que o súbito colapso das despesas do sector privado teria de ser contrabalançado e viraram-se então para uma política orçamental e monetária expansionista num esforço para limitar os danos”? A Comissão Europeia e a Alemanha estavam “lá”. E, de repente, tudo mudou.
Paul Krugman
Uma das maiores dificuldades de lidar com esta crise é, em primeiro lugar, o facto natural de tanto o cidadão comum como Jesus Cristo não perceberem nada de finanças, a menos quando lhe vão ao seu próprio bolso (ou perde o emprego). A outra é o poder da narrativa do “vivemos acima das nossas possibilidades”, aquilo a que Krugman chama a “narrativa distorcida” europeia , “um relato falso sobre as causas da crise que impede verdadeiras soluções e conduz de facto a medidas políticas que só pioram a situação”. Krugman ataca “uma narrativa absolutamente errada”, consciente de que “as pessoas que apregoam esta doutrina estão tão relutantes como a direita americana em ouvir a evidência do contrário”.
Três quartos do livro-manifesto “Acabem com esta crise já” é dedicado aos Estados Unidos, pátria de Krugman. Mas tendo em conta o nosso “interesse nacional”, centremo-nos no que diz sobre a Europa.
Krugman refuta a explicação popular e maioritária sobre a situação actual na Europa – países sob tutela de troika e pedidos de resgate à média de dois por ano. “Eis, então, a Grande Ilusão da Europa: é a crença de que a crise da Europa foi essencialmente causada pela irresponsabilidade orçamental. Diz essa história que os países europeus incorreram em excessivos défices orçamentais e se endividaram demasiado – e o mais importante é impor regras que evitem que isto volte a acontecer”.
Krugman aceita que a Grécia (e Portugal, “embora não à mesma escala) incorreu em “irresponsabilidade orçamental”, mas recusa a “helenização” do problema europeu. “A Irlanda tinha um excedente orçamental e uma dívida pública reduzida na véspera do deflagrar da crise (...) A Espanha também tinha um excedente orçamental e uma dívida reduzida. A Itália tinha um alto nível de endividamento herdado das décadas de 1970 e 1980, quando a política era realmente irresponsável, mas estava a conseguir fazer baixar de forma progressiva o rácio do endividamento em relação ao PIB”. Ora um graficozinho do FMI demonstra que, enquanto grupo, “as nações europeias que se encontram actualmente a braços com problemas orçamentais conseguiram melhorar de forma progressiva a sua posição de endividamento até ao deflagrar da crise”. E foi só com a chegada da crise americana à Europa que a dívida pública disparou. Explicar isto aos “austeritários” é uma tarefa insana. Diz Krugman: “Muitos europeus em posições-chave – sobretudo políticos e dirigentes na Alemanha, mas também as lideranças do Banco Central Europeu e líderes de opinião espalhados pelo mundo das finanças e da banca – estão profundamente comprometidos com a Grande Ilusão e nada consegue abalá-los por mais provas que haja em contrário. Em consequência disso, o problema de responder à crise é muitas vezes formulado em termos morais: as nações estão com problemas porque pecaram e devem redimir-se por via do sofrimento”. Ora é esta exactamente a história que nos conta o governo e que é, segundo Paul Krugman, “um caminho muito mau para se abordar os problemas que a Europa enfrenta”.
Ao contrário do que muita gente possa pensar, Krugman não é um perigoso socialista. E, céus, até defende a austeridade (alguma, mas não esta). Vejam como ele explica a crise espanhola, que considera a crise emblemática da zona euro: “Durante os primeiros oito anos após a criação da zona euro a Espanha teve gigantescos influxos de dinheiro, que alimentaram uma enorme bolha imobiliária e conduziram a um grande aumento de salários e dos preços relativamente aos das economias do núcleo europeu [Alemanha, França e Benelux]. O problema essencial espanhol, do qual derivam todos os outros, é a necessidade de voltar a alinhar custos e preços. Como é que isso pode ser feito?”. O Nobel explica: “Poderia ser feito por via da inflação nas economias do núcleo europeu. Imagine-se que o BCE seguia uma política de dinheiro fácil enquanto o governo alemão se empenhava no estímulo orçamental; isto iria implicar pleno emprego na Alemanha mesmo que a alta taxa de desemprego persistisse em Espanha. Os salários espanhóis não iriam subir muito, se é que chegavam a subir, ao passo que os salários alemães iriam subir muito; os custos espanhóis iriam assim manter-se nivelados, ao passo que os custos alemães subiriam. E para a Espanha seria um ajustamento relativamente fácil de fazer: não seria fácil, seria relativamente fácil”.
Ora, esta maneira “relativamente fácil” de resolver a crise europeia tem estado condenada (vamos ver o que se segue ao novo programa de compra de dívida do BCE, criticado pelo presidente do Bundesbank) pela irredutibilidade alemã relativamente à inflação, “graças às memórias da grande inflação ocorrida no início da década de 1920”. Krugman lembra bem que estranhamente “estão muito mais esquecidas as memórias relativas às políticas deflacionárias do início da década de 1930, que foram na verdade aquilo que abriu caminho para a ascensão daquele ditador que todos sabemos quem é”.
O que trama as nações fracas do euro (como Espanha e Portugal) é, não tendo meios de desvalorizar a moeda – como fez a Islândia no rescaldo da crise com sucesso – estão sujeitas ao “pânico auto--realizável”. O facto de não poderem “imprimir dinheiro” torna esses países vulneráveis “à possibilidade de uma crise auto-realizável, na qual os receios dos investidores quanto a um incumprimento em resultado de escassez de dinheiro os levariam a evitar adquirir obrigações desse país, desencadeando assim a própria escassez de dinheiro que tanto receiam”. É este pânico que explica os juros loucos pagos por Portugal, Espanha e Itália, enquanto a Alemanha lucra a bom lucrar com a crise do euro – para fugir ao “pânico” os investidores emprestam dinheiro à Alemanha sem pedir juros e até dando bónus aos alemães por lhes deixarem ter o dinheirinho guardado em Frankfurt.
Se Krugman defende que “os países com défices orçamentais e problemas de endividamento terão de praticar uma considerável austeridade orçamental”, defende que para sair da crise seria necessário que “a curto prazo, os países com excedentes orçamentais precisam de ser uma fonte de forte procura pelas exportações dos países com défices orçamentais”.
Nada disto está a acontecer. “A troika tem fornecido pouquíssimo dinheiro e demasiado tardiamente” e, “em resultado desses empréstimos de emergência, tem-se exigido aos países deficitários que imponham programas imediatos e draconianos de cortes nos gastos e subidas de impostos, programas que os afundam em recessões ainda mais profundas e que são insuficientes, mesmo em termos puramente orçamentais, à medida que as economias encolhem e causam uma baixa de receitas fiscais”. Conhece esta história, não conhece?
Fonte: iOnline

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Não havia necessidade - Ribeiro Cristóvão

Face ao apagão que mantém o Sporting desactivado há algum tempo, poucos teriam  ousado vaticinar um resultado positivo dos leões frente a um Futebol Clube do Porto mais forte, muito mais motivado e, vantagem acrescida, a jogar no seu estádio.
Acabaram por vencer os dragões, com toda a naturalidade. Num jogo sensaborão, que raramente empolgou a plateia, voltaram a revelar melhor organização, o que não era difícil, sem nunca darem chances a um adversário que prossegue confirmando a impotência que é a sua imagem de marca dos desafios mais recentes.
Por tudo isto, e porque a vitória dos nortenhos nunca suscitou dúvidas a ninguém, não havia necessidade de uma arbitragem tão descuidada e pouco isenta à qual o Porto fica a dever uma boa parte da tranquilidade de que desfrutou durante quase todo o jogo.
A um leão moribundo, como este que por ora habita em Alvalade, eram dispensáveis estes tiros de morteiro que Jorge Sousa resolveu assestar-lhe, fazendo ao mesmo tempo aumentar a desconfiança que vai por aí à volta do sector da arbitragem, como sempre o pólo das mais violentas discussões no panorama do futebol português.
Desta jornada do campeonato sobra também, de novo, uma dúvida que a todos assalta ciclicamente. É que, se olharmos às exibições de praticamente todas as equipas que marcaram presença nas competições europeias da semana passada, não se encontra explicação plausível para actuações tão descoloridas e para resultados tão inesperados.
O Benfica passou por momentos de grande aflição, em casa, frente ao último classificado, a Académica perdeu em Coimbra com o Vitória de Guimarães, o Sporting de Braga passou as do Algarve para chegar a um empate com a equipa de Olhão.
Se acrescentarmos a tudo isto o clássico sem chama do Dragão, é caso para pedir aos mais entendidos que encontrem respostas para tantas interrogações.
Ainda bem que foi possível ontem assistir a outro clássico aqui bem perto de nós, mas com outra dimensão e de outra galáxia. O Barcelona-Real Madrid teve golos soberbos que o ajudaram a transformar num grande espectáculo, e não só confirmou as duas melhores equipas do mundo da actualidade como, igualmente, os dois melhores jogadores deste tempo.
Segue-se uma nova paragem nos campeonatos para uma jornada dupla mundialista. Para a nossa selecção vêem a caminho especiais dificuldades. Esperemos que seja capaz de as ultrapassar como até aqui.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

A música da nossa vida...

David Bowie - Absolute Beginners

Treinador kamikaze precisa-se!


Fonte: HenriCartoon

Incompetência mina o Sporting - Rui Santos

Preto no branco: o Sporting está a ser vítima da incompetência dos seus dirigentes.
Os treinadores são achados através de processos erráticos, inconsistentes e irresponsáveis e acabam cozinhados em lume (mais ou menos) brando.
Não está em causa a vontade que todos têm tido em dar o seu melhor ao Sporting. Contudo, “o seu melhor” tem sido manifestamente insuficiente. E porquê? A primeira razão mais óbvia é que o Sporting tem tido presidentes que não percebem nada de futebol. E se um clube de futebol vive essencialmente “do futebol”, o conhecimento sobre os seus meandros e sobre as razões que levam a potenciar o rendimento desportivo tem de ser inequívoco.
Nenhum dos últimos presidentes do Sporting percebia de futebol. Podiam perceber de construção civil, de relações bancárias, de vinho, de acções, de imobiliário, de cerveja, de golfe e de ténis, mas não percebiam o suficiente de futebol. E quando delegaram, fizeram-no por insegurança e, por via dela, por conveniência. Para tentar esconder insuficiências. Pior do que não saberem são aqueles que acham que sabem, como é o caso de Eduardo Barroso: arrepiante!
Godinho Lopes não veio alterar o que era preciso alterar, nesse sentido. Dir-se-á que foi por isso que chamou Luís Duque para “administrar” o futebol. Serviu-se dele como “trunfo eleitoral”, mas depois, entre manifestações de apoio e outros salamaleques, foi construindo em seu redor um império de hipocrisia. Esse é outro dos problemas do Sporting: não há efectiva solidariedade institucional. Os dirigentes do clube querem intrometer-se no futebol; a SAD desconfia, permanentemente, daqueles que estão sempre a meter o nariz. Não dá.
Não será, pois, surpresa que Luís Duque e Carlos Freitas acabem por acompanhar Sá Pinto nesta saída pela porta pequena do Sporting. Vergados pelas compras que não resultaram, mas sobretudo porque em Alvalade se instalou um clima de intriga e autofagia que a todos contamina e destrói, Duque e Freitas sucumbem à tentativa de Godinho Lopes em se agarrar ao “trono” por mais algum tempo...
É verdade que Sá Pinto não aguentou a pressão e, quando começou efectivamente a decidir ( o que levou tempo a fazer...), a falta de serenidade levou-o a decidir mal. Está tudo errado: as escolhas dos treinadores, as facturas que se pagam em função dessas escolhas, a fuga às responsabilidades, os custos pornográficos e a crença (inconsciente) no “leonismo”.
O Sporting, para se reencontrar, vai ter de cortar com esta linhagem de dirigentes que “desgovernou” o clube desde o aparecimento da SAD.
Seria bom que Godinho Lopes tivesse a humildade de reconhecer isso mesmo.
Entre escândalos, cooptações e investidores-fantasmas, conseguirá o Sporting resistir?


Dedicada a quem acha que não envelhece...

Já lhe aconteceu, ao olhar para pessoas da sua idade, pensar: “não posso estar assim tão velho(a)...”?
Veja o que conta uma amiga:
— Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava exposto na parede.
Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei-me de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha turma do Liceu, uns 30 anos atrás, e eu perguntei-me: poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado à época?
Quando entrei na sala de atendimento, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, gordo, com um rosto marcado, profundamente enrugado... era demasiadamente velho para ter sido a minha paixão secreta.
Depois de ele ter examinado os meus dentes, perguntei-lhe se ele tinha estudado na Escola Secundária de Borba.
— Sim, respondeu-me.
— Quando se formou?, perguntei.
— 1965. Porque pergunta?, respondeu.
— É que... bem... o senhor era da minha turma!, exclamei eu.
E então, este velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido, filho de uma puta, lazarento perguntou-me:
— A Sra. era professora de quê?

A música da nossa vida...

Men At Work - Down Under

sábado, 6 de outubro de 2012

Eric Clapton - Unplugged

O regresso... do Prof-Folio

Após alguns meses de ausência, nos quais andei por outras bandas, decidi reativar este blogue.
Este é um blogue abrangente!
Do cinema à música, aliás dois dos meus grandes "hobbies", passando pela fotografia (outro!), pela atualidade legislativa (MEC), tecnologia e atualidade política (com ou sem humor), futebol, ...
Sempre que encontrar algum artigo ou informação que eu considere interessante, aqui haverá uma referência.
Estou aberto a críticas, sugestões, reparos,... Para tal deverão utilizar o painel de comentários, que estará sempre "aberto" a quem quiser participar!

Capas que convidam a comprar um jornal!

É o país que temos e merecemos...
Está tudo ao contrário, faz lembrar um tema dos Xutos que dá nome a um album: "O mundo ao contrário"

Esta é a capa de hoje do jornal "i"!...



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